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Plantando amor

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Hoje, escolhi cultivar amor ao invés de ficar entristecido esperando por ser amado.
Lembrei do meu cachorrinho, fazia dias que não tirava um minuto do meu tempo pra falar com ele; vê-lo abanando o rabo, as orelhas, tentando me tocar e sentir como forma de beijar o seu "irmãozinho", uma vida (a minha) que pra ele dá tanto significado à sua própria existência.
Lembrei das paredes que tanto aquecem e me guardam de insetos, balas, que mantêm minha privacidade. Minha casa, onde moro há tanto tempo, que me enche de recordações, onde nasci, cresci, chorei, me desesperei, me escondi, onde tantas vezes me achei.
Se posso tirar algum mofo da parede, se posso retocar sua pintura, já estarei amando algo que tanto me serve.
Lembrei de primos e parentes distantes com quem tanto tempo não falo. Não vou esperar que eles me liguem, não vou achar que não gostam ou não se lembrem de mim. O Amor é construído dia após dia. Talvez, eles estejam esperando que eu me aproxime também.
Tantas pessoas às vezes nem sabem o que podemos fazer por elas, em termos de palavras, troca de experiências, porque não damos a menor chance de aproximação. Achamos que só vamos encontrar espinhos e mais espinhos.
Uma palavrinha só tantas vezes me deu a força necessária pra me levantar, quando nem queria mais me mover; tantas vezes me aqueceu o coração, derretendo icebergs imensos de desolamento, insegurança e aflição. Vou distribuir o que recebi.
Vou plantar amor onde puder, ainda que naquele instante não veja nos olhos do outro o menor crédito ou importância.
Mas, principalmente, com aqueles que me querem bem, com quem estão sempre comigo, no trabalho, na escola, em casa, ou mesmo aquele que sempre vejo na vizinhança e nunca cumprimento.
Posso fazer cartões com mensagens boas e distribuir na minha própria rua. Talvez, alguém precise, talvez isso seja a última chance de alguém se levantar do mesmo modo que me levantei.
Minha mãe querida, será que passará mais um dia sem um abraço meu? Sem um beijo? Sem pôr em dias nossas conversas?
Se eu puder presentear apenas um chocolate, eu o farei, com toda dignidade, com todo carinho. E espero que no meu olhar e no meu abraço, possa sentir que estou tentando falar que preciso de amor, que quero ser amado, que quero dar de presente, sim, minha amizade sincera. Que meu coração está aberto e que muros precisam ser rompidos, pra que tudo o que precisa ser dito seja dito, pra que tanto tempo de distância seja vencido.
Pode ser agora o momento de vencer o cansaço, de ficar esperando um gesto de amor e plantá-lo em outros corações. Porque se sei que espero é porque tenho e porque eu também gostaria.
Quantos corações não estão esperando esse ato de mim, ou de alguém que nem conhecem na vida? Não sei. Como vou saber? A falta de amor emudece, afasta, aprisiona, isola, nos faz perder o brilho nos olhos quando vemos outro alguém, outra vida. Da falta de amor ao desamor basta pouco tempo. Por ninguém ver algo, a tendência é nem sentir nem acreditar que esse algo exista.
Talvez, alguns me tenham por bobo, idiota, sentimentalóide, mas vou assim mesmo. Se sei que preciso, creio que outros também precisam.

Há momentos em que temos que lançar uma semente até poder ver o fruto, ao invés de esperar degustar o fruto já pronto e crescido de outras árvores


(Jackson Angelo, em 28/04/2011)

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