quarta-feira, 26 de junho de 2024
Bom dia! Que seu dia seja lindo como você (música motivacional)
quarta-feira, 17 de abril de 2024
Quando Tudo Falha existe uma constante em meio ao caos
Tudo ao nosso redor pode falhar, e certamente muito do que valorizamos encontrará seu fim. Famílias podem se desentender, sonhos podem se desfazer, projetos podem não se concretizar. Frequentemente, falharemos em nossas palavras, promessas e até nos valores que juramos defender. Nem sempre nossos olhos captarão a verdade completa, e aqueles que chamamos de melhores amigos poderão se tornar estranhos distantes. Palavras outrora doces e suaves podem amargar na boca como fel. Até os chocolates mais deliciosos apodrecem, os ossos se decompõem sob a terra, e os mais finos manjares perdem sua frescura e sabor.
Mas no cerne de um mundo onde a falha é a norma, existe uma constante imutável e eterna: o amor de Deus. Um amor que nunca vacila, nunca desiste e nunca falha. É esse amor infalível que nos sustenta, guia e proporciona esperança mesmo quando tudo o mais parece desmoronar. O amor divino permanece como a âncora em meio às tempestades da vida, o farol que nunca se apagaTudo pode falhar e certamente muita coisa vai falhar
Família, sonhos, projetos
Você vai falhar com seu discurso, promessas e valores
Os olhos não verão tudo
Os melhores amigos tornar-se-ão desconhecidos distantes
As doces e melífluas palavras tão amargas como o fel poderão ser
Os bombons apodrecem
Os ossos apodrecem
Os manjares perdem a validade
E no meio de tanta falha, só uma coisa não falhará:
O amor de Deus
O amor que nunca falha
(Jackson Angelo, hoje)
sábado, 6 de abril de 2024
O silêncio como a presença imensa do que é ausente, do peso do não-dito, da força do inaudível
O SILÊNCIO
O silêncio traduz um idioma que não aprendi,
Não soletro, não capto, não ouço,
Não consigo fazer sinais.
Não decodifico, só sinto que ele me leva
E grita tão alto que não precisa de som.
O silêncio que incinera pinturas que nunca tiveram tinta,
Que destrói com fogo o que nunca saiu da profundeza das águas.
Uma assinatura que abandona a escrita,
Longo ego de uma eternidade assassina.
Silêncio das ruínas dos castelos que nunca foram erguidos,
Silêncio dos jardins que nunca tiveram sementes.
Cachoeira das águas que as nuvens não conseguem transportar,
Uma melodia que nunca será composta.
O SILÊNCIO, ELE SE ESTENDE
Ele se estende, um véu invisível sobre os gritos do mundo,
Acalma tempestades sem tocar nas águas,
Emudece as vozes sem apagar as palavras,
Um mestre que ensina sem falar, guiando pelo vazio.
O silêncio, uma tela negra onde os sonhos se pintam à mão,
Desenhos invisíveis que só o coração pode ver.
É a pausa entre batidas, o espaço entre estrelas,
Um abismo que nos convida a saltar, sem promessa de pouso.
NA SUA AUSÊNCIA
Na sua ausência, apenas sua presença persiste,
Um diálogo mudo com as sombras da própria luz,
Um encontro solitário na multidão de pensamentos,
Um universo fugidio como um cometa, onde o tempo assume sua inexistência.
O silêncio, um professor severo, um amante gentil,
Desfaz nós, tece compreensões sem uma única palavra.
É a ressonância do tudo no nada, a presença na ausência,
Um paradoxo que vive, que respira, em cada um de nós.
Minha poesia é inspirada no silêncio, profundamente evocativa, Eu me atirei nos paradoxos e na intensidade inexprimível que ele carrega. Ela fala da presença imensa do que é ausente, do peso do não-dito, da força do inaudível.
Jackson Angelo, em 05/04/2024
terça-feira, 2 de abril de 2024
Contradição, a doce melodia da existência - transitando entre a alegria e o desespero, a calma e a tempestade, a vida e a morte
A luz do sol beija a manhã, despertando o mundo com um sorriso que promete novos começos. No entanto, há uma beleza escondida na complexidade das sombras que seguem cada passo que damos; é nesta dança entre luz e sombra que a poesia nasce. Aqui, apresento um mergulho na essência do coração humano, um balão flutuando entre as nuvens de emoções que pintam nossos dias com as cores do arco-íris e as tonalidades do crepúsculo. É um convite para sentir, viver, amar, e, às vezes, simplesmente existir, na tumultuada viagem que chamamos de vida.
Meu coração... balão,
flutua na brisa da paixão,
Terra de erosão,
onde sentimentos entrelaçam contradição.
Esperança, alegria e desespero,
um carrossel que gira sem esperar,
Meu coração... mutação,
em cada batida, um novo lugar.
Som, silêncio, explosão,
o eco da nossa própria criação,
Formando um universo,
perdido na vastidão do verso.
Meu coração... simples,
um enigma envolto em mistério,
Absurdo, desconexo, confuso,
vivendo num eterno delírio.
Vivendo por viver,
Batendo por bater,
com amor, um voto de viver,
Me tirando o fôlego,
em cada momento, um novo recomeço.
Onda, raio, trovão,
um espetáculo da natureza no coração,
Pisca-pisca, ilusão,
levado pelo vento da emoção.
Brisa doce que me envolve,
no altar da vida e da morte,
Meu coração...
um viajante entre o sul e o norte.
Vai e vem,
Sai e entra,
num ciclo sem fim de reencontrar-se,
Me desfaz, me refaz,
uma constante reinvenção.
Contradição,
a doce melodia da existência,
Sua voz: ouvir ou não?
Sua força: usar ou não?
desafios lançados à própria consciência.
Odiado, mas também invejado pela razão,
Meu coração...
uma ode à eterna busca pela compreensão.
(Jackson Angelo, 15/02/2010; revisitado em 02/04/2024)
sábado, 30 de março de 2024
Reflexões no Espelho do Mundo - entre a percepção e a realidade
Reflexões no Espelho do Mundo
O reflexo que veem em mim é uma estranheza,
Cercado por vozes íntimas, desconhecidas,
Incapaz de encontrar meu semblante
Em seus espelhos turvos, manchados pela indiferença.
O que falam, um sussurro distante,
Ecoa em meu interior, um clamor sem trégua,
Uma cacofonia de feras enjauladas
Em minha alma, buscando escape.
Agora, vejo o céu, um manto raro de estrelas,
Restos de brilho de carnavais esquecidos,
Um firmamento desbotado, carcomido pelo tempo,
Cenário de minha queda incessante em abismos sem fim.
E assim, tropeço em mim, um deserto de desespero,
Onde cada passo é eco de um eu replicado,
Um labirinto de ecos e sombras,
Sem máscaras, apenas silhuetas de um passado dilacerado.
Neste mundo, labirintos engolem sentidos,
Fome e sede clamam por um toque de realidade,
Um muro alto separa sonhos de coragem,
Arte e sofrimento se entrelaçam em uma dança macabra.
Olhos que não veem, corações que não sentem,
Almas errantes em corpos esquecidos,
Estátuas que deambulam em ruas abandonadas pela esperança,
Marionetes repetindo gestos e palavras, num ciclo vazio.
Chovem pedras, lâminas, falsidades,
Num deserto de existência, onde a verdade é miragem,
E eu, no centro deste palco,
Busco um sinal de vida, um sopro de autenticidade.
Jackson Angelo, em 30/03/2024

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