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quarta-feira, 26 de junho de 2024

Bom dia! Que seu dia seja lindo como você (música motivacional)

Bom dia! Que seu dia seja lindo como você (música motivacional)


Letra e melodia: Jackson Angelo
Vídeos: Canva Premium
Arranjo e interpretação: inteligência artificial

Refrão:
Bom dia, que seu dia seja lindo como você
E se você não for lindo, o dia vai te fazer ver
Que a beleza está na alma e no sorriso também
Que o dia te faça sentir-se bem

Verso 1:
Porque Deus te ama, nunca se esqueça
Mesmo quando tudo falha, Seu amor permanece
Nos momentos difíceis, na alegria ou tristeza
O amor de Deus sempre prevalece

Verso 2:
Que o sol brilhe forte, aquecendo seu coração
Que a paz e a alegria sejam sua canção
No caminho da vida, em cada passo que der
Lembre-se que Deus está sempre a te proteger

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Quando Tudo Falha existe uma constante em meio ao caos

 


Tudo ao nosso redor pode falhar, e certamente muito do que valorizamos encontrará seu fim. Famílias podem se desentender, sonhos podem se desfazer, projetos podem não se concretizar. Frequentemente, falharemos em nossas palavras, promessas e até nos valores que juramos defender. Nem sempre nossos olhos captarão a verdade completa, e aqueles que chamamos de melhores amigos poderão se tornar estranhos distantes. Palavras outrora doces e suaves podem amargar na boca como fel. Até os chocolates mais deliciosos apodrecem, os ossos se decompõem sob a terra, e os mais finos manjares perdem sua frescura e sabor.

Mas no cerne de um mundo onde a falha é a norma, existe uma constante imutável e eterna: o amor de Deus. Um amor que nunca vacila, nunca desiste e nunca falha. É esse amor infalível que nos sustenta, guia e proporciona esperança mesmo quando tudo o mais parece desmoronar. O amor divino permanece como a âncora em meio às tempestades da vida, o farol que nunca se apaga

Tudo pode falhar e certamente muita coisa vai falhar
Família, sonhos, projetos
Você vai falhar com seu discurso, promessas e valores
Os olhos não verão tudo
Os melhores amigos tornar-se-ão desconhecidos distantes
As doces e melífluas palavras tão amargas como o fel poderão ser
Os bombons apodrecem
Os ossos apodrecem
Os manjares perdem a validade
E no meio de tanta falha, só uma coisa não falhará:
O amor de Deus
O amor que nunca falha
(Jackson Angelo, hoje)

sábado, 6 de abril de 2024

O silêncio como a presença imensa do que é ausente, do peso do não-dito, da força do inaudível

 

O SILÊNCIO

O silêncio traduz um idioma que não aprendi,
Não soletro, não capto, não ouço,
Não consigo fazer sinais.
Não decodifico, só sinto que ele me leva
E grita tão alto que não precisa de som.

O silêncio que incinera pinturas que nunca tiveram tinta,
Que destrói com fogo o que nunca saiu da profundeza das águas.
Uma assinatura que abandona a escrita,
Longo ego de uma eternidade assassina.

Silêncio das ruínas dos castelos que nunca foram erguidos,
Silêncio dos jardins que nunca tiveram sementes.
Cachoeira das águas que as nuvens não conseguem transportar,
Uma melodia que nunca será composta.

O SILÊNCIO, ELE SE ESTENDE

Ele se estende, um véu invisível sobre os gritos do mundo,
Acalma tempestades sem tocar nas águas,
Emudece as vozes sem apagar as palavras,
Um mestre que ensina sem falar, guiando pelo vazio.

O silêncio, uma tela negra onde os sonhos se pintam à mão,
Desenhos invisíveis que só o coração pode ver.
É a pausa entre batidas, o espaço entre estrelas,
Um abismo que nos convida a saltar, sem promessa de pouso.

NA SUA AUSÊNCIA

Na sua ausência, apenas sua presença persiste,
Um diálogo mudo com as sombras da própria luz,
Um encontro solitário na multidão de pensamentos,
Um universo fugidio como um cometa, onde o tempo assume sua inexistência.

O silêncio, um professor severo, um amante gentil,
Desfaz nós, tece compreensões sem uma única palavra.
É a ressonância do tudo no nada, a presença na ausência,
Um paradoxo que vive, que respira, em cada um de nós.

Minha poesia é inspirada no silêncio, profundamente evocativa, Eu me atirei nos paradoxos e na intensidade inexprimível que ele carrega. Ela fala da presença imensa do que é ausente, do peso do não-dito, da força do inaudível.

Algumas ideias de imagens que possam dar ideia de silêncio Uma única folha caindo em uma floresta silenciosa: O momento em que uma folha se desprende de um galho e flutua serenamente até o chão, em uma floresta imersa em um silêncio profundo. Esta imagem captura o início, uma metáfora da delicadeza do silêncio e da beleza encontrada na simplicidade. Um relógio antigo parado, com suas ponteiros sobrepostos em meia-noite: Simboliza o tempo que se estende e se congela, um eco que dura uma eternidade, representando a eternidade assassina mencionada na poesia, onde cada segundo é um abismo de silêncio. Um castelo de areia sendo lentamente apagado pela maré crescente: Esta imagem evoca as ruínas dos castelos que nunca foram erguidos, simbolizando tudo o que é planejado mas nunca se realiza, as esperanças e sonhos consumidos pelo silêncio implacável do tempo. Uma tela em branco sobre um cavalete, sob a luz tênue da lua: Representa a pintura que nunca foi pintada, a expressão artística que permanece aprisionada no silêncio da inação. A luz da lua sugere a beleza potencial que permanece oculta na escuridão do silêncio. Um jardim de pedra japonês (kare-sansui), meticulosamente arranjado mas sem uma única planta viva: Simboliza o silêncio dos jardins que nunca tiveram sementes, a quietude e a contemplação, a beleza e a serenidade encontradas na ausência, no não-dito. Uma cachoeira seca, com rochas expostas onde a água deveria fluir: Evoca a cachoeira das águas que as nuvens não conseguem transportar, uma imagem do que é intensamente desejado mas irremediavelmente inalcançável, a sede de expressão que o silêncio não sacia. Uma partitura musical vazia, sem notas, sobre um piano antigo: Representa a melodia que nunca será composta, a música que existe no potencial, no imaginário, mas é silenciada antes de poder ser ouvida, o silêncio como limite da expressão. Uma cadeira vazia diante de uma janela aberta, através da qual se vê um céu estrelado: Simboliza a reflexão, o convite à introspecção que o silêncio oferece, a conexão com o infinito e o eterno, o diálogo silencioso com o universo.

Jackson Angelo, em 05/04/2024

terça-feira, 2 de abril de 2024

Contradição, a doce melodia da existência - transitando entre a alegria e o desespero, a calma e a tempestade, a vida e a morte

Um poeta segurando seu bebê-poesia

Uma poesia como um retrato vibrante das minhas emoções naquele irretornável instante. Como tudo que é humano, pode envolver certa complexidade e mesmo na feiúra e no meio dos destroços encontrar algum traço de beleza. A poesia transita entre a alegria e o desespero, a calma e a tempestade, a vida e a morte... pode-se imaginar uma viagem que nunca terá fim: uma nova morte após a morte da vida após a vida.
Não ofereço respostas neste instante em que a poesia enquanto embrião se tornava algo próximo de um ser (obviamente também um não-ser), não há absolutismo de ideias e conceitos, tudo está relativizado.
As palavras não vão nunca compor um texto com o corpo tradicional de ter início, meio e fim, muito menos tornar-se-ão um livro. O livro é o que se vive, o que se sente.
Parece que cada linha foi cuidadosamente ou até sem cuidado algum escolhida (ou talvez escorregou, escapuliu como sangue das veias da alma) para capturar a dualidade tão comum da experiência humana, usando o coração como metáfora para nossa capacidade de sentir em níveis desproporcionais de profundidade, largura e sob domínio da "desmatematização", para o bem ou para o mal. Sim, é dual, é duelista, é contraditória...

A luz do sol beija a manhã, despertando o mundo com um sorriso que promete novos começos. No entanto, há uma beleza escondida na complexidade das sombras que seguem cada passo que damos; é nesta dança entre luz e sombra que a poesia nasce. Aqui, apresento um mergulho na essência do coração humano, um balão flutuando entre as nuvens de emoções que pintam nossos dias com as cores do arco-íris e as tonalidades do crepúsculo. É um convite para sentir, viver, amar, e, às vezes, simplesmente existir, na tumultuada viagem que chamamos de vida.

Meu coração... balão,
flutua na brisa da paixão,
Terra de erosão,
onde sentimentos entrelaçam contradição.

Esperança, alegria e desespero,
um carrossel que gira sem esperar,
Meu coração... mutação,
em cada batida, um novo lugar.

Som, silêncio, explosão,
o eco da nossa própria criação,
Formando um universo,
perdido na vastidão do verso.

Meu coração... simples,
um enigma envolto em mistério,
Absurdo, desconexo, confuso,
vivendo num eterno delírio.

Vivendo por viver,
Batendo por bater,
com amor, um voto de viver,
Me tirando o fôlego,
em cada momento, um novo recomeço.

Onda, raio, trovão,
um espetáculo da natureza no coração,
Pisca-pisca, ilusão,
levado pelo vento da emoção.

Brisa doce que me envolve,
no altar da vida e da morte,
Meu coração...
um viajante entre o sul e o norte.

Vai e vem,
Sai e entra,
num ciclo sem fim de reencontrar-se,
Me desfaz, me refaz,
uma constante reinvenção.

Contradição,
a doce melodia da existência,
Sua voz: ouvir ou não?
Sua força: usar ou não?
desafios lançados à própria consciência.

Odiado, mas também invejado pela razão,
Meu coração...
uma ode à eterna busca pela compreensão.

(Jackson Angelo, 15/02/2010; revisitado em 02/04/2024)

sábado, 30 de março de 2024

Reflexões no Espelho do Mundo - entre a percepção e a realidade



Reflexões no Espelho do Mundo

O reflexo que veem em mim é uma estranheza,
Cercado por vozes íntimas, desconhecidas,
Incapaz de encontrar meu semblante
Em seus espelhos turvos, manchados pela indiferença.

O que falam, um sussurro distante,
Ecoa em meu interior, um clamor sem trégua,
Uma cacofonia de feras enjauladas
Em minha alma, buscando escape.

Agora, vejo o céu, um manto raro de estrelas,
Restos de brilho de carnavais esquecidos,
Um firmamento desbotado, carcomido pelo tempo,
Cenário de minha queda incessante em abismos sem fim.

E assim, tropeço em mim, um deserto de desespero,
Onde cada passo é eco de um eu replicado,
Um labirinto de ecos e sombras,
Sem máscaras, apenas silhuetas de um passado dilacerado.

Neste mundo, labirintos engolem sentidos,
Fome e sede clamam por um toque de realidade,
Um muro alto separa sonhos de coragem,
Arte e sofrimento se entrelaçam em uma dança macabra.

Olhos que não veem, corações que não sentem,
Almas errantes em corpos esquecidos,
Estátuas que deambulam em ruas abandonadas pela esperança,
Marionetes repetindo gestos e palavras, num ciclo vazio.

Chovem pedras, lâminas, falsidades,
Num deserto de existência, onde a verdade é miragem,
E eu, no centro deste palco,
Busco um sinal de vida, um sopro de autenticidade.

Jackson Angelo, em 30/03/2024

Esta poesia retrata uma busca introspectiva marcada pela incompreensão e desorientação. O eu lírico se vê perdido em um mundo que falha em reconhecê-lo verdadeiramente e falha mais ainda em oferecer respostas significativas para os enigmas da existência. As tentativas de compreender e ser compreendido resultam em mais confusão e alienação, espelhando um cenário global de julgamentos superficiais e críticas desenfreadas. Através da imersão em uma realidade onde o absurdo se torna a norma, a poesia explora a busca por autenticidade em meio a um mundo saturado por percepções distorcidas e uma profunda desconexão entre o ser e o parecer.

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