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Estação de Ciências, Cultura e Artes em João Pessoa (PB)

segunda-feira, 13 de abril de 2009


A Estação Ciência, Cultura e Artes é um conjunto projetado por Oscar Niemeyer, cuja obra ainda está em conclusão, apesar de já estar aberta ao público. Sua inauguração se deu em julho de 2008. Digo que ainda está em conclusão porque eu fui lá e a cobertura dessa imponente obra ainda está sendo concluída. Por sinal, vai dar pra tirar cada foto linda lá de cima. A vista é belíssima e quando o sol cai cria-se uma atmosfera muito agradável. Ela é tanto uma tanto uma instituição educacional e cultural, bem como um marco nacional, pois foi dos seus últimos projetos de Oscar Niemeyer.
Localizada no Altiplano Cabo Branco, antigamente ela era uma pista de bicicross e abrigava o Bosque dos Sonhos. Apesar dos protestos contra sua construção, pois afirmavam que ela causaria a degradação da falésia, a obra foi edificada e seguramente é um dos cartões postais da cidade. No meu ver, achei o mais bonito projeto arquitetônico de João Pessoa. Acreditem, a sede da Igreja Universal do Reino de Deus era a obra mais bonita por dentro e por fora. Afinal, beleza é dinheiro. Lamento não por ser uma instituição religiosa, mas por que antes dela nada na cidade dá gosto de ver em termos de projeto arquitetônico. Em termos naturais, sim, há muita coisa. As praias do litoral paraibano são muito lindas e a água uma delícia pra tomar banho, além de não terem muita poluição. é frequente, por exemplo, em Cabedelo, alguém dizer: "te agradeço, meu Deus, por estar nesse paraíso."
Não gostei muito das atrações expostas dentro da Estação de Ciências, Cultura e Artes. Sinceramente, deixaram muito a desejar. Como ela é popularmente conhecida aqui como Estação Ciências, a expectativa que existe antes de adentrar o conjunto é de que você vai encontrar muitas obras científicas, muita coisa que vai fazer jus ao prédio. Negativo. Talvez, eu não seja um expert em arte, em cultura, mas quase todos com quem conversei sobre o que viram na torre, por exemplo, não mostraram muito entusiasmo. Resumindo, as obras lá contidas não criam diálogo, não criam reflexões, não excitam a imaginação tanto quanto talvez se desejasse. É uma opinião pessoal e não a imponho como universal.
Senti falta de alguém que com sensibilidade explicasse o significado de cada coisa. Havia gente lá pra informar, mas não parecerem interessados em se aproximar. Ora, quem tem boca vai à Roma, por que eu não perguntei nada?
As obras que retratavam objetos do passado expostas no museu continham apenas denominações do que eram, mas não havia nenhum texto contextualizando os objetos historicamente.
Seria tão bom um site da própria Estação de Ciências, Cultura e Artes explicando o significado, o artista, o contexto de tudo o que está lá exposto.
O prédio é limpíssimo, tem uma equipe de profissionais muito simpática cuidando da limpeza. A entrada é gratuita.
A página http://www.bomguia.com.br/estacao-cabo-branco-joao-pessoa.html explica quase tudo sobre o conjunto arquitetônico, sua estrutura, área de construção, eventos. É o principal ponto de referência sobre informações da Estação de Ciências, Cultura e Artes que achei.
Mas, a praia do ponto mais oriental das Américas é linda; vejam aí:

Abaixo está o farol do Cabo Branco, bem próximo à Estação de Ciências, Cultura e Artes, dá pra ir andando tranquilamente.


As duas fotos acima representam partes do painel “O reinado do Sol”, criado pelo artista plástico Flávio Tavares. Ele procura mostrar a história da conquista da Paraíba. O painel é muito bonito, possui 9m X 3m, e fica logo na entrada do auditório. Gente, quando eu saí, uma funcionária me chamou atenção pra eu não pisar na grama. Ela está certa!


Eu tava com o cabelo grande e feio. Não! Por que eu pus essa foto?!

Esse texto é todo feito a mão com linha de costurar, se não me engano!!!

Como eu tava de férias, fiquei muito gordo. Mas meu projeto é emagrecer 80 dias em um mês.

A obra acima procurou demonstrar com pedras o espaço sideral???


Enquanto isso, do outro lado da cidade, na área central da capital paraibana, o famoso cartão da Lagoa do Parque Solon de Lucena está em vias de ter alguma plástica que corrija décadas de abandono e completo desprezo. Eu nunca a vi bonita. Ela é como um mar sem vida, que só cheira a esgoto e podridão. Ela é bem ali perto do povão, pois lá estacionam carros, bicicletas e ônibus de todos os bairros, sejam ricos ou pobres. Não sei por qual razão, tanta coisa que é feita por Niemeyer, a começar por Brasília, tem essa marca de ficar tão distante do povão!

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