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O "Vingador"

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O que vou falar é real, não é muito interessante e pode soar até infantil, então pode avançar a página se não quiser ler.
Um amigo meu teve um sonho. Esse sonho, vou enfatizar, não tem nada a ver com religião nem meu objetivo é dentro dessa esfera.
Ele sonhou que voava calmamente, enquanto as pessoas lhe acenavam debaixo, ele parecia estar com o ego cheio, um pouco envaidecido, posto que as pessoas também admiravam sua beleza.
Quando apareceu algo parecido com o Vingador de Caverna de Dragão e parecia querer persegui-lo a fim de o destruir. O "meu amigo", vou chamá-lo assim, não se intimidou e achou que era uma boa hora de mostrar as pessoas o seu poder.
O "Vingador" começou a crescer e olhar intensamente pra ele, enquanto meu amigo o encarava. Daí começaram a disparar algum tipo de chama de fogo um no outro. As chamas de Vingador eram pretas, as chamas do meu amigo tinham cor de ouro.
Ao ver a disputa e as chamas de fogo, as pessoas ao redor se afastaram com muito medo.
"Vingador" e o "meu amigo" travaram uma luta renhida. O "meu amigo" nem sabia de onde nem como conseguiu ter esse poder e enfrentar cara a cara o "Vingador".
Quando os dois, em certo instante, pareciam gastar cada gota de combustível de seu poder para incendiar um ao outro.
Ambos queriam mostrar quem era o mais forte e poderoso.
O "meu amigo" então disparou tanto fogo que conseguiu abater o "Vingador".
"O Vingador" virou uma espécie de fumaça cinzenta e lentamente sumiu no ar.
A vaidade do meu amigo foi recompensada.
Quanto "meu amigo" respirava tranquilo e pensava ter acabado, "Vingador" apareceu por trás dele e o agarrou dizendo: "Volte para dentro de mim". Não houve como resistir e ele foi para dentro do "Vingador", como um retorno.
Então, mesmo sem saber "meu amigo" já fazia parte do "Vingador", que só estava reivindicando uma coisa que era dele.

"Meu amigo" acordou assustado, mas ele imediatamente tirou poucas mas úteis conclusões:
1 - Não adianta combater o mal com vaidade; a vaidade pode nos tornar uma parte do mal também;
2 - Muitas vezes combatemos um problema do qual fazemos parte. Quer dizer, as origens , as causas do problema não estão fundamentalmente fora de nós, mas muito dentro. Então, é preciso verificar o interior, verificar do que estamos fazendo parte.
3 - Existem problemas que são maiores do que nós e não devemos ter a arrogância de enfrentar sozinhos;
4 - A vaidade pode fazer com que levantemos vôo e nos sintamos poderosos, contudo na hora de enfrentar o problema, a razão deve prevalecer, não a emoção, a necessidade de mostrar que se pode vencer.
5 - Na aparência do que chamei de "Vingador", o meu amigo enxergou "a vingança"; na luta com "Vingador", ele enxergou as questões e brigas motivadas pela vingança. É comum existir entre muitas pessoas um eterno sentimento de vingança: vingança porque em certo instante um foi mais esperto, um ganhou o que o outro queria, um falou algo que o outro não gostou, etc., as famosas questões da vaidade abalada e da inveja. Não precisa ser necessariamente uma vingança motivada por maldade, por algo muito errado que o outro fez, falo das coisas pequenas do dia a dia, das pequenas CONTRARIEDADES que não agigantadas pelo ego, inveja, ciúmes, sentimentos tolos, muito inúteis para o bem, mas propulsores e criadores de muitas maldades. Maldades que podem se agigantar e de repente ficar tão grande quanto um "Vingador".
O "Vingador", o conjunto de vinganças, já passa a ser outro ser dentro e fora do coração. Um mal que nos faz enxergar sempre exteriormente o problema, sempre no outro ser, nas pessoas, mas tá lá dentro do coração. De tal modo o "Vingador" pode crescer que ele pode com autoridade declarar: "Volte pra dentro de mim!". Quer dizer, não é mais uma parte do nosso ser, agora somos inteiramente capturador por ele, fazemos parte dele.

Um comentário

  1. Isso tudo que vc falou Jackson não tem nada de infantil é muito sério,Jesus muitas vezes falava por parábolas.
    Quando o ego cresce e nos achamos no direito de apontar os erros dos outros deveríamos olhar para dentro,porque muitas vezes estes mesmos erros estão em nós
    Sueli Falcão

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