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A peça, nem vida nem morte

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A peça, nem vida nem morte (Autor: Jackson Angelo)


Mundo estranho, mundo louco,
Tanta gente mergulhada no que mais gosta
E tão claramente esse gostar lhes destrói
Tantos projetos e tantas coisas pendentes
Mas os doces apodrecem os dentes completamente
Tanta gente se vendendo, se dando aos vídeos e imagens
E se contorcendo de solidão
Tocando no que querem, sentindo o ardor
Ainda tendo que fingir que isso lhes faz feliz
A felicidade é saber que outros acham que estariam felizes em seu lugar
Já que não crêem numa mudança
Têm que gostar do que lhes perturba
Sorrir pra reafirmar a mesma escravidão
Estar entre os igualmente perdidos pra se achar
Por medo de enfrentar uma solidão pior
Reagir parece ser uma loucura
Pior do que ter nascido
Porque nascer independe de escolhas
Mas na luz solitária da consciência
Permanece acesa a certeza ébria da farsa
Os gozos são tão rápidos
O estar fracassado em si mesmo faz de cada segundo uma eternidade
Talvez ser ator dentro de um ator dentro de outro ator
Dentro do mesmo autor
Esperando a cortina descer e puxar como um abismo negro
A peça enviuvada carregando o caixão dos seus múltiplos defuntos
A vida e a morte como se fossem uma única coisa

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