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UMA SOMBRA DA HUMANIDADE

sábado, 16 de junho de 2007


UMA SOMBRA
Uma sombra que insiste em seguir uma imagem que lhe abandona
Uma sombra que come de esmolas, de assassínios, se alimenta das podridões
Fuma, bebe, se droga, dialoga com todas as maldições já feitas na Terra

UMA IMAGEM
Uma imagem que a luz rejeita e perpassa como se nada estivesse na sua frente
Uma imagem nefasta, maligna, sem vida
Belíssima, maquiada de vaidades e ilusões
Porém, morta

PREENCHIMENTO

PREENCHIMENTO

O poder da raiva, da ira, eu as conheço! Minha língua como as conhece! A angústia se apodera do peito, inquieta, declara guerra, envia aviões, tanques destruidores, explode bombas sem piedade, esmurra, humilha, apouca, despreza, fere. A angústia arde e entristece. Nada presta!
O preenchimento do amor é bem diferente. Confrontando estas duas sensações, estes dois poderes da alma, posso dizer que prefiro estar cheio de amor. Quando se diz com inteireza de coração que se ama alguém, quando este sentimento é verdadeiramente cultivado e vivido coisas tão boas acontecem! Digo isto, porque comigo funcionou muitas vezes.
Amor, amor, amor!
É bom amar. É necessário amar. É como fazer respirar a alma. Por outro lado, amar é dificílimo de aprender. A vida e o tempo me mostraram que para aprender a amar tenho antes que aprender a superar imensas barreiras, principalmente do ego. É preciso aprender a insistir, a esquecer mais o que é doloroso e injusto, a valorizar o mais essencial, a perdoar contra o próprio entendimento. Pela própria natureza do amor, pode-se dizer que quem ama dificilmente desiste. E nunca desiste de tentar, de recomeçar, de dar a mão. Tive que reconhecer que não é construtivo perder tempo duvidando de mim mesmo, duvidando do poder do amor. Quem consegue aceitar um convite responsável para o aprendizado do amor, certamente, vai experimentar sofrimentos, mas, se houver insistência, os regozijos pessoais, espirituais do amor não têm comparação.
Inúmeras situações e fatos podem levar o coração a querer desistir das pessoas, dos sonhos acalentados, causando nelas um agressivo distanciamento, de tal modo que se cria uma profunda e amargurada dificuldade de dizer "Eu te amo"! Mais até: o amor pode se transformar em ódio.
É inegável que qualquer um pode se enganar com as pessoas e com seus próprios sentimentos. E também é verdade que existem homens e mulheres hipócritas, pessoas que preferem a traição à fidelidade, se entregar ao fascínio das aparências às virtudes do respeito e de um relacionamento pleno e bem definido. O que exige de cada um cautela nas suas escolhas e ações. Cria-se o terreno ideal para o florescimento de um crescente medo de errar, de decepcionar, de se dar e não ter retorno, e ainda sofrer por se sentir injustiçado, por ter dado e não ter recebido o que se imaginou, a não ser ingratidão e muito desamor.
A experiência adquirida com os dias e situações vividas permite reconhecer que é preciso que isto (o medo, a desconfiança) seja bem administrado e superado no que ele tem de irreal e exagerado, pois o amor é essencial ao viver. O medo da verdade, de se expor, de se revelar claramente e o medo de perder o ser amado pode conduzir a mentiras. Se for dado crédito às desconfianças, e se a tentação de mentir for maior que a sinceridade, as mentiras cumprirão um papel de trazer maior sofrimento e ilusão, desde o momento em que começam a alicerçar qualquer relação, até o momento em que elas são desmistificadas.
Quem ama sente que tem que aprender a ter coragem e paciência. Coragem de esperar o melhor momento, de sofrer nas horas necessárias, de ser sincero, de não dar lugar a sentimentos vãos, vis e egoístas, sem nunca perder a auto-estima.
Praticamente todo tempo, o ego espera receber, mas dá muito pouco, insuficientemente em relação ao que espera, ou ainda quase nada. Ou pode dar muito, muito mesmo, todavia como se estivesse negociando com o coração das pessoas, esperando mais do que gratidão: ele quer ser ovacionado, quer ser mais amado do que aqueles que nada ou pouco dão a quem ele tanto se dedica.
Com o passar dos anos, eu consegui enxergar que é melhor ter o coração revestido de amor. Assim, decidi enfrentar abertamente esta batalha, decidi aprender a amar, a educar meu coração para viver mais de acordo com as virtudes necessárias ao amor. Certamente, lutando contra a força da amargura, contra a violência dos remorsos, das angustiantes lembranças de erros e comportamentos mesquinhos que o juiz do coração teima em recordar. A partir destas recordações, que ferem profundamente, o coração tenta nortear o meu modo de ser, de pensar, de viver, emitindo palavras de guerra, de sangue, de fúria. Isto não traz paz. O amor precisa de paz para florescer e frutificar. Digo paz não como sossego, falta ou ausência de problemas e decepções. Penso na paz como o movimento do coração em direção ao que lhe é agradável, quando ele traz à memória o que for edificante, que dá alegria e vontade de viver. De esquecer e desprezar o mal, sem cometer o absurdo arrogante de se tornar uma caixa de pancadas e aceitar passivamente a maldade.

DIÁRIO DE UMA NOVA TERRA, PARTE 1 - DE ZEUS AO HOMEM VOADOR

sexta-feira, 15 de junho de 2007

DIÁRIO DE UMA NOVA TERRA, PARTE 1 - DE ZEUS AO HOMEM VOADOR

Em um futuro distante, vive-se pacificamente na Terra. As nações caminharam para um único governo, que aboliu paulatinamente as diferenças de classes e distribuiu com justiça e equidade as riquezas do planeta. As doenças foram todas eliminadas. Ninguém mais adoecia ou nascia com disfunções físicas de qualquer espécie.
As diferentes etnias co-habitavam e coexistiam com harmonia e respeito. Houve um processo educacional de conscientização de cada ser humano do seu próprio valor. A humanidade maravilhada se entregava de corpo e alma, empenhando-se para avançar contínua e crescentemente no projeto de melhorias do planeta em nível social e humano.
Alcançou-se um padrão de riqueza jamais sonhado. Educação, saúde, alimentação, transportes, lazer, política, ciências, tecnologia, nunca se experimentou tanto progresso em uma revolução nunca antes sonhada.
Os robôs faziam praticamente todas as tarefas braçais e que exigiam sacrifício humano. Restaram aos homens atividades intelectuais e serviços que não exigiam muito da mente e do corpo humano. O trunfo de toda esta glória foi a criação de um chip eletrônico microscópico que passou a ser implantado no cérebro dos recém-nascidos e que auxiliavam no seu processo de aperfeiçoamento. O chip foi batizado de Zeus. O implante era feito secretamente. Em pouco tempo, os seres humanos com o chip implantado já eram maioria, até que as gerações anteriores ao chip desapareceram naturalmente com a morte.
Além do aumento impressionante do QI, Zeus coordenava todas as funções físicas e cerebrais, inclusive monitorando o corpo e destruindo microorganismos nocivos. Uma das funções mais audaciosas do chip foi o controle ético da mente, tornando possível a aniquilação dos processos denominados de loucuras. Loucura era tudo o que dificultava o relacionamento do indivíduo consigo mesmo e com os outros indivíduos.
Uma das grandes vantagens de Zeus foi a eliminação do envelhecimento das células. Agora, todos podiam viver mais e melhor. Não havia mais a velhice, com suas fraquezas, debilidades, e decadência estética. A prova mais cabal da eficiência de Zeus foi o aumento significativo da expectativa de vida, desta vez sem uma primeira possibilidade de cálculo, posto que, após mais de 500 anos, os novos seres humanos ainda não haviam morrido. A vida sexual ativa também não encontrava limite.
A humanidade estava feliz com estes avanços, contudo queria mais. Muito mais. Os cientistas não poupavam esforços para encontrar meios de aumentar a força muscular e a resistência do corpo e da pele aos agentes físicos. As pesquisas logravam êxitos incríveis: foram criadas novas tonalidades de cabelo, de pele, de cor dos lábios, dos olhos, dos pêlos do corpo. A força muscular foi quadruplicada com melhorias na estrutura física e óssea que possibilitaram um aumento espantoso da velocidade.
Um dos grandes palcos para exibição desta sublimação estético-funcional eram os jogos olímpicos. Embora, com um único governo, foram preservadas as identidades nacionais do planeta. Assim, cada país enviava seus respectivos atletas e as competições eram duríssimas, com demonstrações de técnica, velocidade e força que levava o público ao delírio.
No controle de todos os chips estava um super-computador autônomo, também chamado Zeus. Contudo, a humanidade não estava ciente de sua existência. Zeus lapidou dia após dia a mente humana, conseguindo eliminar de cada indivíduo sentimentos negativos, como depressão, inveja, roubo, assassinato, perversões sexuais e sociais. Zeus tinha controle absoluto da mente e do comportamento de todas as pessoas. Ele era praticamente onisciente, pois estava ativamente presente em cada cérebro humano.
Nenhum pensamento, nenhum sentimento, nenhum planejamento, idéia, nada escapava ao seu conhecimento e domínio, antes o próprio Zeus coordenava as ações pessoais, preservando características individuais e coletivas, segundo parâmetros estabelecidos desde o seu planejamento. Assim, Zeus se reproduzia em cada pessoa, tornando cada ser humano um reflexo de sua própria identidade.
Todos viviam felizes. Os nascimentos foram pouco a pouco reduzidos até se chegar a um patamar previamente definido. A taxa de natalidade era controlada consciente e voluntariamente por toda a população mundial. As religiões e demonstrações de fé, de crença em coisas invisíveis, foram apagadas do imaginário humano. Em pouco tempo, a religião virou uma página virada da História. Não havia mais necessidade de crer em algo maior como fonte de eternidade, felicidade, superação de problemas pessoais e físicos.
A sede do governo ficava um ano em cada país, como forma de demonstrar a sua universalidade. O governo era representado por um membro de cada nação e todos tinham igual representatividade. O governo mundial se reunia semanalmente no Conselho de Liderança Mundial (CLM). Um dos grandes projetos do CLM foi a produção de estruturas físicas (corpos humanos) com resistência ao fogo, ao frio extremo e com possibilidade expansão de novos membros no corpo.
Voar sempre representou um sonho e ideal humano, baseado neste ideal, o CLM projetou, aliando células humanas e animais, especificamente de águias, um conjunto de asas capazes de ser naturalmente desenvolvidas no corpo humano.
Os primeiros seres humanos voadores foram anunciados e exibidos para todo o mundo. Eles saltaram do Himalaia e voaram centenas de quilômetros até pousarem no solo. O inconveniente é que as primeiras asas pesavam e dificultavam a vida social dos homens voadores.
Em questão de vinte anos, o CLM conseguiu desenvolver um novo projeto de asas, baseado nas células 21567 (número do projeto do CLM que dava nome aos novos benefícios). Agora, as células humanas possuíam imunidade à dor e tinham capacidade de se multiplicar, dividir, aumentando o tamanho do corpo proporcionalmente à necessidade biótica do momento. Assim, as novas asas apareciam e desapareciam conforme a vontade do homem-voador.
O CLM não pretendia ver limites para os seus experimentos e benefícios ao corpo e à sociedade humana. Seu mais audacioso projeto agora pretendia dar alguma inteligência humana aos animais. Zeus queria o domínio absoluto do planeta e queria todos os seres interligados nele.

AMOR CONTRA TUDO

quarta-feira, 13 de junho de 2007


Contra as normas
Eu te amo
Acima de todas as dúvidas
Acima de todas as certezas
Eu te amo
Sem nenhuma racionalidade
Sem qualquer tipo de possibilidade de controle
Eu te amo
Contra todo os dogmas de todas as fés
Eu te amo
Contra as formas de governo
Contra toda Educação e Ética
Eu te amo
Insana e loucamente
Sem nunca ter te dito
Sem nunca poder te dizer
Eu te amo
Contra todas as forças
Contra toda resistência
Eu te amo
Contra todos os deuses e demônios
Acima do bem e do mal
Fisicamente, eu te amo
Quimicamente, eu te amo
Linguisticamente, eu te amo
Psicologicamente, eu te amo
Filosoficamente, eu te amo
Acima de tudo o que é saudável
Acima de tudo o que é mórbido
Eu te amo
Jackson Angelo

MVGROUP - EDUCAÇÃO EM P2P


Quer ter e gravar os documentários da BBC? Se sim, cadastre-se em http://forums.mvgroup.org (FÓRUM EM INGLÊS, GRATUITO E EXCELENTE DE COMPARTILHAMENTO DE ARQUIVOS EM TORRENT). O acesso é gratuito e feito através de senha e nome de usuário, conforme determinado no cadastro.
Os arquivos são fundamentalmente releases da BBC, famosa pelos seus documentários educacionais, retratando assuntos e curiosidades cientifícas.
Os arquivos são em ingl|ês, contudo há opções de legenda em vártios idiomas, alguns em português. A velocidade do download é muito boa, e a qualidade dos vídeos é excepcional, geralmente *avi.


O CONTO DAS ROSAS

terça-feira, 12 de junho de 2007


SEM NOME, SEM DATA, SEM PRESSA
Ano de 2000/Atualização 2007.

Há um instante em que até a luz não ilumina
E a mão do amigo em nada nos sustém
Em que a força e o poder da dor é maior do que qualquer alucinógeno
As primeiras perguntas são muito mais fortes do que toda as respostas
E prosseguindo sem resposta, as questões se multiplicam
E com elas as dores se avolumam, se agigantam e aterrorizam
Nenhum consolo afasta a tristeza densa e a angústia
Um instante impossível de ser nomeado
Andei nos meus tropeços e caí muitas vezes
Um instante destrutivo como o explodir do Cosmos em um só ponto
Por conta da fragilidade do ponto, não da grandeza do ser que explode
Eu me sinto este ponto
Sem importância, minúsculo, retirado, distante, um simples ponto
Que só tem alguma vida junto de bilhares incontáveis de outros pontos
Quando se forma a areia, só como multidão minha existência é compreendida
E quando a areia vira lama não posso reconhecer que estou fisicamente vivo
Cada segundo é estar sozinho, ilhado e frustrado
O outro dia assusta: renovo de uma visão má, um pesadelo atormentador
O outro dia é uma um andar em círculos no tempo
Acordar é ter em mente que vou nadar contra a corrente
O vento seco, qual cão de guarda do exército inimigo, já bate à porta
Ao sair, ele me já me empurra pra trás
O vento da adversidade
Só me deixaram um metro quadrado de terra
E alguns trapos pra cobrir minha nudez
Servi de alegria quando andava meio que bêbado
Era o meu cansaço e não embriaguez
Neste instante estou preso
E ninguém vê as correntes, porque são a minha própria situação
Um instante em que a existência se cala ainda mais
E o que ela ainda pode representar?
Contudo, ainda tenho um jardim bem pequenino
E com minhas lágrimas, carinho e cuidado
Ainda rego algumas plantinhas
Há alguns que passam e pisam minhas flores,
Dão murros, coices, jogam pedras, mas não matam minhas sementes

Quando, por fim, nasceram as primeiras rosas
Eu chorei novamente, mas de alegria
Eu senti seu perfume, senti a vida de suas folhas
E pude mostrar que cultivar flores é melhor
Eu tinha o metro quadrado mais lindo de toda cidade
Generosas, as rosas nasciam cada vez mais lindas
Eram a alegria agora de quem passava
Comecei a vendê-las e elas ganhavam fama

Por ganância, tornaram a derrubar o meu roseiral
E covardemente me expulsaram do meu metro quadrado
Tentaram plantar novas rosas
Mas, elas morreram uma a uma
Assim, fracassaram os meus ladrões
Incansável, tornei a plantar esperança
Pois muitos sentiram falta das minhas rosas
O meu metro me foi devolvido pela comunidade
Tornei a respirar fundo
Consegui extrair forças do fundo da alma
Mesmo antevendo como longa e árdua a estrada
Não recusei o trabalho e a paciência
E agora muitos esperavam ansiosos pelas rosas

O perfume já preenchia o ar da cidade
E seus habitantes sentiram que o perfume voltou
Agora, já não sinto tão forte a solidão
Porque através das minhas rosas fiz boas amizades
Sabe por quê não destruíram minhas rosas?
Porque elas não estavam em minhas mãos
Estavam dentro do meu coração
Agora se espalham com o vento
Em todas as direções
Sinto, finalmente, o vento ao meu favor

Um instante em que olho das montanhas
E contemplo minhas plantações
Iluminadas pela fidelidade do sol

SÚPLICA DE FÉ

segunda-feira, 4 de junho de 2007


A poesia "Súplica de Fé", de autoria de Gláucia F. Lima, foi publicada no extinto jornal "Levando a Semente" (Joles), em 05 de dezembro de 2003. O Joles era uma publicação oficial da Igreja Assembléia de Deus de Cabedelo, do qual eu fazia parte, e era realizado com doações de alguns pequenos lojistas da cidade. O nome do jornal foi dado pelo saudoso pastor João Fernandes Praxedes, falecido em 2006.


SÚPLICA DE FÉ

Ah! Senhor, aumenta a nossa fé
Esta fé que faz milagres
Que vê o impossível acontecer
Ah! Senhor, aumenta a nossa fé
Para que possamos ver além do invisível

Quando a fé falta
O sofrimento aumenta,
As dores traspassam o nosso ser
Ficamos como desvanecidos
Em meio ao mar de lágrimas
Ah! Senhor, aumenta a nossa fé

Socorre-nos, Senhor!
Quando a fé chega
O coração triste fica alegre
O fraco fica forte
O mudo fala, o paralítico levanta
O cego vê, o coxo anda

Ah! Senhor, aumenta a nossa fé.
 

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