JOÃO BATISTA, SIGNIFICADO E HISTÓRIA

quinta-feira, 24 de maio de 2007

João é um dos nomes mais usados no mundo, assim, resolvi prestar minha homenagem a esta personagem bíblico de personalidade forte e exótica.

"JOÃO. O nome significa Graça ou favor de Deus. 1. Aparece, também, noutros lugares com a forma de Joanã. Um parente do sumo sacerdote Anás. Juntamente com Anás e Caifás ele fez inquirições a respeito do ensino dos apóstolos Pedro e João e da cura do coxo (At 4.6). E nada mais se sabe dele.
2. João Marcos, o evangelista; filho de Maria, e primo (não sobrinho) de Barnabé. Apenas cinco vezes é este evangelista mencionado com o nome de João (At 12.12,25 e 13.5,13 e 15.37). N as outras passagens é o nome Marcos que prevalece. (V. Marcos.)
3. João Batista, o Precursor. A vinda de João foi profetizada por Isaías (40.3), e por Malaquias (4.5; veja-se Mt 11.14), sendo o seu nascimento anunciado aos seus idosos pais por "um anjo do Senhor" (Lc 1.5 a 23). Seu pai Zacarias era sacerdote, e sua mãe Isabel "era das filhas de Arão". A vinda desta criança foi também predita à Virgem Maria, na Anunciação (Lc 1.36). O nascimento de João (Lc 1.57) trouxe novamente, após a circuncisão, a fala a Zacarias, que a tinha perdido, quando o anjo lhe fez saber que havia de ter um filho (Lc 1.20,64). Quanto à infância de João Batista apenas se sabe que ele "Crescia e se fortalecia em espírito. E viveu nos desertos até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel" (Lc 1.80). E assim, embora tivesse sido consagrado antes do seu nascimento à missão de pregar e ensinar (Lc 1.13 a 15), ele só deu início à sua obra quando chegou à idade viril, depois de ter passado vários anos isolado, vivendo uma vida de abnegação. A maneira como João Batista apareceu pregando chamou a atenção de toda a gente. Seu vestido era feito de pêlos de camelo, e andava cingido de um cinto de couro, sendo a alimentação do notável pregador o que encontrava no deserto - gafanhotos e mel silvestre (Lv 11.22; SI 81.16; Mt 304).
O ministério de João começou "no deserto da Judéia" (Mt 3.1; Mc 1.4; Lc 3.3; J o 1.6 a 28). Ele pregava o arrependimento e a vinda do reino dos céus, e todo o país parecia ser movido pela sua palavra, pois vinham ter com ele as multidões para receberem o batismo (Mt 3.5 e Mc 1.5). Em termos enérgicos censurou a falsa vida religiosa dos fariseus e saduceus que se aproximavam dele UVIt :3.7), avisando, também, outras classes da sociedade (Lc 3.7 a 14); e chamava a atenção dos ouvintes para ,Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus (Lc 3.15 a 17;Jo 1.29 a 31), a quem batizou (Mt 3.13 a 17). O povo quis saber se João era o Cristo prometido (Lc 3.15); mas ele categoricamente asseverou que não era (J o 1.20).
A importância do ministério de João acha-se claramente indicada nas referências de Jesus Cristo e dos apóstolos ao caráter e obra notável do pregador. Depois de responder aos mensageiros de João (Mt 11.2 a 6; Lc 7.19 a 23), falou ,Jesus às multidões sobre o caráter e missão do Batista, declarando: "Entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista" (Mt 11.7 a 11; Lc 7.24 a 28). Mais tarde foi por Jesus, de um modo preciso, identificado com o prometido Elias (Mt 17.10 a 13; Mc 9.11 a 13); e também o batismo de João foi assunto de que Jesus Se serviu para discutir com "os principais sacerdotes e os anciãos do povo", colocando-os em dificuldades (Mt 21.23 a 27); e, pelo fato de estes judeus rejeitarem o apelo de João, fez-Ihes sentir o Salvador a sua responsabilidade (Mt 21.32). O batismo de João foi lembrado por Jesus depois da Sua ressurreição (At 1.5); a ele se referiu também Pedro (At 1.22; 10.37; 11.16), e o apóstolo Paulo (At 13.24,25). Apolo conhecia somente o "batismo de João" (At 18.25), e maior conhecimento não havia em certos discípulos de Éfeso (At 19.1 a 4).
O ministério corajoso de João parece ter alarmado Herodes, o tetrarca da Galiléia, que, segundo conta Josefo (Ant. XIII, 5.2), o considerava como demagogo e pessoa perigosa. Como João o tivesse censurado por ter casado com Herodias, mulher de seu irmão Filipe, que ainda estava vivo, lançou Herodes o seu censurador numa prisão.
O medo da indignação popular (Mt 14.5) parece tê-Io impedido de matar João Batista; mas a filha de Herodias, baseando-se numa inconsiderada promessa de Herodes, obteve a morte de João (Mt 14.3 a 12).
4. O Apóstolo João, irmão de Tiago, era filho de Zebedeu (Mt 4.21), e de Salomé, sendo esta, provavelmente, irmã da mãe de Jesus (cp. Mt 27.56 com Mc 15040; Jo 19.25). Sendo assim, era João primo de Jesus, e por isso foi muito natural que o Salvador entregasse a Sua mãe aos cuidados de João, quando estava na cruz (Jo 19.25 a 27). João era, como seu pai, pescador de Betsaida, na Galiléia, trabalhando no lago de Genesaré (Mt 4.18,21). A familia parece ter vivido em boas circunstâncias, visto como seu pai Zebedeu tinha jornaleiros (Mc 1.20); a sua mãe era uma das piedosas mulheres, que desde a Galiléia acompanharam Jesus e O serviam com os seus bens (Mt 27.56); o próprio evangelista era conhecido do sumo sacerdote (Jo 18.15), e tinha casa sua (J o 19.27). Acha-se identificado com aquele discípulo de João Batista, que não é nomeado, e que com André seguiu a Jesus (Jo 1.35 a 40). A chamada de João e de seu irmão Tiago está, em termos precisos, narrada em Mt 4.21,22 e em Mc 1.19,20. Foi ele um dos doze apóstolos (Mt 10.2, e ref.). A ele e seu irmão deu Jesus o nome de Boanerges (Mc 3.17). Na sua juventude parece ter sido homem apaixonado, de temperamento impulsivo, dando ocasião a que Jesus o censurasse uma vez por ter proibido certo individuo de operar milagres (Mc 9.38,39), outra vez por ter desejado que viesse do céu castigo sobre os inóspitos samaritanos (Lc 9.51 a 56), e também pela sua pessoal ambição (Mc 10.35 a 40). Todavia, era ele chamado o discípulo, " a quem Jesus amava" (Jo 21.20), e a quem, juntamente com Tiago e Pedro, deu Jesus Cristo o privilégio de presenciarem tantos e maravilhosos acontecimentos do Seu ministério. João pôde observar a cura da sogra de Pedro (Mc 1.29), a ressurreição da filha de Jairo (Mc 5.37 e Lc 8.51), a pesca miraculosa (Lc 5.10), a transfiguração (Mt 17.1 e refs.), e a agonia no horto de Getsêmani (Mt 26.37, e refs.). É certo que João, como os outros discípulos, abandonou o Divino Mestre, quando a viu preso; mas depois O seguiu até ao palácio do sumo sacerdote (J o 18.15), e estava presente no Calvário (Jo 19.26,27). Em companhia de Pedro visitou o túmulo vazio de Jesus (Jo 20.2 a 8), reconheceu depois o Senhor na miraculosa pesca (Jo 21. 7); e o que havia de acontecer-lhe foi o assunto de uma inquirição da parte de Pedro, sendo a resposta de Jesus mal compreendida por alguns (J o 21.21 a 23).
Depois da narrativa final do Evangelho, raras vezes é mencionado João; e então é sempre com Pedro. Foi mandado encarcerar pelo Sinédrio (At 4.1 a 19); e passado tempo, foi mandado pela Igreja à Samaria (At 8.14 a 17). Quando Paulo, pela primeira vez, depois da sua conversão, visitou Jerusalém, estava João ausente (GI 1.19); mas, passado certo espaço de tempo, ali o encontrou (GI 2.9). Provavelmente não estava naquela cidade por ocasião da última visita daquele Apóstolo (At 21.18 etc.). Tem sido crença geral entre os cristãos que ele ficou em Jerusalém até à morte da Virgem Maria, cerca do ano 48 d.C.; e que, depois de ter Paulo deixado finalmente a Ásia Menor, foi João trabalhar ali, residindo principalmente em Éfeso, e fundando diversas igrejas naquela região. Crê-se, também, que durante a perseguição de Domiciano, ou, segundo muitos, pelo fim do reinado de Nero, foi desterrado para a ilha de Patmos, no mar Egeu, onde teve as visões a que se refere no Apocalipse. Sendo mais tarde libertado, voltou a Éfeso, onde continuou a missionar até a sua morte, tendo já cem anos de idade, o que aconteceu no ano 100 (d.C.), mais ou menos. Ainda que alguns dos apóstolos foram casados (1 Co 9.5), diz a tradição que João se conservou solteiro. Jerônimo (in Gal. VI,10) conta que, quando João, pela sua idade avançada, já não podia pregar, pedia que o levassem ao templo, e então contentava-se em exortar o povo da seguinte maneira: “Filhinhos, amai-vos uns aos outros." Não se conhecem particularidades sobre a sua morte.


Extraído de:
BUCKLAND, rEV. dr. Lukyn Williams. DICIONÁRIO BÍBLICO UNIVERSAL. 15ª ed. São Paulo, EDITORA VIDA, 1999.

Agora, um extrato da Wikipedia:

O nome João tem sua origem etimológica direta no latim Ioannes que, por sua vez, é derivado do grego Ιωάννης (Ioánnis). Todavia a origem etimológica primitiva encontra-se na língua hebraica no nome יוחנן (Yôānān), forma reduzida de יהוחנן (Yəānān).

Versões do nome João em alguns idiomas

* hebraico bíblico יהוחנן Yəānān
* hebraico bíblico יוחנןānān
* árabe يحيى (Yayā), يوحنا (Yuanna)
* turco Yahya
* grego moderno Γιάννης (Yánnis), Γιάννη (Yánni), Γιάννος (Yánnos), diminutivo Γιαννάκης (Yannákis), feminimo Γιάννα (Yánna), diminutivo feminino Γιαννούλα (Yannúla)
* Latim Ioannes, Joannes, feminino Ioanna, Joanna
* albanês Gjon
* catalão Joan, diminutivo Jan, feminino Joana
* checo e polaco Jan
* dinamarquês/neerlandês/sueco Jan, Jonny
* estoniano Jaan,Jaak
* inglês John, diminutivo Johnny, Jack, Jacky
* esperanto Johano
* francês Jean, feminino Jeanne, feminino diminutivo Jeannette
* irlandês Seán, feminino Sinéad
* alemão Johann, feminino Johanna; diminutivo masculino Hans
* húngaro Ján, János, diminutivos: Jani, Jancsi
* inlandês Jóhannes, feminino Jóhanna
* indonésio Yohanes
* letão Janis
* lituano Jonas
* italiano Giovanni, Gianni, feminino Giovanna, Gianna, Ivana
* japonês ヨハネ (Yohane)
* coreano 요한(Yohan), 요환(Yohwan)
* castelhano Juan, feminino Juana, diminutivo feminino Juanita
* galês Evan, Jone, Shone, Ioan
* búlgaro Иван (Ivan), feminine Ивана (Ivana)
* russo Иван (Ivan), diminutive Ваня (Vanya), feminine Ивана (Ivana) (raro)
* croata/eslovaco Ivan, feminino Ivana
* polaco Jan, feminino Janina, Joanna
* romeno Ion, feminino Ioana

* ucraniano Іван (Ivan), feminino Іванна (Ivanna)

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JONH BAPTIST, MEANING AND HISTORY
Jonh is one of the names more used in the world, like this, I decided to render my homage the this biblical character of strong and exotic personality.

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