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Ao abrir e fechar a porta

sábado, 8 de novembro de 2008

Entrar e sair de uma vida, e mais ainda no fundo do coração de alguém poderia, muitas vezes, ser mais simples, ou menos insensível em certos momentos.

É apenas uma poesia minha!

Ao abrir e fechar a porta

Quer entrar, é possível,
A porta é simples, bater é simples
Eu mesmo vou atender, aqui não tem mordomos
Mas, não mostre pavor se eu me acostumar com sua presença
E em algum dia sentir sua falta
Não demonstre espanto ou se faça de vítima
Se eu me acostumar com sua voz e seus ouvidos
Pois posso precisar lhe falar ou lhe ouvir outras vezes
Entre, sente, converse, exista
Mas, se for pra me deixar sozinho matematicamente, não
Não me convide se for me abandonar no meio da festa
Não ligue ou peça pra ligar e depois recuse atender minhas ligações
Não fale de amor e de paz
Pra depois me ferir gratuitamente!
Pois, não acha irônico fazer caminhadas pela paz
E depois machucar os corações à sua volta?
Não acha cruel aguar um jardim, ver as flores crescerem
E depois pisá-las todas com os pés?
Não dê um sorriso largo e gentil
E depois mostre dentes afiados e língua peçonhenta!

Quer sair? não complique.
Sair é sair, sair é simples, não precisa bater!
Não precisa de desculpas! Inventar falhas,
Redescobrir ou mostrar que conhece melhor meus próprios erros!
Você sabe o caminho da porta!
Iniciamos com respeito, terminemos assim.
 

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