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Molduras com folhas e texto "Mangueiras de Cabedelo"

sábado, 25 de outubro de 2008

Quanto às molduras, pesquei na net e tou compartilhando; segundo a autora podem ser compartilhadas à vontade. São de Svetlana. É só o que sei sobre ela. O Google tá aí pra dar mais informações.
DOWNLOAD: CLIQUE NAS IMAGENS
Não conheço o outono, mas de pertinho algo que me faz lembrar dele: o cair de folhas, apesar de que outono não seja apenas isto. Aqui no nordeste do Brasil, várias espécies sofrem este fenômeno de queda das suas folhas. As que mais admiro são as mangueiras. As folhas secam a um ponto que corta o coração e inevitavelmente caem, deixando completamente nuas as copas das mangueiras.
Mas, caem para dar lugar ao novo. Para que elas recebam nova folhagem. Quando as primeiras folhas nascem, as folhas chegam a brilhar sob a luz do sol. Depois, vem o período em que aparecem timidamente os seus frutos em uma espécie de cacho, com montes de "flores", momento em que as mangueiras exalam um perfume suave e convidativo. Esse fato é inspirador até pras nossas vidas, quando precisamos trocar completamente as folhas e ressecamos completamente; parece que sem folhas, estamos sem vida e sem nenhum tipo de atrativo ou beleza. Mas ainda temos capacidade de começar a trocar esta folhagem. Dar a volta por cima. Por isso, é fundamental ter esperança: a esperança é uma feliz, feliz expectativa.
Fotos tiradas por mim nos quintais de algumas casas de Cabedelo. Algumas mangueiras já mostram seus frutos ainda bebês, outras ainda em flor.

Minha relação com essas árvores sempre foi na base de uma fusão física, pois eu subia até o cume e de lá admirava os quintais vizinhos. Comia seus frutos. Chorava, me escondia, conversava com elas. Hoje, isto é um doce passado.
Ahhhh! Eu também pulava de galho em galho nas mangueiras feito os sagüis, espécie de primata ainda muito comum em Cabedelo. Não me lembro de quantos moradores daqui não puderam ter algum contato engraçado com eles, pois são animais espertos, pequeninos, comilões, andam em pequenos grupos e nos dão a impressão de que estamos em uma região selvática. Mas, não é bem assim. Aqui ainda há algumas matas atlânticas protegidas por lei: Mata do Amém e Mata do Estado, no bairro de Jardim Manguinhos, oferecendo ainda um lar natural pra eles. Não estou bem seguro em afirmar que acho que destas matas os sagüis podem vir pelos quintais até entrar em alguma casa. Apanhar essa espécie e mantê-la em cativeiro é proibida por lei. Outra coisa engraçada sobre eles é que, segundo antigos moradores daqui, eles temiam demais quando as pessoas faziam caretas e que poderiam até morrer se vissem alguém fazendo uma.
Em Cabedelo, parecia dever sagrado que cada casa possuísse uma ou mais mangueiras e muitos coqueiros, fato que vai se tornando cada dia mais raro, porque devido ao aumento populacional e ao aumento da demanda e do preço dos imóveis da região, é comum a construção de casas nos antigos quintais por familiares, como alternativa de habitação, ou mesmo como forma de obter uma renda extra com construção de imóveis para aluguel.
 

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