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Desconexões

quinta-feira, 12 de junho de 2008

O que vêem em mim não conheço
Estão perto de mim, são meus íntimos até, mas não os conheço
Não consigo me ver em seus olhos
Espelhos manchados
O que dizem de mim não consigo ouvir
Por dentro gritam sem paz
E rugem, latem, rincham

Tão poucas estrelas agora
Restos de purpurina de extintos carnavais
Para pintar um descolorido, desbotado, apodrecido céu
Pouca água e muitas quedas
Caio em mim, caio em desespero
Precipícios e abismos onde moram multidões
Multidões do mesmo eu
Do mesmo, do mesmo, do mesmo
Caminho e descaminho com o mesmo fim
No chão, ao invés de máscaras, cabeças degoladas

Muito labirinto e pouco sentido

Muita fome e sede
Um muro imenso e muita comida
Ah! Ninguém tem coragem de tentar
Sofrer, arte estranha!
Olhos de cegos perseguem corpos mortos
Mentes vazias, azias da alma
Estátuas andam nas ruas sem luz
Marionetes com mesmos gestos e falas
Chuvas de pedras, facas e hipocrisias
Na seca da vida
 

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