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No comecinho do sono

quinta-feira, 3 de abril de 2008



Aos poucos consigo ver no silêncio não mais um sinal de solidão, mas uma companhia sincera, um momento de aprendizado, de edificação. Tenho aprendido a valorizá-lo e buscá-lo como forma de buscar a mim mesmo também.
Várias vezes pensei que me encontraria e me consolaria por meio de textos e canções, que expressassem meus sentimentos, minhas visões. Pensei que, assim, alcançaria um maior equilíbrio no meu ser. São tantas guerras e questões por dentro e por fora. Contradições em tanta coisa que falo e que digo.
As novelas, Hollywood, as mitologias perdem em dramaticidade para a vida real. Essa que nem se comunica, que a gente não fala, não expressa totalmente e sabe que não compartilhamos (eu e os outros, os outros e eu). Vai sempre existir o medo de se expor ao julgamento alheio, e sabemos que só Deus, na sua benignidade, consegue nos compreender. Isso certamente recebo de Deus: sua compreensão. Tanto que a bíblia diz que se nosso coração nos condena, maior é Deus e conhece todas as coisas. A intimidade com Deus é crescentemente única, é plenamente total. Ele até aqui se mostra disposto a nos ouvir, principalmente quando nenhuma palavra mais traduz o que sente o coração; quando nada mais pode nos justificar; quando a gente não tem mesmo como explicar a situação vivida, o desespero, a aflição transbordante... quando até as lágrimas secaram... o coração ficou com o solo rachado e sem vida. A palavra não dá conta do coração. Perde seu poder de sintetizar, de explicar, de
Nesse silêncio, pareço entrar em uma persistente busca por respostas, por explicações, por territórios da alma, do entendimento ainda não explorados.
Será que vale à pena mesmo tentar entender?
Lembro apenas de como é bom encostar a cabeça em Deus e reconfortar os sentidos, o espírito. Senti que não fui projetado ainda para entender estas primeiras coisas que a bíblia fala.
Porque está escrito que, ao término de tudo, das dores, do diabo, do julgamento, as primeiras coisas passaram. Tudo isto que acontece, que vivemos, este império do mal, esta existência em que a possibilidade do mal sequestra toda segurança. Após se cumprir o retorno glorioso de Cristo, após o reino milenial, após o declínio final de Satanás e seus seguidores, as primeiras coisas passaram.
Para Deus, tudo até aqui, toda existência até aqui são só as primeiras coisas. Sua visão de futuro é ainda mais incomensurável. É do jeitinho que a bíblia diz: "Com quem me comparareis para que Eu seja semelhante?"
Essa noção de tempo de Deus... não é que seja absurda, é que nossa estrutura, finitude, esse tempinho curto, estreito, minguado que cada ser humano possui não nos deixa ver de modo preciso o agir de Deus no tempo e no espaço. Esse tempo de Deus nos impacienta. O ego tem pressa. O ego diz já.
Quando começo a ler alguns textos, já pareço pré-visualizar o seu final. E cada vez mais o mundo fica menos novo. Mesmo o imprevisível fica dentro do que se pode esperar.
Mas, Deus continua escapando ao meu entendimento limitado, infantil, inseguro, impreciso.
 

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