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"Think for yourself" ("Pense por você mesmo")

sexta-feira, 21 de março de 2008

Genial campanha da Metro: "Think for yourself" ("Pense por você mesmo")
Texto: thinkado por mim: Jackson Angelo

O Metro escolheu, ao meu ver, seis formas muito representativas de expressão da subjetividade do ser humano. Aqui falo enquanto me vejo e sou um ser humano comum, sem me basear na absolutização e tecnicidade do conhecimento científico, coisa que não domino.
Resumidamente, creio que foram estas formas:

1. Em um ato de torcer, estar em um estádio. Os estádios de futebol, por exemplo, atraem multidões, reunidas em torno de um sentimento comum: torcer por um time. Esse time para elas tem um significado supra-nacional. Não é uma identidade meramente geográfica. Esse time está no coração dos torcedores. Estar lá implica em um outro tipo de bandeira. Só que o gesto imposto ao torcedor, que se percebe pela presença de um, vamos dizer, ente anônimo, pessoa sem rosto, que acompanha sua imagem e coordena seus movimentos, não é meramente de torcer. Ele é levado a um gesto parecido, semelhante ao utilizado pelos nazistas, em uma clara expressão ideológica. O que isto tem a ver com torcer? Quantas torcidas nas últimas décadas se unem como homens-bomba, carregados de ódio e violência para o exercício do terrorismo, do assassinato, da desobediência às leis e ao respeito á dignidade humana? O que é torcer? Como você pode torcer? Por que torce por esse ou outro time? e por que, em conjunto com outros, pode assumir um comportamento que nada tem a ver com você ou com torcer, se for o caso? Imitação, representação de poder, de força, "religiosidade"? Torça por você mesmo! Think for yourself!

2. Em um ato de comunicação com o outro. Quer dizer, no ato que mais fazemos desde que nascemos, pois todo instante estamos nos comunicando, tentando uma forma de compreender as coisas, o mundo e decodificá-lo. Aqui, nota-se novamente a presença do ente anônimo, sem rosto, indicando a velocidade, o local e como deve ser enviada a mensagem, possivelmente, o destinatário, a pessoa com quem se fala, que possivelmente também foi definida por esta força! Esse outro com quem se fala, na maioria do tempo vivido, é nosso próprio eu. Imagine quantos erros e falsos diálogos podemos estar tendo conosco mesmo por falta de conhecimento! Se comunique por você mesmo! Saiba, medite, pense em cima do que você realmente crê, precisa e compreende, se dirija a quem realmente lhe interessar. O que você quer comunicar depende muito de sua compreensão do mundo, de si mesmo, das coisas. Para isso: Think for yourself! É preciso aprender a pensar para ter uma comunicação mais precisa consigo mesmo e com o mundo!

3. A terceira imagem é verdadeiramente um retrato perfeito do mundo físico e espiritual! Com muita propriedade, esta força desvia os olhos do cidadão comum (eu, você, outros, a humanidade) dos problemas que afligem os nossos semelhantes. Esse força nos condiciona a uma subjetividade egoísta, que não enxerga o outro, seus anseios, suas necessidades, seu sofrimentos. Ela, essa força (agora me refiro como a um ente não tão desconhecido), move nosso olhos para onde ela quer, conforme seus próprios objetivos de manipulação. Ver com os próprios olhos é importante e esse exercício de ver necessita ser canalizado para o que é útil, pois vivemos em conjunto. Há problemas fora de nós, há pessoas que precisam viver do mesmo jeito que precisamos. Elas estão escanteadas em hospícios, presídios, favelas, debaixo de pontes, sabemos que existem, mas o que fazemos? Votamos em alguém quase sem esperança, pois não cremos no funcionamento digno das coisas e esperamos que tenham sorte, que recebam algum vale-comida por algum tempo. Quando passamos, já movidos por essa força, que nos diz que não existe esperança ou solução, que isto não é problema nosso, nossa visão, nossa consciência, nossa capacidade já tão mutilada de sensibilização com o próximo, nos conduz o olhar e os passos a lugares que não consideramos perigosos para nós mesmos. Sobreviva e continue andando. Você já fez a sua parte. Já votou. Think for yourself! Please!

4. Um ato que se pensa de rebeldia e inconformismo com esse mundo: vamos destruí-lo, mudá-lo à força. A solução é a força das armas, do terrorismo, das ações violentas. Um cidadão se utiliza do lixo que a sociedade rejeita e lança esse mesmo lixo como arma incendiária. Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês, diz Renato Russo. Quantas vezes alguém ou algum grupo aponta, conversa, arrebanha e usa o "lixo" humano: os mendigos, os esquecidos, os homossexuais, as minorias, as classes de pessoas a quem se convencionou rotular de fracas, derrotadas, discriminadas, esquecidas, condenadas à pobreza, incapazes, deficientes, e as arremessa como símbolo de suas falsas intenções de fraternidade e justiça contra a própria sociedade? E isso para o seu próprio usufruto. Multidões enfeitiçadas por essa força saem para caçar seus bruxos, algozes e diabos sociais. Há muito mais a ver e pensar. Por isso: Think for yourself!

5. Essa imagem da mocinha orando simboliza a expressão de fé, no que ela tem de mais íntimo e fundamental: o diálogo direto, sincero e humilde com o divino. Só que aqui, pior do que um falso intermediário, há uma força dirigindo essa fé. É evidente que onde há homem, homens, mulheres, sempre existiu o diferencial do injusto e do justo. Isto é, sempre há a possibilidade de existência e atuação de pessoas mal-intencionadas que se aproveitam dessa fé para, através dela, construir sua própria glória e impor, não o divino, mas o seu próprio egoísmo, maldade e ignorância. Não vejo que a imagem fale mal da fé. Mas que essa mesma fé pode sofrer e (temos consciência) que sofre deturpações, manipulações e até um processo vil de escravidão religiosa. Esse diálogo tão direto já não sabe a quem se dirigir. Esse diálogo tão sincero já não consegue distinguir onde começa sua fé e termina o ego abominável de pessoas enganadoras. Já não sabe onde começam suas palavras e nem sabe mais onde estão seus pensamentos e valores. O divino, O Deus que sua alma precisa parece tão diferente daquele que preencheria seus corações. Think for yourself! Believe for yourself!

6. Um ato de pixação (graffiti, ver página: overmundo.com.br). Mais um ato de comunicação que imagino se pretendia de inconformismo com a ordem culturalmente estabelecida das coisas. Ou pra aparecer mesmo, sei lá. Anarquia total. Mas, nota-se em muitas uma busca por novas formas de expressão do feio e do belo. Sem a restrição dos quadros comerciais, sem a restrição de telas que sempre são excluídas da visão das pessoas comuns para ocuparem um espaço glorioso em uma mansão, em um museu. Hoje em dia, a lógica comercial do sistema conseguiu converter em mais um artigo à disposição dos consumidores. Quer dizer, por um lado é banditismo social, por outro, alimenta omito de uma rebeldia inconformada com o mundo à venda nos melhores shoppings! Think for yourself!


Que força negra é essa? Por favor, não faça do termo negro, negra, das cores preto, marrom, chocolate, amarela, reféns de fenômenos como o racismo. Desassocie da mente a relação de escuridão com a cor de pele dos seres humanos.
Um dos nomes dessa força é ideologia.


Sem tirania ou conclusões finais, espero ter esclarecido alguma coisa.

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“Eu sou do meu amado e o meu amado é meu”

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