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Mamãe, mamãe, mamãe!

quarta-feira, 3 de maio de 2006


"Mamãe, mamãe, mamãe
Não há palavras
Nem silêncio
Não há letras
Nem imagens
Nem filmes
Não há poesias, livros,
Estudos científicos
Devocionais

Nem tudo nem nada

Que defina
Teu Dom
Tua Missão
Teu Amor

Pena que somos tão falhos e erramos tanto, por querer acertar demais. Pena que somos tão limitados no tempo e no entendimento e parecemos não dar conta do que somos um para o outro."
Pena que nem tudo é flores e este papel tão lindo é interpretado como um monstro. Pena que se mate a missão antes mesmo dela se iniciar. Pena que se evite, perturbe e até se odeie o papel de filho como submisso, dependente e como alguém tolerante. Pena que haja tanta crueldade nas relações mais básicas, e o que poderia ser a mais linda demonstração de ternura e doação de si mesmo vira uma doença, um terror, um câncer que corrói e mata. Pena que o diálogo fique tão raro. E rapidamente o ambiente vira um sepulcro fechado, assustador e emudecido. Os que residem no mesmo teto pouco ou em nada se conhecem. Pouco ou em nada se tocam. Pena que as poucas palavras sejam vazias e repetitivas. E, hoje em dia, eles se matam uns aos outros: de raiva, de ódio, de facadas, de hipocrisia, de tiros, de pedradas, de acusações, de palavras ríspidas, de desprezo. Eles se matam a si mesmos. No fim das contas, na vida de tanta gente, o que deveria ser a mais bela e emocionada comemoração vira um pesadelo, do qual dificilmente acordará.
 

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