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Bússola do coração

domingo, 17 de abril de 2005

Novamente, estou aqui. Eu mesmo me afasto do meu eu, dos meus propósitos, do que começo, do que planejo. De repente, aqui, eu tenha mais privacidade do que em um livro, um diário. De repente, aqui eu não perca meus pensamentos em algum buraco negro da memória, da história. Neste instante sou um barco a ir no impulso das ondas do meu coração. Não quero ir pra lugar nenhum. O que há de tão desconhecido e misterioso no ser humano? no mundo? no ocidente ou oriente? em mim? O que há mais perfeito do que minha imperfeição? O que há de tão inquebrável quanto minha falibilidade?
De repente não quero ser eu, não lembro que sou eu. Não tenho memória ou história. Sou um passageiro com medo do itinerário da verdade e da mentira. E, mesmo assim, sigo adiante. A terra é redonda, o céu é para cima, onde começa o em cima? Onde termina o embaixo? Onde está o acima, se a terra gira e não se sabe qual é o quilômetro zero desta esfera?? As águas estão calmas, mas norte, sul, leste, oeste, são todos iguais nesta louca bússola: coração. Sou muito realista, por isto vivo sonhando.
 

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