domingo, 11 de março de 2007

Longe de mim este cálice

Conheço esse olhar que não suporta me olhar nos olhos
E se refugia na ironia
Pelo menos, me dá alguma vontade de rir
Das mazelas deste mundo
Conheço já tua verdade que você teima esconder
Que você teima também em dizer e gritar
De um jeito ou de outro, pra mim não tem sentido conhecê-la
Conheço essas tuas verdades cheias de mentiras e indecisões
Conheço esse olhar sem sentimentos, de pedra
Ou quando algum favo de mel quer ser notado
Esse olhar no qual a luz não penetra
De onde nenhuma lágrima verte
Conheço este seu jeito de me conhecer e de me ignorar
E de me criticar por inteiro
Jogar pedras todo tempo
Neste jogo que só você conhece
Que você inventou e teceu as próprias regras
No qual é você o jogador, o árbitro e a platéia
Eu não jogo, e este meu não-jogar tornou-se a essência do jogo
Do seu jogo
Comemore seu xeque-mate, seu gol, sua bola no cesto
Nada disto passa impune ao meu entendimento
Da morte e dos fatos mais cruéis
A sensibilidade consegue ver e pintar as rosas dos sepulcros
Conheço quando você quer me desprezar
E se fazer notar pelo desprezo e desinteresse
Quando quer tocar e se aproximar
Imaginando poder conseguir o que quer
É tudo tão mensurável
Até quando parece querer surpreender
Não consigo aprender nada especial com você
Mesmo assim, agradeço pois acrescento algo novo ao meu sentir ou pensar
Mesmo assim, ainda me dá alguma inspiração
Neste mundo tão cheio de vis contradições
Tantas vezes tive nojo de suas observações e ações
Seu estilo de vida tão sem dignidade
Uma vida morta: sem propósitos, sem exemplo
Tão desprovida de valores, apesar de defender tantos
Mesmo assim, ainda não consigo estar em segurança
Porque pra mim é duro dizer a alguém que o rejeito
Que meu coração rejeita, pede distância
Não quer tocar ou ser tocado, não quer dialogar, não quer conviver
Eu lhe estendi a mão nas horas mais difíceis
De sua vida
Não por amor a você, mas por crer nos meus ideais
Por que você teima em precisar de mim?
Antes, eu notava com interesse seu posicionamento
E esperava ver crescer uma boa vide
Mas, esse fruto me é estranho
E não é apetitoso ao meu paladar
O cheiro me entope as narinas, sufoca minha respiração
A voz não teria efeito algum
Mas, conheço suas atitudes obscuras pelo tom de sua voz
Agora, estou cansado porque não quero participar do seu mundo
Eu acreditei nos meus princípios
E tentei ser o seu melhor amigo, já que você se queixou de solidão
Do desprezo e incompreensão nos amores, na família, enfim, em tudo que lhe rodeava
Estou feliz por mim
Porque vou prosseguir na mesma marcha
E tenho visto e saboreado vides as mais excelentes
Cuja integridade, sinceridade e justiça me encantam continuamente
Como quem se banha em cachoeiras de amor e brandura
Nada nunca está completamente perdido enquanto se está vivo
Nascer outra vez, aniquilar a si mesmo e refazer-se para melhor
Eis sempre uma possibilidade real e feliz!

É isso o que tenho procurado transmitir, falar
Tenho tentado me fazer compreender nesta mensagem

Já existem novas personagens
E muitos outras estão por vir
Certamente, haverá algo novo
E algo velho também, o mal parece também ser necessário
A vida é essencialmente dinâmica
Porque só há um sentido eficaz (creio nisto) quando compartilhada
Jackson Angelo

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

Minha Janela - poesia pessoal

A janela que passa a maior parte do tempo comigo é a do meu quarto. Eu sei que sou livre, mas me sinto preso, de certo modo estou quase sempre emparedado. No meu quarto, quando sozinho e um tanto isolado, pareço poder, por alguns instantes, exercitar meus ouvidos no silêncio dos lábios e num mergulho profundo dentro de mim. Falar o que quero, o que não quero, me calar, resmungar, me criticar. Eu posso me examinar, sem qualquer compromisso de me descobrir, recobrir, redescobrir.
O meu querer também incomoda. Explico: é difícil querer o que não se imagina, o que não se vê. Todo querer é limitado e condicionado a tudo o que é de algum modo conhecido. Não tenho nenhum querer ou desejo que já não tenha sido desejado por outra pessoa.
No convívio comigo mesmo não sou obrigado a ser meu próprio detetive. Não sei se exatamente quero descobrir algo novo em mim, ou entender minhas velhices. As réguas são leves, mas medir a alma é cansativo.
Correntes pesam e doem. Não me apraz viver cada momento matematicamente, baseando-me em fórmulas, cálculos e teorias. Muito me alegram a surpresa, a espontaneidade e o encantamento!
O fato de que eu exista me inquieta. Longe de mim querer dar respostas. As obrigações que a ética e a história me legaram me cansam, e eu sozinho tenho que aproveitar e descansar os sentidos, elevar minha mente ao etéreo, ao inefável. Contudo, existir me inquieta o pensamento.
Há uma janela em meu pensamento pela qual quero vislumbrar um sol diferente.
Há uma janela do meu quarto: vejo uma ponta limitada do céu enquanto alguns passarinhos passam cantando.
Há uma cadeia de montanhas na frente da janela do meu quarto. Não são de pedra: são meus problemas, meus medos de sair por aí desbravando o mundo que me rodeia.
Queria ter outra visão da janela do meu quarto. Queria ver outras coisas, queria que meus olhos vissem de modo diferente. A janela estás aberta? Sim. Com ela está fechado um pouco do céu, um pouco do ar, um pouco do que é gratuito e essencial a qualquer ser humano.
À noite, apenas escuridão e o brilho afastado e tímido de algumas estrelas.
O vento passa apressado, com pernas e asas ligeiríssimas, como se eu ou ele mesmo não existisse. Parece que o vento se esquece da minha janela.
Ainda persiste um consolo: tenho certeza que posso falar com Deus por ela.
Não há bombas explodindo, não há paisagens cinematográficas. Não há sons de festa, enterro, multidões. Sei, é só uma janela. UMA JANELA, UMA JANELA, UMA JANELA!!!!
Algumas vezes, vejo gatos andando por sobre os telhados. Uma única vez vi um camaleão, aliás, foi a primeira vez que vi um ao vivo. Ele tinha um verde forte, talvez, isto me lembrasse um pouco a floresta que eu queria contemplar através dela. Floresta de verdade, sem cara de planejamento, sem matemática arquitetônica, como se a floresta fosse dividida em lotes de terra.
Vejo o brilho do sol: essa luz do sol que ainda penetra gentilmente por onde a deixemos passar.

domingo, 28 de janeiro de 2007

Canções que falam por mim

Corsário

Meu corasção tropical está coberto de neve mas
Ferve em meu cofre gelado
E à voz vibra e a mão escreve mar
Bendita lâmina grave que fere a parede e traz
As febres loucas e breves
Que mancham o silêncio e o cais
Roserais Nova Granada de Espanha
Por você eu teu corsário preso
Vou partir na geleira azul da solidão
E buscar a mão do mar
Me arrastar até o mar procurar o mar

Mesmo que eu mande em garrafas
Mensagens por todo o mar
Meu coração tropical partirá esse gelo e irá

Com as garrafas de náufragos
E as rosas partindo o ar

Nova Granada de Espanha
E as rosas partindo o mar

A Via Láctea - Legião Urbana

Composição: Dado Villa-Lobos/ Renato Russo/ Marcelo Bonfá

Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz

Mas não me diga isso
Hoje a tristeza não é passageira
Hoje fiquei com febre a tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela parecerá uma lágrima

Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza das coisas com humor

Mas não me diga isso
É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa

Amanhã é um outro dia
Não é?

Eu nem sei porque me sinto assim
Vem de repente um anjo triste perto de mim
E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção

Mas obrigado por pensar em mim

Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho

Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser quem eu sou

Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim

Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado por pensar em mim

The Greatest Love of All (tradução)
Whitney Houston

Eu acredito que as crianças são o nosso futuro.
Ensina-as bem e deixe que sigam seus caminhos.
Mostrem toda a beleza interior que possuem.
Dê-lhes um bom exemplo para encontrá-la.
Deixemos que o sorriso das crianças
nos lembre de como a gente era.

Todo mundo procura por um herói.
As pessoas precisam de alguém para se espelharem.
Eu nunca encontrei ninguém para me ajudar
e, sim, um distante lugar
onde aprendi a contar comigo mesmo.

Eu decidi há algum tempo atrás
nunca mais nas sombras de ninguém andar.
Se eu caio ou se levanto,
ao menos, vivo como eu acredito.
Não importa o que tirem de mim,
a minha dignidade não vai ter fim.

Porque o sentido de viver
está acontecendo em meu ser.
Eu encontrei esta grande sensação
dentro do meu coração.
O maior de todos os amores é isto,
basta aprender a amar ao próximo
e a se adorar.

Quando a necessidade de viver, de se encontrar
e os sonhos em realidade se tornar, se aflorar,
o coração será o seu guia e é nele
que você vai aprender cada vez mais a se amar.

Greatest Love Of All
Whitney Houston

Composição: Indisponível

I believe the children are our future
Teach them well and let them lead the way
Show them all the beauty they posses inside
Give them a sense of pride to make it easier
Let the children's laughter remind us how we used to be

Everybody searching for a hero
People need someone to look up to
I never found anyone who fulfilled my needs
A lonely place to be, so I learned to depend on me

I decided long ago never to walk in anyone's shadow
If I failed, if I succeed, at least I lived as I believed.
No matter what they take from me they can't take away mydignity

Because the greatest Love of all is happening to me
I found the greatest love of all inside of me

The greatest love of all
Is easy to achieve learning to love yourself,
it is the greatest love of all

I believe the children are our future
Teach them well and let them lead the way
Show them all the beauty they posses inside
Give them a sense of pride
To make it easier
Let the children's laughter remind us how we used to be

I decided long ago
Never to walk in anyone's shadow
If I fail, if I succeed
At least I live as I believed
No matter what they take from me
The can't take away my dignity

Because the greatest love of all
Is happening to me
I found the greatest love of all inside of me

The greatest love of all
Is easy to achieve
Learning to love yourself,
It is the greatest love of all

And if by chance that special place
That you've been dreaming of
Leads you to a lonely place
Find your strength in love

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Museu

Museu do nada e de tudo, de mim mesmo e dos outros,
E de ninguém e todos
Exposição de flores mortas e sem perfumes
De naturezas pétreas e monótonas
Buscando o novo ou um mesmo novo perdido que nunca se achou
Parece que o que se mostra não existe
E que conhecer qualquer coisa é impossível
Imaturo e envelhecido, indesejável andarilho sobre as ondas
De um mar de uma única gota,
Cuja água é sólida, e embora transparente
Não deixa ver o outro lado
Busca desencontrada de sentidos abismais
Penumbras do viver
Ilusão
Tempo que passa parado
Mostrando o invisível solto e rabiscado
De um deserto lamacento
Voa rastejante assim e de outros modos a imaginação
De um prisioneiro sem grades
O olho procura ver, medir, sentir
Ir com o vento
Na direção de qualquer coisa que passa
Passa também a imaginação, o desejo, a lamúria e o sofrimento
Passa também o negro ainda escravizado
E os senhores de engenho em carruagens suntuosas
Passa o enterro em caixões chamados vidas
De pessoas que nem sabem quem são
E de tantas que nem amam e nunca foram amadas
Caixões de brancos, rosas, azuis tons
Passa o séquito em que se erguem martelos, foices e malas
Roupas, nudez, fome, notebooks
Passam deuses alados, deuses calados, deuses extintos e perecíveis
Vaidades e luxúrias vãs
O olho apesar de ver se vê cego
E vai pra dentro de si mesmo
Num redemoinho alucinante
E envolto na delirante cegueira canta e grita
E procura falar, mas com quem?
Interroga o livro da história
Interroga a Filosofia
E descobre que só quer conversar
Conversar com outra pessoa
Nem que seja só na direção do olhar
E vai o olho com as ventanias dos sentimentos e emoções
E agora quer pintar telas deste mundo nunca vivido
E expor na galeria
Deste museu do nada e de tudo, de mim mesmo e dos outros,
E de ninguém e de todos

sábado, 21 de outubro de 2006

Páginas rasgadas

Houve um dia em que deixei de ir a um enterro de alguém a quem nunca mais veria e eu sempre saberei o quanto ela era especial pra mim. Houve um dia em que resolvi me vingar de um amigo querido por algum erro; em outro um dia gritei minha mãe, gritei meu pai, censurei os meus avós no meu coração, no meu pensamento. Houve um instante em que cogitei minha própria morte, mesmo tendo certeza QUE ESTA NÃO ERA MINHA VONTADE. Também escondi meus erros por capricho e orgulho, no mesmo instante em que falava sobre coragem e sinceridade. Achando-me hipócrita, em algum outro dia resolvi ser eu mesmo totalmente e em nenhum instante consegui me ver ou me notar. Talvez, nem eu mesmo soubesse como ser eu mesmo ou o que eu estava me propondo ser. Já dei muitas desculpas. E em algumas delas muito de invenção e mentira. Houve um dia em que não atendi ao convite de um casamento, e o próprio noivo veio atrás da minha presença. Contudo nem isto me motivou, e ele certamente se entristeceu. Ficou a mancha de não ter compartilhado com ele um momento tão único e importante. Recordo ainda que não aproveitei quando pude abraçar algumas pessoas quando vieram se alegrar comigo, vieram me cumprimentar ou parabenizar por uma vitória. Sei que também fui egoísta quando não correspondi alguns sorrisos. Minha cara ficou um tijolo seco e sombrio. Houve um dia em que o sol brilhou e eu não dei a ele o valor de uma vela. Preferi a escuridão. Dias em que me senti mísero... E não foi há muito tempo, foi há pouco, mesmo quando decidi que não rasgaria mais página alguma da minha vida. E passei as mãos sobre o rosto, não olhei pra cima, não procurei reagir, quando o único impedimento era minha própria vontade. Existiu sempre a possibilidade de escolher. A escolha não vem dela mesmo, vem de dentro de cada um. Houve um dia em que lamentei não ter corrido ao lado dos meus amigos que me chamaram pra correr um caminho, percorrer uma trilha. Dias em que a música retumbava altissonantemente e eu não quis dançar. Dias em que a paixão olhou pra mim, me cercou e eu não me deixei aquecer. Há tantas páginas rasgadas. Momentos que poderiam ter sido inesquecíveis, momentos que continuam desconhecidos, por medo, timidez, costume até. Rasgadas as páginas, foi rasgado também meu livro. O livro da minha existência. Eu poderia ter ficado calado e ter permanecido ao lado de vários amigos até o dia de hoje. Eu poderia ter compreendido o cansaço e a debilidade dos meus avós. Compreendido o zelo do meu pai, a expectativa, a esperança da minha mãe. Eu poderia ter acreditado em Deus, no milagre, no amor. Eu poderia ter visto tantas vezes o nascer e o pôr do sol e ser queimado pelo seu calor. Eu poderia ter dado a mim tantas chances de escrever nas páginas do livro, de colocar imagens novas, de colocar meus sentimentos, experimentar-me, experimentar o viver, o sim, o não, a glória, o fracasso, o desconhecido, o temido, o conhecido. Assim, tendo as páginas rasgadas, nem posso dizer que me conheço. Nem posso dizer que existo. E são essas páginas que me cobram o empenho dos meus dedos e do meu coração em escrevê-las, porque são a seiva que alimentariam minhas raízes. Por isto sinto que estou definhando.

Eu tenho que ir atrás destas páginas, ir atrás das letras que apaguei, das palavras que de propósito esqueci e omiti. Ir atrás das personagens que minha brutalidade afligiu. Ir atrás das lições que estão pra ser aprendidas. Cuidar melhor do meu livro, de cada página, reconhecendo o que as mancha e corrompe.

Na capa, meu rosto. Páginas escritas, páginas vividas! Páginas que enfrentei, cultivei, pensei, chorei, lamentei, alegraram e trouxeram surpresas.

Conselho final: não rasgue as páginas de sua vida, não deixe de viver o que a vida pode lhe proporcionar e se já não tem lhe exigido. Tenha coragem e se conheça de verdade. Conheça o que é viver, o que é atravessar os montes, suportar os desertos, o que é crer e ter esperança.

domingo, 8 de outubro de 2006

Belíssimo! Eu sou belíssimo

Como fugir do próprio corpo? Fechei os olhos e quando acordei meu corpo era o mesmo: nenhuma asa de anjo, nenhuma asa de imaginação que me fizesse levitar ou levantar vôo. Abri os olhos e continuo vendo as mesmas coisas. A cor dos meus olhos permanece a mesma. E agora vejo que a minha pele começa a enrugar, minha voz está mudando. Ainda que use lentes de contato, as pessoas verão uma nova cor de olho, mas minha visão será a mesma. Então, tenho que mudar o modo como vou dormir, o modo como vou me acordar, o modo como vou viver ou pretendo, necessito, sonho, desejo VIVER. Quanto a morrer, ainda nem sei como começar a decidir. É difícil crer que ela (a morte) virá a mim, mas não sou exceção. Bem, desejo que alguém se lembre de mim como uma boa pessoa, apesar das minhas falhas. Espero que alguém tenha boas lembranças, apesar que por vezes sou brusco, deprimido, chato. Mesmo assim, não meço esforços para dar o melhor de mim pra ajudar a quem necessita. Sei que quase sempre não posso fazer muito.
Ainda que faça plásticas, isto não retardará o processo. E, certamente, de algum modo inesperado, em um momento desconhecido, poderei dar adeus a mim e ao mundo e às pessoas a quem amo.
Mas, enquanto o fim não vem, enquanto este começo eu desconheço, posso chamar de JÁ e desde JÁ:
CANTAR..CANTAR...CANTAR...
ABRAÇAR...ABRAÇAR...ABRAÇAR...
RESPIRAR...RESPIRAR...RESPIRAR...
COMER O SOL....
LAMBER A LUA...
AMAR...AMAR...AMAR..
SENTIR O CORAÇÃO BATER...
FALAR COM VOCÊ!
COMIGO MESMO!
DANÇAR, COMER, ME ACHAR LINDO::

Sabe, tem dias que de manhã, assim que acordo, eu digo be-in, be-in bem altão, uma versão de uma música que nunca encontrei em lugar nenhum, a não ser num programa de humor, cantada (pela caridade, é verdade) por uma drag queen, que era o cão de tão FEIA:
"Belíssimo!! Eu sou belíssimo!"
Certo, é um besteira. Mas, minha família adora. Minha vó por vezes pergunta: "Cadê belíssimo?"
BELÍSSIMO. O VIVER É BELÍSSIMO. AFINAL, O QUE SERIA DO JUIZ SEM O BANDIDO? O QUE SERIA DA CORREÇÃO SEM O ERRO?

VOCÊ É BELÍSSIMO!!!

domingo, 10 de setembro de 2006

Sinceras desculpas

Peço sinceras desculpas a todos aqueles que Deus têm me dado o prazer e a honra de ter algum tipo de "diálogo" no meio digital; desta vez não tenho qualquer justificativa, apenas não consigo fazer sempre a mesma coisa, tanto que, algumas vezes, pareço estar desprezando a mim mesmo e aos que me rodeiam. Na verdade, é algo natural de mim mesmo este isolamento. Há momentos em que ele está mais acentuado. Contudo, não é algo anormal, nem muito menos uma doença. Acho que todo mundo tem suas peculiaridades. Ultimamente, eu me senti um pouco cansado de tudo, preferi a cama. Às vezes, é até possível esquecer o quanto um bom sono, uma boa "hibernação" tanto quanto atividades físicas são compensadoras. Por favor, não estranhem minha ausência, principalmente os que eu sempre costumo visitar. Eu nem quero dizer que amo vocês, prefiro que o tempo mostre isso. Desejo vida longa a todos, e vou postar algumas coisas, talvez mais leves e descontraídas. Minha criancinha, meu jovenzinho querem brincar um pouco. Meu eu adulto está ficando um pouco rãzinza, e eu sei que posso carregar o melhor de cada idade dentro de mim.
Sejam felizes, vocês merecem! Daqui a um poucochinho... talvez até mude de idéia, afinal, não consigo ser racional sempre, por vezes, o instinto, a intuição e as emoções me pregam sustos e controlam embriagadamente o volante do meu carro.

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Monólogo

Tenho medo, medo de voltar e não te ver. Medo de te ver, mas não ser visto. Pior ainda: não ser sequer notado. Medo... Me bate um desespero. Um desespero calado e angustiado de não poder dizer nada, porque nunca houve nada, apenas olhares fugitivos. E não dá pra fugir do sentimento sem perda de identidade. Medo, estou com medo. Medo de nunca mais te ver e saber que te amo loucamente. Ou pior ainda, que inventei este sentir e ainda nada senti por ninguém, recaindo em ti minha expectação, minha invenção. Tenho medo de voltar e saber que nunca estive lá. Talvez, eu ainda não tenha nascido e ainda não possa saber o que é existir e o que penso seja só imitação. Mas, e o que sinto? Certo é que sinto algo, mesmo que seja incerto. Inseguro...talvez, esta insegurança seja só uma armadilha, parte de um show que se quer esconder, que eu quero esconder, ainda que seja possível apenas aparentemente. E não mostrar, de jeito algum. O show de esconder, show de inventar. Imaginar, para aproximar o viver do sentir, o ser do existir. Para afastar-me de uma temida monotonia.
Voltar. Pra onde mesmo? Onde foi que eu comecei? Tenho eu que caminhar de trás pra frente e refazer o percurso, refletindo sobre cada passo dado? E me pergunto sobre o que fiz com minhas pernas, principalmente as da alma.
Tenho medo de ser feliz de um modo que todos digam ser impossível. Na verdade (em alguma verdade), acho que esse medo também não existe. Seja só mais um modo de me fazer menos diferente. Se é que sou diferente.
Há situações em que nos damos ao direito de agir e reagir igual aos demais e nisto podemos não ser nós mesmos. Deste modo, representamos a extensão dos outros, e estes nada mais são do que o mesmo outro ser histórico que se formou com o tempo na sociedade.
O outro do qual poucos se atrevem a fugir, refletir, debater. O outro tão somente igual, tão normal.
Liberto pela normalidade, escravo da normalidade.

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Monstro meu

Monstro meu, monstro meu
Mostre-me, mostre-me
Mostre-me

Mostre-te, mostre-te

Morte on me

Morte-me

Monstro eu, monstro eu

Dentro de mim

Quer me matar, me ferir

Quer-me, me quer, mal me quer

Nenhum bem me quer

Monstrouros, monstouros

Estouros, do inferno cruéis besouros

Esconde-te, esconde-me

Leva-me longe de mim
Leva-me pra si em mim
Não sou eu, sou eu, sou eu

Não eu,

Monstro meu

Eu!
Sou eu
Que não quero te ver

Não quero me ver
Eco do ego
Ego sou
Cego ser quero ser

Ruge, grita, aflige,
Amargamor
Amargor
Amargura

Agrura

Gruta de dor

Culpa

Desamor

Monstro meu

Solidão sólida
Meu monstro eu
Jackson Angelo

sábado, 22 de julho de 2006

Jesus, eu te adoro!!!!!!!!!!!!!


Hoje, me sinto simplesmente feliz
Não preciso explicar a razão
Não consigo querer explicar
Não consigo ter raiva
Sinto-me aquecido
Não pretendo fazer poesia ou prosa
Não sei fazer tais coisas
Nem seguir paradigmas
Estou feliz
Feliz! Feliz!
Quiseram me machucar
Mentiram, maquinaram males e destruição
Em vão, pois Deus me protegeu de tudo
Travei renhidas guerras
Venci, nem sei como
Gênio, ignorante sem humildade
Clichê de mim mesmo, imitativo
Criativo ou sem originalidade,
Que importa isto?
Sou escolhido por Deus do jeito que Ele, o próprio Deus, quis
Que posso fazer?
Comemorar minha garantia de eternidade ao lado do meu criador e salvador
Jesus, esta é a luz da minha vida
Esta é a minha alegria
A minha força
A minha proteção, auxílio
Pai, irmão, companheiro fiel
Libertador
Estou feliz!
Não como este mundo impõe
Só Ele importa!
Jesus, eu te adoro!!!!!!!!!!!!!
Jackson Angelo

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Recortes bêbados: O Grito


Pena que não posso gritar aqui o que quero
Não que não exista confiança
Porque não tenho uma resposta ABSOLUTA
Se é que existem respostas absolutas
Hoje eu queria mergulhar na mais densa cachoeira
E ouvir o canto dos pássaros que nunca ouvi
Os tão falados pássaros das florestas e bosques
Que povoam e voam em jardins oníricos:
Quimeras e fantasias, desejos e quereres
Eu sei que existe o grito da liberdade
O grito da vitória
O grito do silêncio
O grito da dor
O grito da alma
E já não sei se vale à pena gritar

Gritei! Eu pude ouvir o meu grito
Eu tremi quando gritei
Eu inchei, peguei fogo, esfumacei
Eu olhei tudo ao redor
Apesar de ter ficado cego
O grito ecoou...

O problema, então, pode estar nos ouvidos
Ou no que foi gritado
Indiferença...............


Queria hoje mergulhar em um infindo mar
Nele me misturar e pra sempre navegar

Como um bolha informe e alegre
Ainda não cheguei no porto
Onde me esperam família e amores
E a minha caminha em que tranquilo repousarei

Bêbado! Sei que estou bêbado
Eu bebi meu veneno
Eu me envenenei
Eu hibernei no meu sepulcro
E de lá enviava meu espírito pra me apavorar
Bêbado de mim mesmo
Do meu "euismo", egoismo,
Dos meus nojos, vômitos e vertigens
Febril, sem saber como agir
Grito
Engolido grito, bebido grito, sumido grito
Não sei o que falo
Não sei falar mais
Não sei se falo
Não sei se calo
Não sei se grito
Porém, GRITO!

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!
OOOOOOOOAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIII!!!!!!
AAA!
AHHHHH!!!!

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Simples ser

Pessoas não são como arquivos que puxamos para o nosso computador. E, então, guardamos em pastas e na hora que queremos usamos conforme nossa própria vontade. Se não desejamos mais, não tem mais utilidade para nós, deletamos. Ou podemos até pensar em armazenar em cds e compartilhar com outras pessoas ou apenas saber que possuímos este "amigo".
Vírus assustam, spam chateiam, quedas de tensão elétrica... animações em flash, em powerpoint, coisas assim divertem bastante, mas pessoas, pessoas. Sem elas...como dar sentido!
Olho para os cachorros quando vão dormir, eles procuram o calor um do outro quando estão com frio. Confiança, segurança! Carinho!
Uma poesia de amor pode falar muito e enebriar a alma com a doçura de suas palavras, porém, nada se compara a um abraço real, dado de coração e intensamente sentido por ambas as partes.
Um texto pode explorar magistralmente toda potencialidade e riqueza das palavras, e nos levar a lugares nunca dantes sequer mencionados, mas um simples e vivo olhar de alguém muito amado, de um grande amigo, de uma grande paixão, de uma maravilhosa companhia, de um parente incomparável, ou de uma pessoa totalmente desconhecida que num instante único chega pra ficar para sempre. Nada se compara.
Um simples olhar!
Um simples sorriso!
um simples ser!
Um simples estar!
Um simples doar-se! A quem?
Um simples dar-se! A quem?
Só o fato de estar ao lado diz muito mais, verdadeiramente este fato fala! não numa foto, não em um vídeo, não em um desenho!
Sozinhos, parece sempre estarmos em terra estrangeira, em corpo estrangeiro.
O diferente! O estranho! O louco! O inominável! O inqualificável! O simples! O clichê! O tardio! O estupefato! O criativo! Alguém de um jeito ou de outro.
A festa sempre está pronta! Mas, se os convidados não chegarem, se não ficarem, se não se agradarem, se não se alegrarem, se não se despedirem? Pra que(m) será a festa?
Há abundância, mas pra quem?
Ou me alegro e aproveito cada segundo sabendo que a falta me tragará a alegria e definharei, sabendo que a saudade deixará cicatrizes..
Ou nada aproveito e a dor será sempre a mesma!
Pouca inteligência nas palavras, mas palavras de verdade, falando a verdade, sem culto ao poder ou ao ego.
Uma paisagem de Monet, Dali e outros gênios têm um valor único, muito além do estritamente material, mas ao sair de casa, ao sair do báratro, ao sair de si/mim mesmo quero ver o sol que ninguém nunca fará igual ou parecido, quero ver os céus, ouvir os pássaros, quero ficar distante do papel pintado. A vida não tem comparação.
Simplesmente viver, simplesmente ser, simplesmente alguém.
Jackson Angelo

domingo, 28 de maio de 2006

Dias, meses, anos, vida


Há dias em que há poucas palavras, não que estejamos sem palavras, não que estejamos tristes, é um momento de silêncio: é outra forma de falar, de se comunicar com o mundo, conosco, com as pessoas. Até na escrita, um pontinho só, um oizinho só pode querer dizer muito mais do que aparenta, só que não é a hora das palavras. Isso é tão normal. Há dias em que não quero blogar, dias que não quero sobre mim o peso da responsabilidade (ela cerca natural e forçosamente, necessária ou inutilmente todo o viver. Há dias diferentes dos demais, começando pelas circunstâncias deles mesmos e podendo ainda se iniciar no nosso próprio processo de existir, de ser, de sentir, de pensar. Isso é tão normal. Há dias em que quase tudo incomoda, desde a desarrumação da casa, do meu quarto, até os problemas bestas com que sou conscientemente inconsequente. Há dias estranhos, não parecem ser dias da existência, são alguma coisa diferente da vida, tem algo incômodo, contudo não traz dor, só é estranho. Há dias que são lindos, lindos, lindos, o sol brilha intensamente e a imensidão celestial está entrecortada por nuvens frágeis e sonhadoras. Os ventos sopram, param, trazem esperanças e sonhos, quietude. Dias em que me lembro do país do Pinta-Aparece. Você pinta o ar com um lápis imaginário e o que vem à mente irrompe em forma, cor, matéria, cheiro, imperfeição, tamanho, sabor, enfim, você de tão completo se endeusa. Parece que não vamos precisar de ninguém, que não dependemos de ninguém. Dias em que vejo o espectro das mãos miraculosas que tudo o que tocam viram ouro. E não podem mais ser tocadas as pessoas que dão sentido à nossa própria vida. Pra que esse ouro? Dias em que se mergulha em Oz e o mágico Dias em que O Lobo mau também cansa e até quer brincar de verdade com Chapeuzinho Vermelho. Dias em que Hitler ainda ainda é um embrião. Tem dias que a realidade não dá trégua: tudo o que tem que ser resolvido está no limite, tudo o que tem que ser pago, o que tem que ser construído, reformado ou desfeito, tudo o que tem que ser revelado, dito, escondido, tudo grita: agora! agora! agora! Tem dias pra tudo que é gosto e desgosto. Dias em que todas estas situações estão juntas numa única vida. Dias em que o totipotente Superman perde todo combate contra o Pequeno Príncipe. Dias, meses, anos, vida.

quinta-feira, 25 de maio de 2006

É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta de espada

"É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta de espada." (William Shakespeare)

Rapidamente, pois há muito a se pensar. Existem pessoas que sempre tecem as suas alternativas e pontos de vista, tirando lições das experiências de fracasso, do "lugar nenhum" e dos sucessos de outras pessoas. Outras têm dificuldade em extrair reflexões, em formular problematizações e projetar soluções a partir de certas verdades, simplesmente porque nunca se deram a esse trabalho. Para estas é possível dizer que:
O sorriso, isto é, o bom humor, a conciliação, a tentativa diplomática de aproximação e entendimento, em muitos casos, é a alternativa ideal à reação de raiva natural ao nos vermos desapontados, indignados ou temerosos com as atitudes e ações de alguém. Ao invés de primeiro gritar e esbravejar, por que não refletir com bom senso no que vai ser dito? Por que não dialogar mesmo sabendo que isto pode ser inútil? Porque às vezes podemos nos enganar com as pessoas e elas podem não ser tão más e incompreensivas quanto julgamos ou seus atos nos fazem ver. O acordo conversado com a devida empatia e discernimento pode garantir resultados satisfatórios ao querer se alcançar um objetivo que envolva a mudança de comportamento de outra pessoa, até em casos nos quais se exija uma aceitação de normas, princípios, obrigações de sua parte.
Quando entramos carrancudos, com a cara fechada, isto já gera uma imagem, uma expectativa de negação, de "fechamento" e retraimento; ao entrarmos em um ambiente com bom humor, alegria, ao sermos positivos, sem o carrancudo pessimismo e derrotismo que muitas vezes nosso pensamento e interpretação submete as situações e fatos da vida, somos mais felizes conosco mesmo e, provavelmente, com os demais.
Sorria ao entrar na sala, ao começar seu dia de trabalho, ao rever seus amigos. Sorrir pode libertar e encurtar tantos caminhos e palavras, além de fazer muito bem à saúde. Sorria com o rosto, com a boca, com som, com vontade, sem medo e preguiça, sorria com dentes escovados, sorria com suas palavras e amabilidade, sorria com suas roupas, sua postura, seu comportamento, fazendo bem às pessoas, sorria como se fosse o último e melhor dia. Alegrai-vos sempre, diz a bíblia. Obviamente, existem os dias e situações difíceis, mesmo assim, com otimismo, força de vontade, fé e com a ajuda de todos nos quais você plantou ternura e afeto é possível encarar com mais forças e sem um desespero assassino as suas dificuldades.
Há tanto a falar, mas espero que este bocadinho alcance alguém, pelo menos uma pessoa em algum dia.

terça-feira, 23 de maio de 2006

Retrato de um a vida I

Já procurou aquecer as pessoas que estão com frio? Já procurou entender por que elas estão com este frio? Ou se isolou delas para lavar as próprias mãos? Estão todas elas crucificadas pelo desprezo, pelo isolamento, pela rejeição. As escórias leprosas, que já não são mais parte de nossa família, nosso sangue, nosso povo. Fez-se de cego para não querer ter qualquer responsabilidade? Não estendeu as mãos para não ser contaminado? Não há nenhum cobertor por perto? Um que não esteja usando? Algum que esteja encostado? Já não consegue entender o olhar dos pedintes, dos carentes? Não vai passar por perto para não ser mal-falado? Para não ofender teu olhar? Afinal, hoje é dia de sol, e é preciso apreciar sua beleza, e também das árvores, da sensualidade humana, pra que se importar, justo agora? O endeusamento de sua imagem não pode sofrer uma só mácula? Não pode ajudar ninguém a se levantar quando ela está caída? Quando alguém está alegre, forte e lhe visita tudo bem! Se ela lhe faz rir com suas graças, está então útil ao teu bem-estar! Se ela está triste, tem alguma palavra? Procura sentir a dor dela? Ah! Se ela se importou com você, ainda vai, né? E se ela nunca quis saber de você, se ela já te prejudicou, te desamou, então, viva! Que se dane esta alma miserável e inimiga!? É! Você se lembrou de alguém e agora foi visitá-lo num dos restos do seu tempo? Não estava nada planejado ou programado. É um pouquinho de tempo, não custará nada! E ela pensará que você se importa mesmo com ela. Na caminhada, prosseguiu em frente, fez sua parte, ninguém tem o que dizer de você. E quanto aos que começaram a caminhada com você? Muitos caíram no meio do caminho e você, por sua própria regra, não podia olhar pra trás nem de lado. Não chegaram aos teus ouvidos os gritos mudos de socorro? Não se lembrou dos que caíram pois você precisava chegar e vencer. Você chegou, no entanto, nunca começou de verdade. Quando...Estes quandos nunca tiveram importância pois foram momentos que não existiram em tua vida muito menos quiseste saber deles, dar lugar a eles em teu coração. Existiram muitas fantasias irrealizadas, muitos sonhos pelos quais você lutava intensamente e lutou a todo custo pra conquistar e muitos deles realmente conseguiu. Já para as queixas, muitos momentos de reflexão, amargura, angústia, temor, dias, meses, anos. Para a gratidão, um cartão, um obrigado, um abraço. Pronto. Estava ali simbolizada toda a tua gratidão.

Perdoe seu amigo

"Perdoe seu amigo"

Perdoe seu amigo por não corresponder às suas expectativas
Por se importar demais com suas palavras e opiniões
Perdoe seu amigo por ser confuso demais
E te chatear com suas confusões
E querer respostas que você acha tolices
E ficar triste ao ver que seus lábios pesam pra dizer qualquer coisa
Perdoe seu amigo por ser arrogante em algum instante
Por dizer palavras ou tirar brincadeiras inconsequentes
Perdoe seu amigo por nunca acertar
E ter baixa-estima
Necessitando sempre de sua aprovação
Perdoe seu amigo por não ser o amigo que você quer
Perdoe seu amigo por existir
E às vezes te incomodar pedindo conselhos e ajuda
Mendigando abraço, beijo, carinho, afeto, compreensão
Perdoe seu amigo por amar demais você
E se isso te deixou triste, perdoe-o
Perdoe seu amigo pelos erros constantes
Perdoe seu amigo por querer ouvir sua voz
Por se alegrar com sua presença
E com sua atenção, perdoe-o
Perdoe seu amigo pela insegurança
Por ele não lhe entender
E não merecer sua confiança
Perdoe-o por ele cobrar demais de você
Querendo colocar sentimentos no seu coração
Que não merecem estar ali
Perdoe seu amigo por estranhar sua falta de alegria
E se incomodar com os seus lábios fechados
Ele te perturba tanto, não é?
Nem o desprezando você consegue fazê-lo entender
Perdoe seu amigo se ele quer o melhor pra você
Perdoe seu amigo se ele ainda não sabe do grande erro
O erro de ser seu amigo
E se humilhar ainda crendo que pode
Que pode ganhar uma cadeira na sala do seu coração
Onde ali serves algum banquete
Ou passas alguma fome secreta e angustiada
Perdoe seu amigo por fazer tanta coisa em vão
Por querer sensibilizar seu coração
Ele ainda não viu que és frio
Ou viu e ainda tenta aquecer essa geleira
Perdoe seu amigo se ele te causa vergonha ou embaraço
Se ele não te dá paz
Ainda que esteja em silêncio
Por sua presença parecer um castigo
Perdoe seu amigo por ele ser quem ele é
Foi o que ele tentou ser
Errando, errando, errando
Diga assim da próxima quando abrir a porta:
Aqui jaz um amigo
"É a interpretação que damos aos acontecimentos e situações que nos leva ao sofrimento. É quando esperamos algo que nunca vai chegar. "
Rosemeire Zago
Psicóloga clínica
com abordagem
jungiana. Desenvolve
o auto conhecimento
e ministra palestras
motivacionais.

segunda-feira, 22 de maio de 2006

Miragem


Ela nunca esteve aqui! Ela falava alguma coisa E eram apenas sons Agora nada mais fala Ainda que ensaie sons guturais "Testando!. Testando!" "Oi!". "Oi!" Porque, na verdade, nunca falou coisa alguma Um monólogo sem riqueza E ainda infeliz O acaso Meu monólogo Não há nada pra falar Acho que sempre falei sozinho Ou falei com uma invenção Sou como um móvel velho Mofado Porém ainda dava pra pôs os pés Sua voz é como o vento do deserto Onde ela estava quando você gritou? Quando desfaleceu nas areias quentes? Não há pegadas dela nos passos do seu caminho Procure Será em vão e você já sabe Não há dígitos de seus dedos em lugar nenhum Nenhum cartão, nenhum objeto É a própria extensão do deserto! Que pobreza!! De repente viu-se um mar E ao se tentar entrar nele Era apenas um chão rachado Como aquela pintura que de longe reluz E ao se aproximar é apenas Manchas de tinta sem o valor esperado Mas, a força da miragem não estava no deserto Estava dentro do próprio coração Esta tinta falsa que engana os olhos

A semente da escolha


"Ele pôs uma pá de barro sobre a outra, até que surgisse no chão uma forma inanimada.
Tudo estava silencioso, enquanto o Criador penetrava em si mesmo, e retirava algo invisível. "Chama-se 'escolha'. A semente da escolha."
Dentro do homem, Deus plantou a semente divina. Uma semente dEle próprio. O Criador havia criado, não uma criatura, mas outro criador. AquEle que escolhera amar criou aquele que, em troca, podia amar. Agora, a escolha é nossa." (Max, Lucado - In the eye of the Storm).

A vida é feita de escolhas, isto é característico da liberdade. A melhor escolha é Jesus. E ele espera de cada um de nós uma resposta positiva. Ele é a melhor escolha porque TODAS AS BUSCAS NELE TÊM O SEU FIM: o amigo fiel, o que tem a palavra certa, o melhor conselho, o caminho, a verdade. O Pai, a Utopia, o Paraíso, os mistérios, o poder, a glória, a sabedoria, a ETERNIDADE, nosso ser. Amor, misericórdia, transformações, força pra vencer. Justiça, alegria, convicção. É o único que pode dizer "não chores".

POR QUE TE PREOCUPAS TANTO?

Ele convida os cansados e abatidos.
Ele liberta.
Ele acalma os corações.
Ele protege, livra do mal.
Ele ilumina na escuridão.
Todas as respostas.

Um abração.

Só jesus

Só Jesus (Léa Santana Praxedes)

Só Jesus pode ajudar-te na tua solidão
Só Jesus pode livrar-te da tua aflição
Se choras desesperado
Ele te estende as mãos
Só Jesus pode ajudar-te
E dar-te a salvação
Só Jesus responde ao teu problema
Só Jesus dá alívio ao teu dilema
Só Jesus socorre o coração aflito
Não temas
Ele há de ser contigo

Só Jesus pode ajudar-te
Se estás desanimado
Ele é o Rei dos Reis
A suprema majestade
Só Jesus foi quem sofreu
A mais forte tempestade
Poderoso, ele venceu
Confia nele e vencerás
Só Jesus pode te dar a vitória
Para ti, e tudo então será de glória
O Espírito Santo vai te consolar
E no céu tu conosco entrarás

Teatro do amor próprio


Teatro do amor próprio

Desde 2006. Seria muito prazeroso descobrir que Sarcino é um anagrama de Narciso.

Sarcino, Sarcino
(olhando-me ao espelho)
Queria muito te ver
(Com os olhos já se fechando de dor)
Queria muito, muito te dar calor
(Com as mãos sobre o reflexo)
E te amar demasiadamente
(Olhando intensamente nos próprios olhos)
Sem me desprender um só momento
(Já encostado à imagem)
Abraçar-te, meu fiel companheiro
(Já querendo chorar)
Encontrar-te sempre
(Com a cabeça baixa)
E rolar contigo pelas cordilheiras da imaginação
(Já chorando)
Voar até os mais altos céus
(Abrindo os braços)
E de lá cair no infinito
(Sentindo o calor da primeira lágrima)
Caindo, rolando por onde o acaso levasse
(Com as mãos unidas sobre o estômago)
Meu amigo, meu amigo
(Olhando pra cima, com as mãos sobre os cabelos)
Que me ajuda
(Sentindo sua imensa solidão)
Que sofre comigo
(Sentindo a dor de não ter mais pras onde olhar)
Que se alegra quando sorrio
(Abraçando seu próprio corpo)
Queria tanto ter todo poder de te ajudar
(Parando um bom momento na tela do silêncio)
E te mostrar que nunca estás sozinho
(Gritando sem nenhum barulho)
Preciso sempre de ti
(Entrando no próprio reflexo)
Eu me perdôo, eu te perdôo
(Eu me perdôo, eu te perdôo)

Ninguém chega até você por acaso

"Se Alguém Te Procura...

Com Frio... é porque você tem o cobertor
Com Alegria... é porque você tem o sorriso
Com Lágrimas... é porque você tem o lenço
Com Versos... é porque você tem a música
Com Dor... é porque você tem o remédio
Com Fome... é porque você tem o alimento
Com Beijos... é porque você tem o mel
Com Dúvidas... é porque você tem o caminho
Com Orquestras... é porque você tem a festa
Com Desânimo... é porque você tem o estimulo
Com Fantasias... é porque você tem a realidade
Com Desespero... é porque você tem a serenidade
Com entusiasmo... é porque você tem o brilho
Com Segredos... é porque você tem a cumplicidade
Com Tumultos... é porque você tem a meditação
Com Confiança... é porque você tem a fé
Com Medo... é porque você tem o Amor
Se alguém lhe confidencia segredos, é porque você possui a discrição.
Se a mágoa lhe traz alguém, é porque você tem o perdão.
Se lhe apresentam a fantasia, é porque você tem a realidade.
Quando lhe trazem versos, é porque você tem a melodia.
Quando lhe estendem as mãos sangrando, é porque você tem o remédio.
Quando alguém lhe chega com a indecisão, é porque você conhece o rumo certo.
Quando alguém lhe chega com carências, é porque você tem a ternura.
E se alguém lhe busca com dúvidas, é porque você tem a fé.
Quando alguém se aproxima com passos vacilantes, é porque você tem a firmeza.
Se alguém se apresenta com a vontade paralisada, é porque você tem o dinamismo.
Quando alguém chega com a mente confusa, é porque você tem a lucidez.
E se alguém se aproxima com os braços abertos, é porque você tem o abraço.
E, por fim, quando alguém lhe apresenta um frasco vazio, é porque você tem o perfume.
Por todas essas razões, nunca deixe alguém que lhe busca partir sem uma resposta, pois ninguém chega até você por acaso.
Ainda que você pense que nada possui para oferecer, isso não é verdade. Se alguém lhe apresenta uma necessidade qualquer, mesmo que velada, é porque você tem algo para oferecer.

Ninguém chega até VC por acaso!!!"

Autor desconhecido

domingo, 21 de maio de 2006

Vida: tantas respostas prontas, tanta falta de resposta!

Vida!
Tantas respostas
Tantas respostas prontas,
Tanta falta de resposta!
Tantas perguntas
Sempre as mesmas perguntas
Mania de perguntar
Mania de não viver
Tantas respostas já nas perguntas
Tantas respostas que entristecem
E matam, destroem a fantasia
Tantas perguntas engolidas e não ditas
Tantas respostas disfarçadas de verdade
Tantas mentiras!
Há uma imensa coragem para perguntar
Contudo, o medo parece sempre vencer
Tantas respostas perdidas no tempo
Que não mais chegarão aos ouvidos
Viraram pergaminhos apodrecidos
De um tempo completamente apagado
Tantos lábios receosos
Sedentos de uma pergunta
Uma pergunta só
Os olhos miram o chão
Porque já se acham
Mesmo escondendo,
Mostrando toda verdade
E toda mentira
As lágrimas derramadas às ocultas
E se falou de alegria
Tão perto, mas tão longe
Tão simples...tão complicadas
As respostas da vida
Muitas vezes duríssimas
Fazem perecer todo o tempo vivido
Na ilusão de um sonho
Que fez ninho em um só coração
Os segredos ocultos,
Os segredos revelados
O esconderijo
O sussurro ao vento, o uivo da alma
A respiração difícil
A porta em que não se quer bater
A luz que se evita acender
O animal que se evita soltar
A escada de que não se quer descer
O barco ancorado
As miragens passando e repassando
Brilhando e piscando
Enebriando
Não responda!
Não pergunte!
Não responda o que não perguntei!
Não evite falar!
Não procure falar!
Não diga pra si mesmo que já sabe!
Não acorde agora!
Não vá dormir agora!
Não desça do balão!
Tantos gritos no interior da alma
Tantas almas nos gritos perdidos
Quantidades, quantidades que incomodam
Tantos ecos abafados
Uma quase obsessão
A resposta sempre esteve ali
Bem ao lado
Obscurecida
Mas, é hora de acordar
Tantas respostas contraditórias
Tantas respostas
Nenhuma resposta
Nenhuma pergunta mais
Nenhuma
Morte?
Jackson Angelo

sábado, 20 de maio de 2006

Perfume do vale

GRÁFICO: Wallpaper.ru

Ainda há algumas roseiras,
no meio de tanta sarça e espinheiro
e dentre estas roseiras,
algumas ainda têm pétalas,
e em algumas destas pétalas
ainda há algumas que não murcharam,
e entre estas ainda há um pouco,
um pouquinho de perfume,
mas o suficiente
para perfumar gentilmente todo o vale
Jackson Angelo

Deus prometeu e só Ele pode dar

Se pudesse voar para a mais alta altura. Se pudesse tirar minha alma e a guiasse para o desconhecido infinito deste universo que está pra ser desfeito. Se pudesse imergir no não-entender, no simples-ser e existir. A imensidão, a luz, a cor, a negridão do Cosmos, de estrela em estrela, de forma em forma, viajando rapidamente. Se toda alegria existente e vindoura invadissem meu ser de uma só vez. Se não existisse o "se". Mas, Deus tem um sonho melhor e nos conduzirá ao cerne deste sonho. Durma e acorde sempre em paz.

Alguns pensamentos de Sêneca - NÃO ESQUECI DO BLOG

Alguns pensamentos de Sêneca. São pessoas assim como ele e tantos outros que perfumam a história com suas experiências e visões na forma de palavras imperecíveis e podem perfeitamente propiciar condições ou nos acordar para estas condições, para ter alegria de ver, viver e enriquecer nossa personalidade. Palavras que nos ajudam a existir de modo melhor e mais completo, se lhes dermos alguma atenção. Eles conseguem colocar um espelho da nossa própria alma e do mundo à nossa frente.

"Não se pode formar bom conceito de quem não tem boa opinião de pessoa alguma."
"Em diversas épocas de nossa vida somos tão diversos de nós mesmos como de outros homens."
"A virtude, se encurta a liberdade, alonga a felicidade."
"São as plantas humildes as que produzem as mais belas flores."
"Em vão procuramos as verdadeira felicidade fora de nós, se não possuímos a sua fonte dentro de nós mesmos."
"A virtude é uma guerra perene conosco por amor de nós."
"É tão fácil enganar quanto é difícil desenganar os homens."
"Ninguém nos aconselha tão mal como o nosso amor próprio, nem tão bem quanto a nossa consciência."
"A nossa consciência desmente muitas vezes os louvores que nos dão."
"Os velhos ruminam o pretérito, os moços antecipam e devoram o futuro."
"Desprezos há, e de pessoas tais, que honram muito os desprezados."
"Um século condena o outro século, como em nossa vida uma idade condena a outra idade."

sábado, 13 de maio de 2006

Momentos de verbo, momentos de silêncio


Momentos de verbo
Para cada sentido mil palavras,
Para cada palavra mil sentidos
Para cada segundo um novo caminho no pensamento,
Movimentos múltiplos da alma
As palavras correm...................correm.............
E caem dos dedos como cachoeira
No papel, na tinta, na tela,
No diálogo
É preciso falar, falar, falar
Expressar
"Expressionar"
"Expresseguir, expressentir, expressuar,
Expressaturar, expressatirizar, expressaber"
Há tanto a falar que se inventam novos verbos
E novos significados afluem ao mundo

Momentos de silêncio
Nenhum idioma que atende
Este momento que surpreende
E até entristece
Porque nenhuma palavra conhecida ou imaginária
Nenhuma sílaba, nenhum som
Conseguem dar conta
Do pensamento
É um momento contrário à torre da Babel
Pois os símbolos, os idiomas sumiram
É preciso reencontrar os pulmões, o coração
É preciso reaprender a respirar e a sentir
Reaprender o aprender
Revisar
Olhar pro que sempre me fiz de cego
Escutar aquele estrangeiro
Cujos idioma e mímica desconheço
Nenhuma música, nenhuma companhia
O momento é dele:
Silêncio!

É certo que se faz silêncio enquanto se fala
Falamos silenciando, silenciamos falando

Quando se oculta algo, decerto existem tabus e termos proibidos. Não é difícil reconhecer coisas que vivenciamos sozinhos, sofremos sozinhos, nos regozijamo sozinhos, por escolha e imposição muitas vezes só nossas. Existe medo de rejeição, medo de machucar. Ah! Esse histórico medo da dor que acompanha fielmente a vida...Todo livro tem um processo próprio de "parto". Quando está aberto não mostra totalmente todo seu processo. Por isto, o silêncio como os vulcões por vezes entra em erupção e lança lavas pesadas de dentro da voz da alma.

"Não existiria som se não houvesse o silêncio (Lulu Santos)"

Jackson Angelo

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Vamos fazer Ginástica?! Um, dois, três...


Amigos, estou fora de forma.
Que tal fazermos uma ginástica todos os dias pela manhã???
Vamos lá: 1, 2, 3...

Ginástica para a cabeça:

Incline-a em adoração.

"Então o homem encurvou-se em adoração ao Senhor "(Gn.24:26),

Ginástica para mente:

Exercite-a com idéias construtivas.

"Finalmente, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo que é nobre, tudo que é correto, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se houver algo excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas" (Fp.4:8).


Ginástica ocular:

Veja só o bem em seus semelhantes

"Nada façam por ambição egoista ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos "(Fp.2:3).

Ginástica respiratória:

Respire a atmosfera de paz, amor e felicidade

"Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito. Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viverem em paz, como membros de um só corpo" (Col.3:14-15).
Ginástica auditiva:

Escute a voz de Deus

" Aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz." (Jo.8:47).

Ginástica para o coração:

Irradie sentimento de amor

" O amor deve ser sincero.Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom"(Rm.12:9).

Ginástica para língua:

Fale palavras edificantes e criativas

" Seja o seu sim, sim, e o seu não, não; e o que passar disso vem do Malígno" (Mt.5:37).

Ginástica facial:

Sorria, sorria, sempre!

" Alegrem-se sempre" (1Tes.5:16).

Ginástica para mãos:

Una-as diariamente em oração

" Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem iras e sem discussões" (1Tm.2:8).

Ginástica para os joelhos:

Dobre-os em oração, para se tornarem flexíveis

" para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra" (Fp.2:10),

Ginástica para pernas:

Ande humildemente pelos caminhos do Senhor

" Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratiques a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com seu Deus "(Mq.6:8).

Um poucochinho fora de mim

Resolvi fazer downloads de mim mesmo na vida real. Assim, me despluguei um poucochinho da net.


Resolvi queimar resquícios do que não era EU e estavam sobre mim, em mim, fiz um upload para minha lixeira, deletei muitos arquivos inválidos da minha memória.

Foi só um poucochinho de tempo e sinto-me vivo.

sexta-feira, 5 de maio de 2006

"Eu não sou juiz de ninguém"

"Eu não sou juiz de ninguém", foi o que minha orientadora, Sandra Regina, no projeto de conclusão de jornalismo me disse quando eu fazia referências a mim mesmo e ao meu procedimento, lamentando-me pelo tempo perdido em lhe entregar as pesquisas, e parecendo querer entender e expressar o que podia se passar na cabeça dela. Isto é, eu estava julgando o seu julgar. "Eu não sou juiz de ninguém. Não posso me colocar nesta posição e dizer que você fez isto e aquilo, é isto e aquilo, você tem seus problemas pessoais, tem suas circunstâncias. Eu tenho que lhe respeitar, procurar lhe entender", Sandra completou. A palavra para ser boa não precisa ser grande. Bastam poucas palavras. E até hoje eu fico ainda surpreso como ainda esboço uma tendência a julgamentos, sempre do pior modo, com desconfiança, insegurança e intranquilidade. Interessante notar como as pessoas com que trato diariamente sempre se sentem receosas, preocupadas com o julgamento alheio, frases do tipo: "Por favor, vá desculpando os erros de ortografia", quando alguém lhe entrega uma poesia, um texto, uma carta, algo que ela criou; "Não olhe pra minha roupa, eu não tive tempo de me trocar direito, estava tão ocupada". "Por favor, não me leve a mal no que eu vou dizer". E os pensamentos: "Não posso ir com esta roupa, gosto muito dela, mas está tão decotada". "Ai! se alguém me vê com este traje justo aqui!"; "Puxa! o que vão pensar de mim, eu conversando com uma prostituta! Ela se aproximou de mim! O que eu podia fazer?". "Caramba, sou um homem de bem, não posso ter amizade com esse cara: ele é gay! Vão pensar o quê?"; "Já faz tanto tempo que não falo com aquela pessoa, acho que ela pode até pensar que eu não gosto dela, que ela não tem importância pra mim."; "Amigo, foi o melhor que eu pude comprar, se eu pudesse comprar algo melhor, lhe dar algo melhor, eu o compraria."
Mas, quando eu tirei de mim toda responsabilidade de julgar, eu passei a me sentir muito mais leve, verdadeiramente libertado. Obviamente, existe a responsabilidade de um julgamento crítico, coerente, correto, mas toda justiça, nisto acredito intensamente, deve ser feita com muita misericórdia, pois esta NATUREZA QUE NOS DOMINA e que tentamos (se alguém tenta...) dominar e de que somos feitos é bem conhecida nossa (até que ponto? ela nunca nos surpreende?)!
E foram poucas palavras! Como um alimento que mastigamos por horas, dias, meses, toda vida...
Há tantas coroas postas sobre as cabeças!
Neste momento, só preciso dos meus cabelos.

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