sábado, 18 de agosto de 2007

Eu Sei Que Vou Te Amar

Se você ama alguém, aproveite. Falo de qualquer um: do avó, da tia, do primo, do vizinho, da mãe, do pai, dos irmãos. É legal verificar em nosso coração a quem amamos de verdade, como estamos exercitando este amor.
Já decidiu que vai amá-lo? Aproveite bem, pois o amor alegra o coração profundamente. Ainda não decidiu? Não perca tempo!!
Já esqueceu de ter rancor, de se sentir magoado, de relembrar coisas que não vão te levar a lugar nenhum? Aproveite o momento agora.

Nenhum palácio suntuoso pode te alegrar se as pessoas que te amam não estiverem por perto, presentes, atuantes.
Móveis, cortinas, ouro, roupas, aviões, carros não amam, não conversam, tanto faz se for você ou qualquer outra pessoa o seu possuidor. Nenhum caviar, nenhuma marca famosa, adorada. Porque o importante mesmo é ser amado de verdade.

Já prestou atenção na ATENÇÃO voltada aos que lhe amam? Eles estão com problemas, precisando de uma mão pra se levantar? Estão cansados? Planejou um passeio, uma aventura para alegrar os seus dias. Planejou estar face a face, com vontade e com a alma, não apenas geograficamente circunscritos a um mesmo prédio?
Já deixou de lhes expor seus defeitos e trazer à tona os fatos tristes do passado? Tem procurado aproveitar cada instante ao lado deles?
Um dia pode ser muito tarde. Mas, aproveite bem o momento agora.
Mais do que nunca, SEMPRE:
"É PRECISO AMAR AS PESSOAS COMO SE NÃO HOUVESSE AMANHÃ.


PERFUME E ALEGRE COM FLORES O DIA DE CADA UMA DELAS



E
u Sei Que Vou Te Amar

Tom Jobim e Vinicius de Moraes

Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida, eu vou te amar
Em cada despedida, eu vou te amar
Desesperadamente
Eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Pra te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida

Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer
A eterna desventura de viver
À espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida

domingo, 29 de julho de 2007

MEU PRÓPRIO SEQÜESTRO

Edward Hopper - Night Shadows

M
EU PRÓPRIO SEQÜESTRO

Esta noite não vai terminar do mesmo jeito
O tempo não vai existir
Pois vou te sequestrar
Vou entrar como redemoinho e derrubar toda as paisagens ao teu redor
Vou surgir como leão à espreita d o desejado alimento
Vou reduzir os céus e o inferno a fogo
Ninguém vai entender, eu sei
Vão criticar, atirar-me pedras
Só que esse história apenas eu bem conheço
Este dia...mal consigo crer e imaginar
Não vou me lamentar mais, vou ir adiante e batalhar selvagemente
Deste dia não vai passar
Sim! Eu mesmo, eu mesmo, eu mesmo!
Vou te pegar pelas mãos e te arrancar deste chão sufocante
Em que enfincado estão teus pés como raízes que rasgam profundamente o solo
Eu vou te fazer ver as asas que recusas ver
E já posso te ver voando, cultivando e descobrindo o teu próprio amor pela vida
Vou trovejar no teu céu e lançar raios assustadores
Vou trazer escorpiões, serpentes, dragões
E, então, já posso te ver aprendendo a lutar, perder e vencer
EU VOU ME REFAZER

domingo, 8 de julho de 2007

O CONSOLO DA NATUREZA

Spring Thing (Dan Young)

A natureza me consola
O sol me consola
O ar, o verde das folhagens, o azul do céu
Os pássaros, o horizonte,
Tudo o que não pensa nem julga
Porque a árvore faz sombra pra qualquer um
Independente de quem alguém é, do que alguém tenha feito
E ela frutifica pra qualquer ser, seja gente, bicho, bom ou mau
O ar existe pra todos os que precisam dele
O ar existe pro cachorro do mesmo jeito que existe pro gato, pro rato
Seja quem for
O mar me consola, porque não me cobra taxas
Não me faz exigências injustas
Ficamos em comunhão, fotossintetizamos alegria
Posso sentir seu calor ao mergulhar
E me embevecer com sua limpidez, seus seres estranhos
Posso ouvir o marujar das suas ondas
E eu sei que preciso amá-los de verdade
O chão onde piso me consola na árdua caminhada
Ele está onde está pra ser pisado
E isto pra ele é honra, não é humilhação
O cantar das cigarras, dos sapos, eles cantam sem parar
E seu cântico me consola os ouvidos
Eles cantam por cantar, não importa o que aconteça
Quando amanhecer eu vou atrás deles, pois sempre sei onde estão
Vou abraças as árvores, as galinhas, os cachorros
Vou dançar no chão, rodopiar sob o sol
Vou cantar com as ondas,
Comer ar, ar e mais ar
Eu sei que eles vão me consolar
Sem precisar pensar, sem precisar medir, sem precisar julgar
Jackson Angelo

sábado, 16 de junho de 2007

UMA SOMBRA DA HUMANIDADE


UMA SOMBRA
Uma sombra que insiste em seguir uma imagem que lhe abandona
Uma sombra que come de esmolas, de assassínios, se alimenta das podridões
Fuma, bebe, se droga, dialoga com todas as maldições já feitas na Terra

UMA IMAGEM
Uma imagem que a luz rejeita e perpassa como se nada estivesse na sua frente
Uma imagem nefasta, maligna, sem vida
Belíssima, maquiada de vaidades e ilusões
Porém, morta

PREENCHIMENTO

PREENCHIMENTO

O poder da raiva, da ira, eu as conheço! Minha língua como as conhece! A angústia se apodera do peito, inquieta, declara guerra, envia aviões, tanques destruidores, explode bombas sem piedade, esmurra, humilha, apouca, despreza, fere. A angústia arde e entristece. Nada presta!
O preenchimento do amor é bem diferente. Confrontando estas duas sensações, estes dois poderes da alma, posso dizer que prefiro estar cheio de amor. Quando se diz com inteireza de coração que se ama alguém, quando este sentimento é verdadeiramente cultivado e vivido coisas tão boas acontecem! Digo isto, porque comigo funcionou muitas vezes.
Amor, amor, amor!
É bom amar. É necessário amar. É como fazer respirar a alma. Por outro lado, amar é dificílimo de aprender. A vida e o tempo me mostraram que para aprender a amar tenho antes que aprender a superar imensas barreiras, principalmente do ego. É preciso aprender a insistir, a esquecer mais o que é doloroso e injusto, a valorizar o mais essencial, a perdoar contra o próprio entendimento. Pela própria natureza do amor, pode-se dizer que quem ama dificilmente desiste. E nunca desiste de tentar, de recomeçar, de dar a mão. Tive que reconhecer que não é construtivo perder tempo duvidando de mim mesmo, duvidando do poder do amor. Quem consegue aceitar um convite responsável para o aprendizado do amor, certamente, vai experimentar sofrimentos, mas, se houver insistência, os regozijos pessoais, espirituais do amor não têm comparação.
Inúmeras situações e fatos podem levar o coração a querer desistir das pessoas, dos sonhos acalentados, causando nelas um agressivo distanciamento, de tal modo que se cria uma profunda e amargurada dificuldade de dizer "Eu te amo"! Mais até: o amor pode se transformar em ódio.
É inegável que qualquer um pode se enganar com as pessoas e com seus próprios sentimentos. E também é verdade que existem homens e mulheres hipócritas, pessoas que preferem a traição à fidelidade, se entregar ao fascínio das aparências às virtudes do respeito e de um relacionamento pleno e bem definido. O que exige de cada um cautela nas suas escolhas e ações. Cria-se o terreno ideal para o florescimento de um crescente medo de errar, de decepcionar, de se dar e não ter retorno, e ainda sofrer por se sentir injustiçado, por ter dado e não ter recebido o que se imaginou, a não ser ingratidão e muito desamor.
A experiência adquirida com os dias e situações vividas permite reconhecer que é preciso que isto (o medo, a desconfiança) seja bem administrado e superado no que ele tem de irreal e exagerado, pois o amor é essencial ao viver. O medo da verdade, de se expor, de se revelar claramente e o medo de perder o ser amado pode conduzir a mentiras. Se for dado crédito às desconfianças, e se a tentação de mentir for maior que a sinceridade, as mentiras cumprirão um papel de trazer maior sofrimento e ilusão, desde o momento em que começam a alicerçar qualquer relação, até o momento em que elas são desmistificadas.
Quem ama sente que tem que aprender a ter coragem e paciência. Coragem de esperar o melhor momento, de sofrer nas horas necessárias, de ser sincero, de não dar lugar a sentimentos vãos, vis e egoístas, sem nunca perder a auto-estima.
Praticamente todo tempo, o ego espera receber, mas dá muito pouco, insuficientemente em relação ao que espera, ou ainda quase nada. Ou pode dar muito, muito mesmo, todavia como se estivesse negociando com o coração das pessoas, esperando mais do que gratidão: ele quer ser ovacionado, quer ser mais amado do que aqueles que nada ou pouco dão a quem ele tanto se dedica.
Com o passar dos anos, eu consegui enxergar que é melhor ter o coração revestido de amor. Assim, decidi enfrentar abertamente esta batalha, decidi aprender a amar, a educar meu coração para viver mais de acordo com as virtudes necessárias ao amor. Certamente, lutando contra a força da amargura, contra a violência dos remorsos, das angustiantes lembranças de erros e comportamentos mesquinhos que o juiz do coração teima em recordar. A partir destas recordações, que ferem profundamente, o coração tenta nortear o meu modo de ser, de pensar, de viver, emitindo palavras de guerra, de sangue, de fúria. Isto não traz paz. O amor precisa de paz para florescer e frutificar. Digo paz não como sossego, falta ou ausência de problemas e decepções. Penso na paz como o movimento do coração em direção ao que lhe é agradável, quando ele traz à memória o que for edificante, que dá alegria e vontade de viver. De esquecer e desprezar o mal, sem cometer o absurdo arrogante de se tornar uma caixa de pancadas e aceitar passivamente a maldade.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

DIÁRIO DE UMA NOVA TERRA, PARTE 1 - DE ZEUS AO HOMEM VOADOR

DIÁRIO DE UMA NOVA TERRA, PARTE 1 - DE ZEUS AO HOMEM VOADOR

Em um futuro distante, vive-se pacificamente na Terra. As nações caminharam para um único governo, que aboliu paulatinamente as diferenças de classes e distribuiu com justiça e equidade as riquezas do planeta. As doenças foram todas eliminadas. Ninguém mais adoecia ou nascia com disfunções físicas de qualquer espécie.
As diferentes etnias co-habitavam e coexistiam com harmonia e respeito. Houve um processo educacional de conscientização de cada ser humano do seu próprio valor. A humanidade maravilhada se entregava de corpo e alma, empenhando-se para avançar contínua e crescentemente no projeto de melhorias do planeta em nível social e humano.
Alcançou-se um padrão de riqueza jamais sonhado. Educação, saúde, alimentação, transportes, lazer, política, ciências, tecnologia, nunca se experimentou tanto progresso em uma revolução nunca antes sonhada.
Os robôs faziam praticamente todas as tarefas braçais e que exigiam sacrifício humano. Restaram aos homens atividades intelectuais e serviços que não exigiam muito da mente e do corpo humano. O trunfo de toda esta glória foi a criação de um chip eletrônico microscópico que passou a ser implantado no cérebro dos recém-nascidos e que auxiliavam no seu processo de aperfeiçoamento. O chip foi batizado de Zeus. O implante era feito secretamente. Em pouco tempo, os seres humanos com o chip implantado já eram maioria, até que as gerações anteriores ao chip desapareceram naturalmente com a morte.
Além do aumento impressionante do QI, Zeus coordenava todas as funções físicas e cerebrais, inclusive monitorando o corpo e destruindo microorganismos nocivos. Uma das funções mais audaciosas do chip foi o controle ético da mente, tornando possível a aniquilação dos processos denominados de loucuras. Loucura era tudo o que dificultava o relacionamento do indivíduo consigo mesmo e com os outros indivíduos.
Uma das grandes vantagens de Zeus foi a eliminação do envelhecimento das células. Agora, todos podiam viver mais e melhor. Não havia mais a velhice, com suas fraquezas, debilidades, e decadência estética. A prova mais cabal da eficiência de Zeus foi o aumento significativo da expectativa de vida, desta vez sem uma primeira possibilidade de cálculo, posto que, após mais de 500 anos, os novos seres humanos ainda não haviam morrido. A vida sexual ativa também não encontrava limite.
A humanidade estava feliz com estes avanços, contudo queria mais. Muito mais. Os cientistas não poupavam esforços para encontrar meios de aumentar a força muscular e a resistência do corpo e da pele aos agentes físicos. As pesquisas logravam êxitos incríveis: foram criadas novas tonalidades de cabelo, de pele, de cor dos lábios, dos olhos, dos pêlos do corpo. A força muscular foi quadruplicada com melhorias na estrutura física e óssea que possibilitaram um aumento espantoso da velocidade.
Um dos grandes palcos para exibição desta sublimação estético-funcional eram os jogos olímpicos. Embora, com um único governo, foram preservadas as identidades nacionais do planeta. Assim, cada país enviava seus respectivos atletas e as competições eram duríssimas, com demonstrações de técnica, velocidade e força que levava o público ao delírio.
No controle de todos os chips estava um super-computador autônomo, também chamado Zeus. Contudo, a humanidade não estava ciente de sua existência. Zeus lapidou dia após dia a mente humana, conseguindo eliminar de cada indivíduo sentimentos negativos, como depressão, inveja, roubo, assassinato, perversões sexuais e sociais. Zeus tinha controle absoluto da mente e do comportamento de todas as pessoas. Ele era praticamente onisciente, pois estava ativamente presente em cada cérebro humano.
Nenhum pensamento, nenhum sentimento, nenhum planejamento, idéia, nada escapava ao seu conhecimento e domínio, antes o próprio Zeus coordenava as ações pessoais, preservando características individuais e coletivas, segundo parâmetros estabelecidos desde o seu planejamento. Assim, Zeus se reproduzia em cada pessoa, tornando cada ser humano um reflexo de sua própria identidade.
Todos viviam felizes. Os nascimentos foram pouco a pouco reduzidos até se chegar a um patamar previamente definido. A taxa de natalidade era controlada consciente e voluntariamente por toda a população mundial. As religiões e demonstrações de fé, de crença em coisas invisíveis, foram apagadas do imaginário humano. Em pouco tempo, a religião virou uma página virada da História. Não havia mais necessidade de crer em algo maior como fonte de eternidade, felicidade, superação de problemas pessoais e físicos.
A sede do governo ficava um ano em cada país, como forma de demonstrar a sua universalidade. O governo era representado por um membro de cada nação e todos tinham igual representatividade. O governo mundial se reunia semanalmente no Conselho de Liderança Mundial (CLM). Um dos grandes projetos do CLM foi a produção de estruturas físicas (corpos humanos) com resistência ao fogo, ao frio extremo e com possibilidade expansão de novos membros no corpo.
Voar sempre representou um sonho e ideal humano, baseado neste ideal, o CLM projetou, aliando células humanas e animais, especificamente de águias, um conjunto de asas capazes de ser naturalmente desenvolvidas no corpo humano.
Os primeiros seres humanos voadores foram anunciados e exibidos para todo o mundo. Eles saltaram do Himalaia e voaram centenas de quilômetros até pousarem no solo. O inconveniente é que as primeiras asas pesavam e dificultavam a vida social dos homens voadores.
Em questão de vinte anos, o CLM conseguiu desenvolver um novo projeto de asas, baseado nas células 21567 (número do projeto do CLM que dava nome aos novos benefícios). Agora, as células humanas possuíam imunidade à dor e tinham capacidade de se multiplicar, dividir, aumentando o tamanho do corpo proporcionalmente à necessidade biótica do momento. Assim, as novas asas apareciam e desapareciam conforme a vontade do homem-voador.
O CLM não pretendia ver limites para os seus experimentos e benefícios ao corpo e à sociedade humana. Seu mais audacioso projeto agora pretendia dar alguma inteligência humana aos animais. Zeus queria o domínio absoluto do planeta e queria todos os seres interligados nele.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

AMOR CONTRA TUDO


Contra as normas
Eu te amo
Acima de todas as dúvidas
Acima de todas as certezas
Eu te amo
Sem nenhuma racionalidade
Sem qualquer tipo de possibilidade de controle
Eu te amo
Contra todo os dogmas de todas as fés
Eu te amo
Contra as formas de governo
Contra toda Educação e Ética
Eu te amo
Insana e loucamente
Sem nunca ter te dito
Sem nunca poder te dizer
Eu te amo
Contra todas as forças
Contra toda resistência
Eu te amo
Contra todos os deuses e demônios
Acima do bem e do mal
Fisicamente, eu te amo
Quimicamente, eu te amo
Linguisticamente, eu te amo
Psicologicamente, eu te amo
Filosoficamente, eu te amo
Acima de tudo o que é saudável
Acima de tudo o que é mórbido
Eu te amo
Jackson Angelo

MVGROUP - EDUCAÇÃO EM P2P


Quer ter e gravar os documentários da BBC? Se sim, cadastre-se em http://forums.mvgroup.org (FÓRUM EM INGLÊS, GRATUITO E EXCELENTE DE COMPARTILHAMENTO DE ARQUIVOS EM TORRENT). O acesso é gratuito e feito através de senha e nome de usuário, conforme determinado no cadastro.
Os arquivos são fundamentalmente releases da BBC, famosa pelos seus documentários educacionais, retratando assuntos e curiosidades cientifícas.
Os arquivos são em ingl|ês, contudo há opções de legenda em vártios idiomas, alguns em português. A velocidade do download é muito boa, e a qualidade dos vídeos é excepcional, geralmente *avi.


terça-feira, 12 de junho de 2007

O CONTO DAS ROSAS


SEM NOME, SEM DATA, SEM PRESSA
Ano de 2000/Atualização 2007.

Há um instante em que até a luz não ilumina
E a mão do amigo em nada nos sustém
Em que a força e o poder da dor é maior do que qualquer alucinógeno
As primeiras perguntas são muito mais fortes do que toda as respostas
E prosseguindo sem resposta, as questões se multiplicam
E com elas as dores se avolumam, se agigantam e aterrorizam
Nenhum consolo afasta a tristeza densa e a angústia
Um instante impossível de ser nomeado
Andei nos meus tropeços e caí muitas vezes
Um instante destrutivo como o explodir do Cosmos em um só ponto
Por conta da fragilidade do ponto, não da grandeza do ser que explode
Eu me sinto este ponto
Sem importância, minúsculo, retirado, distante, um simples ponto
Que só tem alguma vida junto de bilhares incontáveis de outros pontos
Quando se forma a areia, só como multidão minha existência é compreendida
E quando a areia vira lama não posso reconhecer que estou fisicamente vivo
Cada segundo é estar sozinho, ilhado e frustrado
O outro dia assusta: renovo de uma visão má, um pesadelo atormentador
O outro dia é uma um andar em círculos no tempo
Acordar é ter em mente que vou nadar contra a corrente
O vento seco, qual cão de guarda do exército inimigo, já bate à porta
Ao sair, ele me já me empurra pra trás
O vento da adversidade
Só me deixaram um metro quadrado de terra
E alguns trapos pra cobrir minha nudez
Servi de alegria quando andava meio que bêbado
Era o meu cansaço e não embriaguez
Neste instante estou preso
E ninguém vê as correntes, porque são a minha própria situação
Um instante em que a existência se cala ainda mais
E o que ela ainda pode representar?
Contudo, ainda tenho um jardim bem pequenino
E com minhas lágrimas, carinho e cuidado
Ainda rego algumas plantinhas
Há alguns que passam e pisam minhas flores,
Dão murros, coices, jogam pedras, mas não matam minhas sementes

Quando, por fim, nasceram as primeiras rosas
Eu chorei novamente, mas de alegria
Eu senti seu perfume, senti a vida de suas folhas
E pude mostrar que cultivar flores é melhor
Eu tinha o metro quadrado mais lindo de toda cidade
Generosas, as rosas nasciam cada vez mais lindas
Eram a alegria agora de quem passava
Comecei a vendê-las e elas ganhavam fama

Por ganância, tornaram a derrubar o meu roseiral
E covardemente me expulsaram do meu metro quadrado
Tentaram plantar novas rosas
Mas, elas morreram uma a uma
Assim, fracassaram os meus ladrões
Incansável, tornei a plantar esperança
Pois muitos sentiram falta das minhas rosas
O meu metro me foi devolvido pela comunidade
Tornei a respirar fundo
Consegui extrair forças do fundo da alma
Mesmo antevendo como longa e árdua a estrada
Não recusei o trabalho e a paciência
E agora muitos esperavam ansiosos pelas rosas

O perfume já preenchia o ar da cidade
E seus habitantes sentiram que o perfume voltou
Agora, já não sinto tão forte a solidão
Porque através das minhas rosas fiz boas amizades
Sabe por quê não destruíram minhas rosas?
Porque elas não estavam em minhas mãos
Estavam dentro do meu coração
Agora se espalham com o vento
Em todas as direções
Sinto, finalmente, o vento ao meu favor

Um instante em que olho das montanhas
E contemplo minhas plantações
Iluminadas pela fidelidade do sol

segunda-feira, 4 de junho de 2007

SÚPLICA DE FÉ


A poesia "Súplica de Fé", de autoria de Gláucia F. Lima, foi publicada no extinto jornal "Levando a Semente" (Joles), em 05 de dezembro de 2003. O Joles era uma publicação oficial da Igreja Assembléia de Deus de Cabedelo, do qual eu fazia parte, e era realizado com doações de alguns pequenos lojistas da cidade. O nome do jornal foi dado pelo saudoso pastor João Fernandes Praxedes, falecido em 2006.


SÚPLICA DE FÉ

Ah! Senhor, aumenta a nossa fé
Esta fé que faz milagres
Que vê o impossível acontecer
Ah! Senhor, aumenta a nossa fé
Para que possamos ver além do invisível

Quando a fé falta
O sofrimento aumenta,
As dores traspassam o nosso ser
Ficamos como desvanecidos
Em meio ao mar de lágrimas
Ah! Senhor, aumenta a nossa fé

Socorre-nos, Senhor!
Quando a fé chega
O coração triste fica alegre
O fraco fica forte
O mudo fala, o paralítico levanta
O cego vê, o coxo anda

Ah! Senhor, aumenta a nossa fé.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

ESPELHÓTICA: CABELEIRA E IMAGINÁRIO


Segundo o Dicionário Rideel de Mitologia, "em todas as épocas, a cabeleira sempre desempenhou um papel importante no imaginário humano. Era dotada de uma força sobrenatural e de poderes mágicos: as Erítrenas fabricaram uma corda com seus cabelos para puxar pela praia uma canoa que levava a estátua de Héracles. Íris tinha por função cortar o cabelo fatal das mulheres destinadas à morte. As egípcias sacrificavam sua cabeleira aos deuses-rios. Os adolescentes gregos ofereciam seu primeiro cabelo seu primeira pêlo a Apolo. Os lacedemonianos perfumavam seus longos cabelos antes de irem à guerra. Na Índia antiga, o brâmane praticava nas mulheres grávidas o ritual do risco do cabelo: no terceiro mês de gravidez, a cabeleira era dividida em duas partes simétricas, com o auxílio de um pêlo de porco-espinho com três anéis brancos.
O penteado dos deuses era escolhido em função de suas atribuições; as deusas do amor e da beleza tinham cabelos longos; Hermes e Ares tinham cabelos curtos e ondulados; Hefaistos, Héracles e a maioria dos heróis tinham cabelos curtos e crespos. Os cabelos de Poseidon eram longos e despenteados, os cabelos de Pã, dos Sátiras e dos Faunos eram rudes e abundantes. A cabeleira de Medusa, das Erínias e de outros monstros fêmeas era feita de serpentes..."
Segundo algumas tribos indígenas do Brasil, o cabelo é um prolongamento da própria alma. Eu concordo, certamente tomando alma como identidade: quem não se sente outra pessoa ao mudar o corte do cabelo ou a forma com que se é penteado, adornado e moldado? Não, não! Esse outro é uma possibilidade real que a mudança no visual do cabelo pode proporcionar. Eu já começo a ser outro quando me olho e me aprovo, eu poderia até me paquerar se eu não fosse eu mesmo. Um prazer irresistível, da qual nem a luz escapa, principalmente quando o valor dessa mudança menospreza os próximos trinta dias do mês no bolso.
O espelho diz isto!! Quando aprendemos a interpretar bem, um espelho, dificilmente será necessário o auxílio da opinião alheia. Certamente, é decisivo agradar o outro e muito do que é vaidade e ético leva mais em consideração o outro do que a própria identidade (opinião minha). Pode-se correr o perigoso risco de se tornar uma extensão de outra pessoa.
Esta tensão de agradar não só o espelho, o eu, se estende também aos outros:
"Quero ser admirado, quero que me achem bonito. Quero causar muita, muita inveja. Definitivamente, quero ser invejado e imitado. Só existe uma possibilidade que não suporto: alguém pode ficar melhor do que eu!!!! Espelho, espelho meu, diga se há alguém mais bonito do que eu? Tome cuidado, espelhinho querido! Eu sei que você mente e sei quando e como você mente.
Na sociedade atual em que impera a força do nascisismo, egoísmo e materialismo, a estética sobrepuja a essência, a beleza fica acima do bom carácter (se é que em outras eras, os valores espirituais preponderavam, acho que sempre houve muito falso moralismo). O carácter nem chega a ser critério.
O cabelo sempre foi elemento de extrema importância na construção do visual, que reflete nossa identidade, nosso modo de ser, enfim, os cabelos fazem parte do nosso processo de comunicação sem palavras. Digo isto sem nenhum compromisso científico, mas como um cidadão comum, que vê e sente limitada e desarmadamente a sociedade.
Queremos sonhar, queremos ter a melhor vida possível, não queremos que os heróis das novelas sejam pobres e, se forem, que sejam bonzinhos e alcancem a felicidade através do enriquecimento material. Queremos ter um cabelo que corresponde à nossa identificação.
O valor que se dá aos cabelos muda de uma época para outra, de um lugar para outro, de uma religião para outra, de uma cultura para outra, de uma idade para outra, de uma ideologia para outra, e por aí vai. Até chegar no valor particular algumas normas e costumes sociais podem ou não ser obedecidos.
Em alguns países de religião muçulmana, a mulher não pode expor os cabelos, porque são sagrados, apenas o marido tem este direito. Elas usam um véu conhecido como hijab. No Irã, segundo reportagem da BBC, já é apontada uma abertura neste sentido, as mulheres já podem expor o rosto e parte do cabelo, podem ainda mudar a cor do véu que cobre o pescoço e a cabeça, etc.
Na maioria das denominações evangélicas, como Igreja Batista, Betel, etc., a mulher não pode ter o cabelo curto, noutras nem cortar é permitido, como na Igreja Deus é Amor, do Missionário David Martins de Miranda; em muitas delas para o homem é desonroso ter o cabelo crescido. Isto tendo como base, entre outros, o versículo Co 11.14-15.
Nos textos bíblicos, uma variada gama de significados dos cabelos pode ser observada. É o que aponta o Dicionário Bíblico Universal, de Buckland:
"As mulheres hebréias usavam o cabelo comprido e separavam-no em certo número de tranças, que eram depois entrelaçadas juntamente O cabelo preto, entre os israelitas, era considerado como o mais belo (Ct 5.11). Os hebreus usavam o cabelo natural com certo arranjo, mas não cortado. Que as israelitas tinham bastante trabalho para dar realce à sua natural beleza, depreende-se de muitas passagens da Escritura, como Rt 3.3; SI 23.5; Ec 9.8;
Mt 6.17, onde se mostra ter sido comum o cuidado e embelezamento do cabelo, usando-se para isso ungüentos perfumados. Os apóstolos notaram a excessiva atenção prestada ao adorno do cabelo pelas mulheres do seu tempo e censuraram essa atitude (1 Tm 2.9; 1 Pe 3.3). Rapar a cabeça era sinal de grande aflição (Jó 1.20; Jr 7.29); mas pela mesma causa também se permitia que o cabelo crescesse, sem cuidarem dele. Arrancar os cabelos com as mãos era demonstração de grande e repentino desgosto. Um dos sinais de lepra era uma mudança na cor do cabelo; por isso se mandava que fosse cortado, como sendo a sede da doença (Lv 13.4,10; 14.8,9). A frase em Ct 7.5, "a tua cabeleira [é 1 como a púrpura", significa que estavam bem cuidados os anéis do cabelo. Considerava-se o cabelo a coisa menos valiosa do homem (2 Sm 14.11; Mt 10.30) mas os árabes ainda hoje juram pelas suas barbas; e, talvez jurar pela cabeça signifique o juramento pelo cabelo que nela está (Mt 5.36), (V. Barba, Calvície. ) A fim de embelezar o cabelo, recorria-se muitas vezes, aos pós; a guarda de Salomão, segundo conta Flávio Josefo, polvilhava com ouro as suas cabeças, que previamente haviam sido frisadas e perfumadas, As classes superiores, entre os medos, usavam cabeleiras; mas, conservando os assírios os cabelos em compridos anéis, é duvidoso se estes eram formados dos próprios ou de falsos cabelos. Os hebreus nunca usaram cabeleiras. A cor predileta era a preta, fazendo-se uso, algumas vezes, de diversos preparados colorantes, ou para dar mais brilho ao cabelo, ou para ocultar a idade."

Que digo eu, então? Ultimamente, os cortes femininos e masculinos estão globalizadamente massificados. Eu mesmo aderi à onda e...gostei. Certamente, não é por ser moda, mas esta onda de desconexão dos cabelos (nenhuma obrigatoriedade da linha medida, do corte matematicamente estabelecido), principalmente dos cortes masculinos, quebra eficientemente a entediante monotonia. Outra técnica atual bem favorável é o visagismo.
A técnica não é tão nova e o termo vem do francês visage (rosto). Ela procura trabalhar a estética e adequação do cabelo, assim como um arquiteto faz com uma casa: é usada a matemática para medição e organização do espaço, combinado com a individualidade e estilo de vida do futuro morador. Assim, o corte do cabelo é planejado e executado segundo as características físicas e psíquica da pessoa, visando a harmonizá-las. Acho que foi isso o que entendi. Bem, na prática meu cabeleireiro aplicou esta técnica silenciosamente, só vim saber ao pesquisar depois, e foi uma experiência bem proveitosa. Pelo menos quebrou a monotonia que sempre caracterizou o meu cabelo, desde minha tenra infância.
Esse texto ficou comprido demais pro meu gosto. Fico aqui!!!

sexta-feira, 25 de maio de 2007

O PINTINHO BOBO MOSTRA O NINHO COM PRAZER

O PINTINHO BOBO MOSTRA O NINHO COM PRAZER

Este provérbio tem como fonte Apostólio (3, 17); ele ridiculariza as pessoas que revelam irrefletidamente os seus próprios interesses.

Eric Carle (25 de junho de 1929) é um aclamado ilustrador e autor de livros infantis, muito famoso por seu livro "A Lagarta Muito Faminta", obra traduzida em mais de 30 idiomas, publicada em 1969. Eric Carle ilustrou mais de setenta livros, muitos best-seller. Mais de 71 milhão cópias dos seus livros foram vendidos em todo o mundo, segundo informações da Wikipedia.

Abaixo, algumas imagen escaneadas do livro"Does a kangaroo have a mother too?" (Um canguru também tem uma mãe?)














quinta-feira, 24 de maio de 2007

JOÃO BATISTA, SIGNIFICADO E HISTÓRIA

João é um dos nomes mais usados no mundo, assim, resolvi prestar minha homenagem a esta personagem bíblico de personalidade forte e exótica.

"JOÃO. O nome significa Graça ou favor de Deus. 1. Aparece, também, noutros lugares com a forma de Joanã. Um parente do sumo sacerdote Anás. Juntamente com Anás e Caifás ele fez inquirições a respeito do ensino dos apóstolos Pedro e João e da cura do coxo (At 4.6). E nada mais se sabe dele.
2. João Marcos, o evangelista; filho de Maria, e primo (não sobrinho) de Barnabé. Apenas cinco vezes é este evangelista mencionado com o nome de João (At 12.12,25 e 13.5,13 e 15.37). N as outras passagens é o nome Marcos que prevalece. (V. Marcos.)
3. João Batista, o Precursor. A vinda de João foi profetizada por Isaías (40.3), e por Malaquias (4.5; veja-se Mt 11.14), sendo o seu nascimento anunciado aos seus idosos pais por "um anjo do Senhor" (Lc 1.5 a 23). Seu pai Zacarias era sacerdote, e sua mãe Isabel "era das filhas de Arão". A vinda desta criança foi também predita à Virgem Maria, na Anunciação (Lc 1.36). O nascimento de João (Lc 1.57) trouxe novamente, após a circuncisão, a fala a Zacarias, que a tinha perdido, quando o anjo lhe fez saber que havia de ter um filho (Lc 1.20,64). Quanto à infância de João Batista apenas se sabe que ele "Crescia e se fortalecia em espírito. E viveu nos desertos até ao dia em que havia de manifestar-se a Israel" (Lc 1.80). E assim, embora tivesse sido consagrado antes do seu nascimento à missão de pregar e ensinar (Lc 1.13 a 15), ele só deu início à sua obra quando chegou à idade viril, depois de ter passado vários anos isolado, vivendo uma vida de abnegação. A maneira como João Batista apareceu pregando chamou a atenção de toda a gente. Seu vestido era feito de pêlos de camelo, e andava cingido de um cinto de couro, sendo a alimentação do notável pregador o que encontrava no deserto - gafanhotos e mel silvestre (Lv 11.22; SI 81.16; Mt 304).
O ministério de João começou "no deserto da Judéia" (Mt 3.1; Mc 1.4; Lc 3.3; J o 1.6 a 28). Ele pregava o arrependimento e a vinda do reino dos céus, e todo o país parecia ser movido pela sua palavra, pois vinham ter com ele as multidões para receberem o batismo (Mt 3.5 e Mc 1.5). Em termos enérgicos censurou a falsa vida religiosa dos fariseus e saduceus que se aproximavam dele UVIt :3.7), avisando, também, outras classes da sociedade (Lc 3.7 a 14); e chamava a atenção dos ouvintes para ,Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus (Lc 3.15 a 17;Jo 1.29 a 31), a quem batizou (Mt 3.13 a 17). O povo quis saber se João era o Cristo prometido (Lc 3.15); mas ele categoricamente asseverou que não era (J o 1.20).
A importância do ministério de João acha-se claramente indicada nas referências de Jesus Cristo e dos apóstolos ao caráter e obra notável do pregador. Depois de responder aos mensageiros de João (Mt 11.2 a 6; Lc 7.19 a 23), falou ,Jesus às multidões sobre o caráter e missão do Batista, declarando: "Entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista" (Mt 11.7 a 11; Lc 7.24 a 28). Mais tarde foi por Jesus, de um modo preciso, identificado com o prometido Elias (Mt 17.10 a 13; Mc 9.11 a 13); e também o batismo de João foi assunto de que Jesus Se serviu para discutir com "os principais sacerdotes e os anciãos do povo", colocando-os em dificuldades (Mt 21.23 a 27); e, pelo fato de estes judeus rejeitarem o apelo de João, fez-Ihes sentir o Salvador a sua responsabilidade (Mt 21.32). O batismo de João foi lembrado por Jesus depois da Sua ressurreição (At 1.5); a ele se referiu também Pedro (At 1.22; 10.37; 11.16), e o apóstolo Paulo (At 13.24,25). Apolo conhecia somente o "batismo de João" (At 18.25), e maior conhecimento não havia em certos discípulos de Éfeso (At 19.1 a 4).
O ministério corajoso de João parece ter alarmado Herodes, o tetrarca da Galiléia, que, segundo conta Josefo (Ant. XIII, 5.2), o considerava como demagogo e pessoa perigosa. Como João o tivesse censurado por ter casado com Herodias, mulher de seu irmão Filipe, que ainda estava vivo, lançou Herodes o seu censurador numa prisão.
O medo da indignação popular (Mt 14.5) parece tê-Io impedido de matar João Batista; mas a filha de Herodias, baseando-se numa inconsiderada promessa de Herodes, obteve a morte de João (Mt 14.3 a 12).
4. O Apóstolo João, irmão de Tiago, era filho de Zebedeu (Mt 4.21), e de Salomé, sendo esta, provavelmente, irmã da mãe de Jesus (cp. Mt 27.56 com Mc 15040; Jo 19.25). Sendo assim, era João primo de Jesus, e por isso foi muito natural que o Salvador entregasse a Sua mãe aos cuidados de João, quando estava na cruz (Jo 19.25 a 27). João era, como seu pai, pescador de Betsaida, na Galiléia, trabalhando no lago de Genesaré (Mt 4.18,21). A familia parece ter vivido em boas circunstâncias, visto como seu pai Zebedeu tinha jornaleiros (Mc 1.20); a sua mãe era uma das piedosas mulheres, que desde a Galiléia acompanharam Jesus e O serviam com os seus bens (Mt 27.56); o próprio evangelista era conhecido do sumo sacerdote (Jo 18.15), e tinha casa sua (J o 19.27). Acha-se identificado com aquele discípulo de João Batista, que não é nomeado, e que com André seguiu a Jesus (Jo 1.35 a 40). A chamada de João e de seu irmão Tiago está, em termos precisos, narrada em Mt 4.21,22 e em Mc 1.19,20. Foi ele um dos doze apóstolos (Mt 10.2, e ref.). A ele e seu irmão deu Jesus o nome de Boanerges (Mc 3.17). Na sua juventude parece ter sido homem apaixonado, de temperamento impulsivo, dando ocasião a que Jesus o censurasse uma vez por ter proibido certo individuo de operar milagres (Mc 9.38,39), outra vez por ter desejado que viesse do céu castigo sobre os inóspitos samaritanos (Lc 9.51 a 56), e também pela sua pessoal ambição (Mc 10.35 a 40). Todavia, era ele chamado o discípulo, " a quem Jesus amava" (Jo 21.20), e a quem, juntamente com Tiago e Pedro, deu Jesus Cristo o privilégio de presenciarem tantos e maravilhosos acontecimentos do Seu ministério. João pôde observar a cura da sogra de Pedro (Mc 1.29), a ressurreição da filha de Jairo (Mc 5.37 e Lc 8.51), a pesca miraculosa (Lc 5.10), a transfiguração (Mt 17.1 e refs.), e a agonia no horto de Getsêmani (Mt 26.37, e refs.). É certo que João, como os outros discípulos, abandonou o Divino Mestre, quando a viu preso; mas depois O seguiu até ao palácio do sumo sacerdote (J o 18.15), e estava presente no Calvário (Jo 19.26,27). Em companhia de Pedro visitou o túmulo vazio de Jesus (Jo 20.2 a 8), reconheceu depois o Senhor na miraculosa pesca (Jo 21. 7); e o que havia de acontecer-lhe foi o assunto de uma inquirição da parte de Pedro, sendo a resposta de Jesus mal compreendida por alguns (J o 21.21 a 23).
Depois da narrativa final do Evangelho, raras vezes é mencionado João; e então é sempre com Pedro. Foi mandado encarcerar pelo Sinédrio (At 4.1 a 19); e passado tempo, foi mandado pela Igreja à Samaria (At 8.14 a 17). Quando Paulo, pela primeira vez, depois da sua conversão, visitou Jerusalém, estava João ausente (GI 1.19); mas, passado certo espaço de tempo, ali o encontrou (GI 2.9). Provavelmente não estava naquela cidade por ocasião da última visita daquele Apóstolo (At 21.18 etc.). Tem sido crença geral entre os cristãos que ele ficou em Jerusalém até à morte da Virgem Maria, cerca do ano 48 d.C.; e que, depois de ter Paulo deixado finalmente a Ásia Menor, foi João trabalhar ali, residindo principalmente em Éfeso, e fundando diversas igrejas naquela região. Crê-se, também, que durante a perseguição de Domiciano, ou, segundo muitos, pelo fim do reinado de Nero, foi desterrado para a ilha de Patmos, no mar Egeu, onde teve as visões a que se refere no Apocalipse. Sendo mais tarde libertado, voltou a Éfeso, onde continuou a missionar até a sua morte, tendo já cem anos de idade, o que aconteceu no ano 100 (d.C.), mais ou menos. Ainda que alguns dos apóstolos foram casados (1 Co 9.5), diz a tradição que João se conservou solteiro. Jerônimo (in Gal. VI,10) conta que, quando João, pela sua idade avançada, já não podia pregar, pedia que o levassem ao templo, e então contentava-se em exortar o povo da seguinte maneira: “Filhinhos, amai-vos uns aos outros." Não se conhecem particularidades sobre a sua morte.


Extraído de:
BUCKLAND, rEV. dr. Lukyn Williams. DICIONÁRIO BÍBLICO UNIVERSAL. 15ª ed. São Paulo, EDITORA VIDA, 1999.

Agora, um extrato da Wikipedia:

O nome João tem sua origem etimológica direta no latim Ioannes que, por sua vez, é derivado do grego Ιωάννης (Ioánnis). Todavia a origem etimológica primitiva encontra-se na língua hebraica no nome יוחנן (Yôḥānān), forma reduzida de יהוחנן (Yəhôḥānān).

Versões do nome João em alguns idiomas

* hebraico bíblico יהוחנן Yəhôḥānān
* hebraico bíblico יוחנן Yôḥānān
* árabe يحيى (Yaḥyā), يوحنا (Yuḥanna)
* turco Yahya
* grego moderno Γιάννης (Yánnis), Γιάννη (Yánni), Γιάννος (Yánnos), diminutivo Γιαννάκης (Yannákis), feminimo Γιάννα (Yánna), diminutivo feminino Γιαννούλα (Yannúla)
* Latim Ioannes, Joannes, feminino Ioanna, Joanna
* albanês Gjon
* catalão Joan, diminutivo Jan, feminino Joana
* checo e polaco Jan
* dinamarquês/neerlandês/sueco Jan, Jonny
* estoniano Jaan,Jaak
* inglês John, diminutivo Johnny, Jack, Jacky
* esperanto Johano
* francês Jean, feminino Jeanne, feminino diminutivo Jeannette
* irlandês Seán, feminino Sinéad
* alemão Johann, feminino Johanna; diminutivo masculino Hans
* húngaro Ján, János, diminutivos: Jani, Jancsi
* inlandês Jóhannes, feminino Jóhanna
* indonésio Yohanes
* letão Janis
* lituano Jonas
* italiano Giovanni, Gianni, feminino Giovanna, Gianna, Ivana
* japonês ヨハネ (Yohane)
* coreano 요한(Yohan), 요환(Yohwan)
* castelhano Juan, feminino Juana, diminutivo feminino Juanita
* galês Evan, Jone, Shone, Ioan
* búlgaro Иван (Ivan), feminine Ивана (Ivana)
* russo Иван (Ivan), diminutive Ваня (Vanya), feminine Ивана (Ivana) (raro)
* croata/eslovaco Ivan, feminino Ivana
* polaco Jan, feminino Janina, Joanna
* romeno Ion, feminino Ioana

* ucraniano Іван (Ivan), feminino Іванна (Ivanna)

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JONH BAPTIST, MEANING AND HISTORY
Jonh is one of the names more used in the world, like this, I decided to render my homage the this biblical character of strong and exotic personality.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Nunca conseguirás fazer um caranguejo andar direito

Century of Progress (Arthur Ross, 1933)

"A fonte é Aristófanes (A paz, 1083), trecho em que o intérprete de oráculos Hiérocles defende desastradamente a inexorabilidade da guerra, desenterrando lugares-comuns desgastados. Essa expressão deriva de uma fábula de Esopo (319 Hausrath, retomada por La Fontaine [12,10]), em que um caranguejo pede em vão à mãe que lhe ensine a andar direito: na verdade, esse não é o elemento nodal do conto, cujo foco está no fato de que a mãe, sempre pronta a censurar o filho, não consegue dar-lhe instruções corretas. É retomada ainda em nível proverbial para indicar a existência de casos em que é impossível ensinar, como também demonstra Кαρκίνος όρφά βαδίζειν ού μεμάφήκεν, "o caranguejo não aprendeu a andar direito", registrado por Apostólio (9,50, cf. também nº 110). Às vezes não existe nenhum valor pedagógico específico, como em Кαρκίνος πορεία, "o passo do caranguejo", registrado em Appendix Proverbiorum (3,45), e geralmente em latim, sobretudo em Plauto, cf. Pseudolus, 955 e Casina, 443 (explicação da imagem, que parte do trecho de Pseudolus, está em De língua Latina, de Varrão [7,81]). Nas línguas modemas, "andar como caranguejo" indica um retrocesso: ver, por exemplo, o francês Marcher en crabe, o alemão Krebsgange, o italiano Fare come i gamberi. No Brasil se diz Pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita (para os paralelos em outras línguas, cf. Mota 164)."

Extraído de:

TOSI, Renzo. Dicionário de Sentenças Latinas e Gregas. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

Vou tentar não explicar e , sim, não me perder na falta de esperança. Um indivíduo comum, EU, tem o poder de escolher, embora as opções de escolha sejam bem limitadas e muitas vezes não deixem a menor possibilidade de proporcionar um mínimo de felicidade. Não é incomum ocorrer que muitas decisões acabam por se apoiar no mínimo de tristeza e dor que as opções parecem causar ou claramente causarão. Há situações em que não desejamos nenhuma das opções possíveis. Por exemplo, pra não ficar só no abstrato, tenho que escolher um emprego. Um emprego que garanta minha sobreviência? Sim! Mas, eu poderia escolher morrer sem trabalhar. Eu posso fazer uma escolha. Posso deixar todo mundo escolher por mim? Sim, isto seria uma escolha minha também. Até que ponto posso estar ciente ou consciente disto vai depender em muito de mim, ainda que outros tentem me acordar ou adormecer. O que é que os seres humanos não tentam (falo isto considerando o conjunto, não o indivíduo)? Se eu nascer aleijado, ou cego, e coisas assim, bem, terei que avaliar bem minha condição SE EU QUISER.
Se nascer louco, ou ficar louco? Dentro do que ele pode, alguma escolha por mais louca que seja ele fará. Certo que existem questões éticas que merecem crédito e respeito e não vou julgar nada neste momento, confesso-me despreparado.
Posso escolher não trabalhar em nenhuma profissão, ou ser sustentado pelo governo ou ser um mendigo. O que me impede? Isto vai depender de mim, do meu medo da miséria, do meu medo da morte, da solidão, do desprezo, do escárnio, do vitupério, do valor que quero para meu nome, etc.
Posso querer uma carreira profissional que me dê condições de comprar um carro zero a cada três anos, pelo menos; de viajar o munto inteiro?? Sim. E normalmente isto exige grandes talentos e muita dedicação a estudos, enfim, muitas renúncias materiais.

As pessoas podem ser manipuladas? Sim, elas podem ficar cegas, podem ser dominadas pelos preconceitos e ideologias, e que tipo de escolha é possível nestas condições??
Posso sonhar (dentro de mi eu sei que posso, EU TENHO CERTEZA), fantasiar, viver a realidade, matar a realidade, transformar a realidade pra melhor, pra pior, posso ter amor-próprio ou vegetar suicidamente. E poderei não ser muito diferente de uma pedra.
Enfim, EU acredito que o pau torto pode ser endireitado. O carácter de alguém pode ser reformulado, consertado. E creio que pessoalmente temos muito pouco ou quase nenhum poder pra isto.
Só que eu tenho o privilégio de conhecer a Deus e pra mim jhá foi provado que NADA PARA DEUS É IMPOSSÍVEL!!!!! Quem provou? O próprio Deus. Ai! uma patada de DINOSSAURO!!!!
FUI ATINGIDO POR ESTA PATADA DE DINOSSAURO!!!!!
E isto eu não posso escolher: a existência de um ser eterno acima de tudo. Posso escolher não acreditar que Deus existe? Sim. Nada me impede!!!
Quanto a Deus, eu, se fosse possível, não escolheria servir, adorar, obedecer. Eu queria ser o meu próprio deus, mas descobri que isto é ilusão. Eu não procurei descobrir, Deus ESCOLHEU me mostrar o que é verdadeiro. Como eu poderia escolher o menos racional: renunciar ao meu próprio eu, e não fazer mais a minha vontade? Não mais escolher o que me agrada?
É coerente se ponderar que existem pessoas cujo coração as inclina à morte e à tristeza, e cujos prazeres são doentios, ainda considerando a luta de uma força invisível que impulsiona a humanidade a valorizar, aceitar e buscar formas alternativas de vida, que interpretam a dor como prazer, a vida como morte. E banaliza terrorismo, violência, insanidade, malignidade, como coisas absolutamente normais e fundamentais à existência humana. Quanto a estas pessoas seria uma sorte pra elas estarem protegidas de si mesmas, pois há monstros dentro delas que batalham contra a sua frágil consciência, contra os quais não possuem qualquer forma de reagir e derrotar, não por si mesmas, não unicamente em si mesmas.
É como um homem querer se transformar noutro animal. Certo que há vários paralelos e comparações possíveis. O homem pode se bestializar na forma, no modo de ser, de estar, de viver, de tratar, de se relacionar, mas vai ser essencialmente homem. Por que? Por que foi isto o que Deus escolheu pra ele. Não quero nem posso dizer que tudo é escolha de Deus, o rumo que a vida de cada um toma vai depender da própria pessoa, se ela quer ou não seguir o que Deus mostra como melhor e mais seguro, etc. E por cada escolha, cada um paga o devido preço a seu tempo.
É duro saber que Deus deixou a fé como forma de aproximação com Ele. Não entendo porque a fé tem que ser provada como ouro e porque Deus coloca na nossa fé um meio de salvação em Jesus Cristo.
EU TENHO QUE ESPERAR EM ALGUÉM QUE NUNCA VI, QUE NUNCA TOQUEI , tenho que crer que tenho espírito, que existe o diabo.
Que raiva! Não posso nem brincar com isto, nem descuidar, porque EU, EU já batalhei contra a presença, ação e influência de demônios no meu quarto, na universidade, nos meus sonhos e na minha realidade. Eu sei que eles existem, já pude ouvir sua voz, só ainda (graças a Deus) não fiz exorcismo. Ultimamente, tenho buscado tão pouco o escudo de Deus que acho que não sairia vencedor em uma batalha destas.
Por que o mundo é assim (tomo o lado lamentável: crimes, miséria, infelicidades, lástimas, etc)? Ora, o mundo não saiu de nossas cabeças, saiu da imaginação de Deus, da sua vontade, do seu querer. Deus não tem dúvidas nem pensamentos divididos como os nossos. Isto é tão difícil de explicar. Deus não quis ninguém infeliz a princípio. Mas, verdadeiramente, Ele nos deu o poder de escolher, e até hoje nos dá. Mas, Ele apresenta a verdade. e a verdade está na Bíblia. Meu Deus, acho um milagre eu crer na Bíblias, crer que os livros que hoje formam a Bíblia são divinamente inspirados, não nasceram por atos individuais ou vontade humana! Deus já havia registrado tudo antes, mas apenas repassou o que Ele já sabia. Como posso saber o que Ele sente ou pensa, afinal? Nunca fui Deus, sou de carne e osso, não um ser espiritual. É outra natureza, outra forma de ver, certamente não tão restrita e cega como a nossa.
Não posso mudar o que Deus escolheu. Quando a morte chega, é tarde demais e finalmente é possível a verdade, mas o preço a ser pago por muitos não quero nem imaginar. A bíblia diz que o inferno é dor e ranger de dentes.
Finalizando, Buscai a Deus enquanto se pode achar, invocai-O enquanto está perto.

I will try not to explain and, yes, not to get lost in the lack of hope. A common individual, ME, he has the power to choose, although the choice options are very limited and a lot of times don't leave to smallest possibility of providing a minimum of happiness. It is not uncommon to happen that a lot of decisions end for supporting in the minimum of sadness and pain that the options seem to cause or clearly they will cause. There are situations in that we didn't want none of the possible options. For instance, for not being alone in the abstract, I have to choose a job. A job that guarantees my survival? Yes! But, I could choose to die without working. I can make a choice. Can I leave everybody to choose for me? Yes, this would be my choice also. To what extent I can be aware or conscious of this it will depend in a lot on me, although others try to wake up me or to fall asleep. What don't the human beings try (do I speak this considering the group, no the individual)? If I am born cripple, or I blind, and things like this, well, I will have to evaluate my condition well IF I WANT.
If someone is born crazy, or to be crazy? Inside than he can, some choice no matter how lunatic is he will do. Certain that ethical subjects that deserve credit and respect exist and I won't judge anything at this time, I admit myself without any preparation.
I can choose not to work in any profession, or to be sustained by the government or to live of alms. What does impede me? This will depend on me, of my fear of the poverty, of my fear of the death, of the solitude, of the contempt, of the gibe, of the insults, of the value that I want for my name, etc.
I can want a professional career that feels conditions of buying a car witrh zero km every three years, at least; of the whole munto to travel?? Yes. It is usually this demands great talents and a lot of dedication to studies, finally, many material renouncements.
Can the people be manipulated? Yes, can they be blind women, can they be dominated by the prejudices and ideologies, and what choice type is possible in these conditions??
I can dream (inside of me I know that I can, I am SURE), to fantasize, to live the reality, to kill the reality, to transform the reality for best, for worst, I can have self-respect or suicidamente to vegetate. And I cannot be very different from a stone.
Finally, I believe that the crooked wood can be straightened. The character of somebody can be reformulated, repaired. And I believe that personally has very a little or almost any power for this.

Only that I have the privilege of knowing God and for me jhá was proven that NOTHING FOR GOD is IMPOSSIBLE!!!!! Who did prove he? Own God. Oh! a kick of DINOSAUR!!!!
I WAS REACHED BY THIS KICK OF DINOSAUR!!!!!
And this I cannot choose: an eternal being's existence above all. Can I choose not to believe that God exists? Yes. Anything I impede!!!
As for God, me, if it was possible, he would not choose to serve, to adore, to obey. I wanted to be my own god, but I discovered that it is a illusion. I didn't try to discover, God CHOSE me to show what is true. As I could choose the least rational: to resign to my own one me, and not to do more my will? No more to choose it what it pleases me?
It is coherent if he considers that people exist whose heart tilts them to the death and the sadness, and whose pleasures are morbid, still considering the fight of an invisible force that it impels the humanity to value, to accept and to look for alternative forms of life, that interprets the pain as pleasure, the life as death. And it vulgarizes terrorism, violence, insanity, malice, as things absolutely normal and fundamental to the human existence. As for these people it would be a luck for them be protected of themselves, because there are monsters inside of them that battle against his/her fragile conscience, against which don't possess any form of to react and to defeat, not for themselves, no only in themselves.
It is as a man to want to transform in another animal. Certain that there is several parallel and possible comparisons. The man can be made as beast in the form, in the way of being, of being, of living, of treating, of relating, but he will be essentially man. Why? Why was this that God chose for him. I don't want nor I can say that everything is choice of God, the direction that the life of each one takes will depend on the own person, if she wants or the one that God shows as better and safer not to proceed, etc. And for each choice, each one pays the due price at his/her time.
It is hard to know that God left the faith as approach form with Him. I don't understand because the faith has to be proven as gold and because God puts in our faith a middle of salvation in Jesus Cristo.
I HAVE to WAIT IN SOMEBODY THAT NEVER VI, THAT I NEVER PLAYED, I have to have faith that I have spirit, that the devil exists.
That rage! I am not able to nor to play with this, nor to neglect, because ME, I already battled against the presence, action and demons' influence in my room, in the university, in my dreams and in my reality. I know that they exist, I could already hear his/her voice, I didn't only still (thanks to God) make exorcism. Lately, I have been looking for the shield of God that I think so a little he/she would not leave winner in a battle these.
Why is the world like this (I take the lamentable side: crimes, poverty, unhappiness, pities, etc)? Now, the world didn't leave our heads, he/she left the imagination of God, of his/her will, of yours to want. God neither has doubts nor thoughts divided as ours. That is so difficult of explaining. God didn't want anybody unhappy at first. But, truly, He gave us the power to choose, and until today he/she gives us. But, He presents the truth. and the truth is in the Bible. My God, I guess a miracle I to have faith in the Bible, to have faith that the books that today form the Bible inspired divinely are, they were not born for individual actions or human will? God had already registered everything before, but it just reviewed what He already knew. How can I know him/it what He sits down or does he/she think, after all? I never went God, I am of meat and bone, no a spiritual being. It is other nature, other form of seeing, certainly not so restricted and it blinds as ours.
I cannot change what God chose. When the death arrives, it is too late, and finally it is possible the truth, but the price to be paid by many I don't want nor to imagine. The Bible says that the hell is pain and to screech of teeth.
Concluding, Look for God while you can find, invoke him while it is close.

quarta-feira, 28 de março de 2007

O MÍNIMO, PELO MENOS, JÁ SERIA UM INÍCIO

O MÍNIMO, PELO MENOS, JÁ SERIA UM INÍCIO

Tenho me comportado como quem embrulha suas mazelas em sacos plásticos e as isola da vista dos outros, sem tomar nenhuma atitude para lavar, pelo menos, o que sujei. Como quem faz um aborto com as próprias mãos e não as limpa, nem procura jogar o feto em algum lugar menos indigno.
Repetitivamente, por anos e anos e anos, sem mudança. Nem pra melhor nem pra pior. E isto é uma piora: o nada acontecer por nada se ter feito, nem ao menos se pensar fazer, se tentar fazer, antes o lamento e a rejeição de qualquer esperança.
Tenho uma sacola nas costas já cansadas de sustentar o peso, mas não carregá-lo. Cheguei diante das montanhas, as quais apontando um início assustador parecem dizer que também é chegado o fim, porque se mostram íngremes ao extremo e, então, seria impossível pra mim, sequer dar os primeiros passos.
Posso ainda olhar o ambiente ao meu redor. Se não consigo ver as formas microscópicas, ao menos, ainda enxergo a poeira e dá muito trabalho porque a poeira é incessante. Acredite, vi pessoas juntando poeira e fazendo uma espécie de escultura com as mesmas. Não sei se anti-alérgicas, mas ficou algo realmente belo.
Não tenho tempo pra me divertir como quero, mas ainda há tempo pra tirar a poeira pelo menos da cama. Bater os colchões, tirar a sujeira por baixo do tapete.
Está tudo em desordem, mas ainda posso definir um lugar pra cada amontoado de coisas sem classificação.
Tomar um banho. Sentir o sabonete e a espuma, o bater da água. Ainda que esta água não seja de límpidas cachoeiras. E por ser tão intenso o calor as águas já não refresquem como antes.
De repente, o mínimo que posso fazer, pelo menos, representa um início. Minha superação é tentar reiniciar toda vez que paro. Porque ao fim do dia eu creio ter vencido, porque não fiz alguma besteira incurável, a tristeza e os infortúnios que batem à porta do meu coração e do meu entendimento não fincaram em meu íntimo sua bandeiras territoriais. Ainda que por vezes, no meu desfalecimento, eu me entregue a um certo descontrole, porque não encontro uma saída para os meus próprios problemas.
Lembro-me, deste modo, do desespero sensorial e afetivo de Helen Keller (http://pt.wikipedia.org/wiki/Helen_Keller). De algum modo, quando não há comprensão, não há armas que dêem nome e sentido ao que se sente, quando nada mais é passível de definição, nossa alma fica cega, surda e muda, daí um descontrole estático e calado, como uma busca inconsciente por algo que é difícil nomear, mas presumo ser pela matéria-prima da individualidade.
Está difícil até respirar, e a complicada equação apenas um gênio poderia calcular.
Na melhor das hipóteses e verdades, não ter qualquer coragem também pode ser válido, porque assim sendo deixo-me ainda vivo, não me mato fisicamente. Não cometo suicídio, assim tenho uma real probabilidade de reiniciar a mesma coisa e, com a mesma matemática que originou, segundo raciocinam alguns dos mais brilhantes cérebros da humanidade, o Universo, uma revolucionária mudança pode acontecer para melhor no meu viver, dando origem a uma nova forma de vida.
Jackson Angelo

terça-feira, 13 de março de 2007

Desestress

Vou falar numa linguagem a menos elaborada possível e até errada, se for o caso!


Eu sempre fui meio complicadinho; complicação aliada a um passado extremamente perturbado, do qual lembro as feridas e ainda repenso e repasso os filmes e as lições. Algumas tarefas de casa ainda nem comecei a fazer. Complicação também temperada pela solidão, ainda que acompanhado. O tempero da solidão gera angústia e amargura, muita dúvida, indecisão e medo.

Pra vencer tudo isto, só o poder miraculoso de um ser como Deus. Acreditar em alguém que você nunca viu? Esperar neste ser, falar com este ser. Lutar contra a força do raciocínio, desfalecer por inteiro. Confiar!!! Sentir desejo de morrer e não passar por aquela situação. Sentir-se enganado por Deus, pela divindade. Fugir do onipresente.

Não é bom sentir raiva se há motivos para chorar!! Para rir. Descentrar a mente de toda perturbação e intranquilidade.

Eu quero e desejo...
Eu quero ver o mar. Eu vou ver o mar. Eu vou mergulhar no mar, vou passar muito tempo embaixo dágua, vou lutar contra tubarões. O barco vai virar, vou naufragar, engolir água, vou ser engolido por uma baleia, em todo lugar Deus estará a me proteger.

Apenas não ser eu mesmo e vencerei, apenas não olhar pra dentro de mim e vencerei. Apenas passar pelo fogo e pelas pedras, apenas enfrentar sozinho um exército, apenas não me desesperar diante da inevitável morte, porque até o inevitável pode virar aparência. Apenas acreditar em vários fatos impossíveis acontecendo simultaneamente. Apenas suportar ser taxado e tratado como louco. Suportar calado toda afronta e vil desrespeito. Não condenar meus traidores, não maldizer meus caluniadores. Apenas não me deixar contaminar pelos acusadores que buscam toda hora minhas falhas.


Quero estar quieto, escutando minhas canções preferidas. Deus me entende.


Hoje, comemoro uma grande vitória: pedi perdão a uma pessoa de quem eu gosto muito e ela me perdoou. Seu nome: Andreia Cony. Nós fizemos universidade juntos, no curso de Comunicação Social, habilitação de Jornalismo. Sou um comunicólogo! Que chique!! Somos, né?


Nenhuma bala no momento, estou bem. Nenhuma bruxa. Ninguém feio e asqueroso pra que eu tema sua feiúra e braveza; ninguém belo e sensual pra me seduzir. Nenhum perigo fora de mim. Nenhum mal me comendo as carnes, nenhum amigo insuportável pra falar mal de ninguém, nenhuma daquelas pessoas que nunca dão prazer de viver e de existir à sua alma.


Desestress! Desestress!

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