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domingo, 11 de setembro de 2011

Tamanho padrão, tipos e papéis para calendários

Alguns internautas já me perguntaram sobre o tamanho padrão para calendários. Creio que, neste caso, é diferente de CDs e DVDs, porque ambos possuem tamanhos padronizados pela própria indústria.
Então, o que vou sugerir são apenas dicas para estruturar o tamanho de um calendário e escolher o papel para impressão, baseado em leituras na internet. Os calendários que já projetei em geral foram para parede, como lembranças de aniversário, algo assim.

1 - Tipos mais comuns de calendário com os tamanhos mais comuns (encontrados na net):

1.1 Calendário de mesa - como o nome diz é feito para se colocar em cima de uma mesa, escrivaninha, ou outros tipos de móvel. Tamanho mais comum: 15 x 11 cm. Convém dizer que podem ser acrescidos ou diminuídos centímetros para altura e/ou largura, tudo depende do que tem em mente.
Papel mais indicado: supremo.

1.2 Calendário de bolso - feito para se portar em um bolso, propiamente em uma bolsa ou carteira. Tamanho mais comum é 6,5 x 9,5 cm.
Papel mais comum: papel supremo.

1.3 Ímã de geladeira formato calendário - é um tipo de calendário muito utilizado para lembranças de festas, principalmente aniversário infantis. O tamanho mais comum é 4x5 cm. Ele pode ser feito tipo bloco também e em tamanhos maiores, levando-se em consideração que deve ser colocados sobre um ímã e ficar visível na geladeira. O papel tem que ser leve, com pouca textura, peso de 50g já tá bom. Para ser bem prático, se for imprimir em casa, escolha um papel do tipo A4, acho que dá para imprimir todos os meses em uma folha.

1.4 Calendário tipo bloco - é um calendário com grupo de meses em separado, colados na mesma superfície uns sobre os outros. Podem ter vários tipos de design: uma parte superior em comum; ou com superfícies lateral e superior em comum. Tamanho mais comum: 27 x 35 cm, mas depende do projeto.

1.5 Calendário de parede - é o que possui maior leque de opções de tamanho. Se for imprimir em casa, escolha tamanho A-4, que geralmente é suportado por uma impressora comum. O A4 mede exatamente 210mm x 297mm. Nesta página da Wikipédia há informações técnicas sobre esse tamanho A-4: http://pt.wikipedia.org/wiki/A4.
Existem vários tipos de tamanho indicados: 26 x 20 cm; 31x47 cm ; 22x32 cm; 20x27 cm ; 20x30 cm; 26x35 cm; 21x29,7 cm; ETC.
Dá pra notar que o tamanho de um calendário de mesa é muito variável; o importante é que seja suficientemente grande para ser ostentado em uma parede.
Papel indicado: duplex.
Obs.: Alguns fazem ainda com papel laminado, papel couche; etc. Deve-se ter em mente a durabilidade, porque vai ser posto em uma parede. Quando feito com papéis menos consitentes, com o tempo pode ficar muitom amassado.

É recomendado que faça de acordo com a disponibilidade de sua região, se não tiver coragem de procurar empresas que oferecem estes serviços de impressão de calendários na internet. Converse com o atendente e veja quais os papéis disponíveis, e o que eles sugerem.
As sugestões de papel aqui foram baseadas em conhecimentos meus e principalmente nas informações sobre tipos de papéis e suas aplicações, disponíveis no seguinte link: http://chocoladesign.com/tipos-de-papeis-e-suas-aplicacoes.
Espero que tenha sido útil. Quaisquer outras dicas por favor envie que publico.

(texto de Jackson Angelo)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Qual a resolução ideal para banners?

Zilene, uma usuária do blog, me fez uma pergunta muito importante sobre banners: "Qual a resolução ideal para banners com medidas de 80 X 150 cm e 60X100 cm?"
A resposta absoluta, para evitar quaisquer dúvidas e insegurança, é sempre 300 DPI para cima. Mas, não havendo tempo nem recursos técnicos ou conhecimento experiência prática suficiente para essa possibilidade, podem ser feitas as seguintes considerações.
Creio que tudo começa na qualidade das imagens. Posso aumentar o DPI de qualquer imagem, mas com perda significativa de resolução, pois a imagem muitas vezes pode ter sido projetada originalmente para 72 DPI, 90 DPI, 150 DPI, 200 DPI, 300 DPI, etc. Então, se for jpeg, não adianta que mude o DPI para 300, vai haver perda de qualidade muito significativa.
Se as imagens que compõem a montagem do banner forem feitas a partir do zero em programas vetoriais, como no Corel e Illustrator, não haverá problemas, pois são imagens vetoriais e podem ser "esticadas" para qualquer tamanho. Isto é, se forem projetadas e salvas no formato vetorial. Não adianta fazê-las com 300 DPI e salvar em jpeg,e sperando aumentar esse jpeg depois, vai haver perda certamente.
Contudo, se nestas mesmas montagens entrar uma componente do tipo jpeg, gif, png, poderá haver uma perda significativa de qualidade, se estas não foram compatíveis com a alta-resolução exigida pela montagem. Torná-las em vetor também não vai ser legal.
O tamanho de resolução é muito diferente de tamanho de impressão. O tamanho de impressão, como o nome mesmo já diz, é o tamanho real da área a ser impressa.
Para se ter uma ideia, se o banner a ser montado vai ficar bem depois de impresso, experimente dar um zoom em 100%. Se aparecerem falhas de nitidez, ruídos (manchas), etc., muito provavelmente a imagem impressa vai ficar também comprometida.
Se não aparecerem falhas na visualização de 100%, há uma grande chance da montagem total do banner sair bem na impressão.
Se levar o banner já montado, com as medidas acertadas, o próprio funcionário poderá te dizer se a impressão vai ficar bem ou não.
Então, não adianta que a fotografia, por exemplo, seja imensa em termos de megapixels, se tiver ruídos, sombras desnecessárias, erros diversos de imagem, a saída de impressão vai ficar comprometida.
Câmeras comuns, apesar de prometerem muito com o seus megapixels, na prática geram imagens de 72, 90 DPI em média, pelo pouco que sei. Então, se deseja tirar fotografias, utilizar fotografias nos banners certifique-se de que a imagem ficará boa, agradável ao olhar, na resolução desejada para o banner.
Recentemente, montei um banner para o aniversário da minha chefe, tive até certo receio, pois fiz a partir de uma moldura de 20x15, com 300 DPI. Não havia tempo para escolher kits de scrap, nem elementos, nem vetores, então, utilizei plugins diversos do Photoshop para diminuir a incidência de ruídos, resolver problemas de nitidez e acertar detalhes que após o aumento do DPI a imagem teve.
Feito isto, visualizei a imagem em 10o% e me pareceu pelo resultado que a impressão ficaria a contento.
Segundo o próprio funcionário da gráfica, sim, estava tudo em ordem. No outro dia, recebi o banner já pronto e conferi a qualidade da montagem. Não sou um profissional do ramo de impressão, mas minha sensibilidade aprovou o resultado. A imagem estava muito nítida e o efeito geral muito agradável.
Então, é recomendável fazer a montagem sempre com 300 DPI. Mas, há casos em que com 150 DPI até se alcançam bons resultados. Por exemplo, em montagens compostas com desenhos à base de vetores ou boas imagens jpeg de desenhos ainda se consegue um efeito que não compromete negativamente a impressão.
Há muitos casos registrados na própria internet de pessoas que afirmam ter conseguido bom resultados de impressão com banner de 150 DPI. Isto vai depender da máquina em que será impressa, da qualidade dos elementos trabalhados na montagem, da distância em que a imagem será observada, etc.
Encontrei um site com ótimas dicas neste aspecto, de gente do ramo, que entende na prática como as coisas funcionam, recomendo tomá-lo como um tipo de referencial:

http://www.silqueen.com.br/dicas.html

Espero ter ajudado, brigaduuuuuuuuuuu!

(Jackson Angelo)

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Notação correta de horas

É importante na edição de convites, cartões e documentos escritos em geral tomar cuidado para não cometer erros de língua portuguesa. Eu sei que erro, mas existem erros que podem ser minimizados e até evitados. E o que é melhor: o modo correto pode ser aprendido.
Esse tipo de preocupação deve existir, sim, quando confeccionamos algum arquivo gráfico, ou por encomenda ou para exposição na internet, etc.
Um tipo de erro muito comum é a notação de horas. Para responder a isso, a gente (principalmente eu) tem que recorrer a especialistas. Escolhi a resposta do Dr. Cláudio Moreno, na postagem sobre grafia de horas e grafia de siglas.
Conforme sua explicação, a notação correta de horas é feita com uso do "h" minúsculo sem ponto e sem "s". Assim para registrar um evento que irá acontecer às "4 horas," escreve-se 4h (insisto: sem ponto e sem "s").
Se o registro tiver unidades de minutos, escreve-se assim: 4h30min (tudo junto, com ambas as unidades de horas e minutos sem "s" e minúsculas).
Ainda conforme Dr. Cláudio Moreno, a forma, por exemplo, 4:30 é reservada à escrita informal (aquela que utilizamos quando não é exigida qualquer formalidade, convenção por parte dos envolvidos no processo de comunicação).

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Como escolher o papel certo para imprimir suas fotos

O texto abaixo é de autoria de CarlosValle20, na página http://guia.mercadolivre.com.br e pode fornecer uma sóbria luz na muitas vezes difícil decisão de escolher o tipo de papel adequado para imprimir fotos. Principalmente, se somos usuárioss domésticos.

Se você tem uma impressora jato de tinta doméstica, já deve ter se deparado com a grande variedade de papéis para impressão disponíveis no mercado. A HP fabrica 35 tipos, divididos em cinco categorias. Já a Kodak tem dez tipos, três deles à venda no Brasil. As principais diferenças entre eles são tamanho, gramatura, acabamento (fosco, brilhante, acetinado, etc) e preço.

Cada tipo de acabamento tem um custo. Os papéis de impressão diária têm preço mais baixo, mas o acabamento deles é menos brilhante e bonito do que os de papéis chamados premium. (...)

De acordo com os fabricantes, não há diferença entre eles quando o assunto é durabilidade. Os papéis são desenvolvidos de modo a reter a impressão da foto por anos e anos ? no mínimo 50 anos, no caso daKodak. HP e Kodak garantem que mesmo que caia água sobre a fotografia, a imagem não borrará.

O consumo de tinta na hora da impressão é o mesmo, independente do papel usado pelo consumidor, porque é o cartucho da impressora que define a quantidade de tinta que será liberada para realizar determinada impressão. Segundo a executiva da HP , o tempo de secagem também não sofre alterações em função do tipo de papel. O papel vai influenciar, sim, na definição da foto, ensina.

Papéis brilhantes, como o nome diz, ressaltam cores das fotos. Já os foscos, destacam detalhes das imagens. A dica dos fabricantes é básica: leia as embalagens dos produtos, porque elas trazem informações básicas sobre os casos mais indicados para uso de cada papel. A escolha entre um papel fosco e um brilhante é questão de gosto do consumidor. Tem gente que quer destacar mais os detalhes, outras pessoas preferem cores mais vivas. (...)

Tamanho é documento

O tamanho ideal de papel para imprimir suas fotos depende, diretamente, da resolução da imagem. Se você fez uma foto em baixa resolução, nem adianta tentar imprimi-la em um papel grande. A regra é simples: para imprimir uma foto 10x15, o ideal é ter um arquivo de, pelo menos, trêsmegapixels. Menos que isso, a qualidade ficará comprometida.

Quanto maior a gramatura do papel, melhor será a qualidade da imagem impressa. À medida que aumenta a gramatura, há melhorias na nitidez e no brilho das cores. A Kodak relaciona a gramatura do papel ao uso pretendido pelos consumidores. Papéis com maior gramatura são indicados para impressões com qualidade profissional.

O diretor da Kodak ensina que o primeiro fator a ser levado em consideração é escolher um papel de qualidade, que garanta a durabilidade da fotografia. A segunda dica é pensar na qualidade da foto que resultará da impressão. Se o consumidor quer uma cópia profissional, tem que optar por um papel com maior gramatura, um papel ultra premium. Mas se ele quer uma cópia mais simples, pode optar por um papel de menor gramatura, orienta.

Em terceiro lugar, o executivo aconselha o usuário a avaliar a relação custo-benefício da impressão. Se ele imprime muitas fotos, pode ser melhor escolher um papel mais simples, chamado de every day na HP, que tem qualidade, mas seu preço é menor. Mas se ele quer imprimir uma foto especial, aí, sugiro a escolha de um papel premium, completa Gerlinde.

Tanto Kodak quanto HP oferecem pacotes de papel com diferentes números de folhas. Dessa forma, na hora da compra vale calcular o preço por folha. No caso da HP , há opções no mercado que reúnem tinta e papel e podem render uma boa economia. As duas empresas também informam que se o consumidor usar papel e impressora da mesma marca, o resultado final será melhor.

Papel Fotográfico InkJet - gramatura, acabamento e características

O texto abaixo é de bastante vali para compreender melhor questões referentes a papel fotográfico inkjet.

Fonte: http://guia.mercadolivre.com.br
Texto de: DinaFotografica

"Olá! Venho através desse guia explicar as principais características dos vários papéis fotográficos Inkjet existentes hoje no mercado.

Gramatura

Muita gente confunde a gramatura do papel com espessura! Está certo que em 90% dos casos o papel que apresenta gramatura maior tem uma espessura maior também, mas é incorreto dizer que um papel que pesa 300 g/m² é mais 'grosso' que um papel de 270g/m².
Gramatura quer dizer quantos gramas uma folha de 1m x 1m pesa, isso quer dizer o quanto o papel é 'encorpado'.
Um papel de 280 g/m² e um 230g/m² vão ter a espessura muito parecida, mas o papel 280g/m² vai ser mais resistente, pois suas camadas de confecção do papel serão mais densas.
A maior dúvida na escolha da gramatura é: vai poder imprimir na minha impressora?
Impressoras com alimentação superior, é certo que imprimem em papéis mais rigidos, de até 300 g/m². Dificilmente uma impressora não terá capacidade de puxar um papel com 200g/m².
Já impressoras com alimentação inferior são mais problemáticas e pode variar de impressora para impressora a capacidade de puxar papéis mais espessos, o melhor para ter certeza é testar o papel na impressora!

Tecnologia

São dois tipos básicos de fabricação de papel: cast coated e microporos .
As características básicas são:
Cast-coated: geralmente tem gramaturas menores (90 até 230g/m²) devido à baixa densidade, só aceitam tinta corante, com muita dificuldade para absorver tinta pigmentada, não têm a textura de foto, a capacidade de brilho é menor. O custo desse papel é menor e provavelmente essa é sua única vantagem.
Microporos: pode ter em qualquer gramatura (75g/m² até 380g/m²) devido à alta densidade, aceita tinta corante e pigmentada, mais parecido com foto analógica e alta capacidade de brilho. Mais liberdade em escolhas de acabamentos, aceita mais tinta no papel (maior resolução) e a resistencia à agua é bem maior, até com tinta corante! Seu custo é ligeiramente maior, mas a qualidade é muito superior! Repleto de vantagens, bom para quem vende fotos digitais e quer entregar serviço de qualidade!
Para diferenciar é simples: geralmente o papel microporos é liso atrás o cast-coated é mais rugoso. Outra maneira de diferenciar é rasgando o papel! Se o papel for separando as camadas e mais irregular é cast-coated, se o papel for mais dificil de rasgar e o rasgo for mais certo é microporous.

Acabamento

Agora vou escrever sobre acabamento que não gera dúvida mas é bem complicado tentar explicar os padrões.
Existem muitos tipos de acabamentos: glossy, high-glossy, semi-glossy, soft glossy, matte, semi-matte, luster, fosco, ultra-brilhante, brilho, semi-fosco, acetinado, lustroso, satin, brilhoso, canvas, foto-tela...
Muitos desses acabamentos são iguais, apenas traduzidos e ficam divididos dessa maneira: -Brilhante: tem o acabamento mais comum para fotos, o que varia nesse tipo é a quantidade de brilho, geralmente os papéis cast-coated tem acabamento brilho e os microporos, acabamento alto-brilho
-Semi: tem um acabamento com brilho difuso, como vidro jateado, bom para porta retratos, pois sua 'micro textura' evita que o papel cole no vidro, é o 'fosco de fotografia', ainda nessa categoria existem os papéis lustrosos e acetinados.
-Fosco: são os papéis geralmente mais baratos, o acabamento é como sulfite comum, se tiver alta resolução fica bom para exposição, pois a ausência de brilho permite ver mais detalhes da foto.
-Diferenciados: os papeis com textura, tipo canvas que servem para fazer foto tela, acabamentos especiais para exposição profissional, gramaturas que vão até 460 g/m².
Essas nomenclaturas não seguem um padrão pelos fabricantes, pode encontrar papel matte que era pra estar na categoria fosco, mas é da categoria semi. O correto na escolha do papel é verificar se o papel é parecido com um que já tenha usado de um fabricante como Epson, HP e Canon.

Durabilidade

A durabilidade de uma foto impressa depende de muitos fatores:
Umidade: o ambiente operacional da impressora, papeis e tintas deveria ser em torno de 50% de umidade do ar. Dependendo do clima de sua região o ar condicionado é indispensável. O espaço deve ser no mínimo arejado. Excesso de umidade deixa o papel ondulado, atrapalhando a passagem pela impressora podendo causar danos à cabeça de impressão, além de falta de nitidez ou cores indefinidas.
Calor: uma temperatura entre 20 C e 30 C é a ideal, tanto para o papel como para as tintas e os sistemas eletrônicos. Temperaturas abaixo ou acima provocam falta de qualidade nas cópias e falhas na impressora.
Ozônio: o gás Ozônio fica por toda parte, ao ar livre e dentro dos ambientes. Sua influência maligna, principalmente as fotos impressas com tinta a base de corantes, conhecida internacionalmente como GAS FADING, é ainda mais perigosa porque aparentemente não escolhe lugar. Medidas de proteção recomendadas como guardar bem os papeis devem ser complementadas com a proteção das fotografias impressas através de porta-retrato com vidro, álbuns ou laminação.
Luz: os raios Ultra-violeta também são perigosos para as fotos impressas, sempre deixe as fotos com algum tipo de proteção UV, como porta retrato, tinta contra UV ou álbuns fechados.

Recomendações Gerais

Sempre deixe a fotografia secar protegida de luz incidente. Sempre que possível utilize tinta pigmentada ao invés de tinta corante para maior durabilidade das fotos impressas. Ao deixar a fotografia exposta: Utilize preferencialmente um porta-retrato com vidro, nunca utilize porta-retrato do tipo magnético; Antes de colocar a fotografia no porta-retrato, deixe secar por 48 horas.

Tipos de papel para impressão

Tipos de papel para impressão:

Fonte: http://www.sobre.com.pt

ALTA PRINT: Papel offset de elevada qualidade. Apresenta uma superfície lisa, branca e opaca. Permite uma elevada qualidade de impressão, com uma grande definição em termos de imagem.

COUCHÊ MATTE: Papel que apresenta um revestimento couchê fosco em ambos os lados. Tem como aplicação a impressão de livros em geral, catálogos e livros de arte.

COUCHÊ: Papel em que uma ou ambas as faces são cobertas por uma camada, ficando o papel com um aspecto brilhante. A palavra "couchê" é na verdade francês e significa "camada" e acabou por ser o termo adoptado para este tipo de papel. É um papel com várias utilizações em especial a impressão de qualidade. No entanto o brilho dificulta a leitura de textos, já existindo actualmente couchês mate.

OFFSET: papel utilizado para a impressão offset, como o próprio nome indica. Abrange todos os papéis deste tipo. É utilizado para impressão de livros, revistas e outros trabalhos semelhantes de impressão. Tem como características não possuir felpas e penugem, ser bastante resistente à tracção e também à humidade.

PAPEL DE REVISTA: Papel utilizado, como o nome indica em revistas ou outro tipo de publicação de vida curta, já que é um papel que amarelece rapidamente. No entanto tem uma elevada resistência o que permite uma impressão rápida, exigida pela indústria gráfica para a produção em grande quantidade. A qualidade de impressão não é das melhores, mas é um ponto que não é exigido devido ao "tempo de vida" da informação e de utilização por parte do leitor.

PAPEL DE DOCUMENTOS: Papel utilizado para a impressão de documentos, o que implica uma elevada durabilidade do papel.

PAPEL FOTOCOPIADORA: Papel que pode ter várias cores e normalmente de formato A4 ou A3. É utilizado para este processo em específico.

FOTOGRÁFICO: Papel com características que permitem a impressão de fotografias. Na verdade é um papel coche com um revestimento de polietileno. É um papel estável, resistente e quimicamente neutro.
Opapel fotográfico pode ser
JORNAL: Papel fabricado para a impressão de jornais, revistas ou outro tipo de materiais de leitura. Poderá ter a apresentação de rolos (para prensas rotativas) ou folhas lisas (prensas planas). A superfície do papel poderá variar de acordo com o produto pretendido.

Muito mais informações sobre papel, impressão e questões relativas é posssível encontrar no excelente glossário online do Portal Celulose Online, na página:

http://www.celuloseonline.com.br/pagina/pagina.asp?iditem=70

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Impressão e revelação

Gente, nem sempre as molduras ficam em tamanhos apropriados para a resolução das suas fotos. Fico muito lisonjeado que algumas pessoas estejam revelando fotos com as molduras compartilhadas aqui. Infelizmente, não tenho sempre esta preocupação de medir a moldura.

Afinal, tem gente que imprime em casa, tem gente que compartilha na internet, põe no Orkut, no MSN, etc. E o tamanho pode não fazer muita diferença.

Se você tira uma fotografia, esteja bem atento ao tamanho (não em pixels), mas em centímetros mesmo da sua fotografia.

Se você cortar a fotografia (sem se importar com a proporção do corte) com algum programa digital de edição de fotos, certamente pode perder o tamanho padrão, o qual é necessário para que as casas de revelação possam imprimir a fotografia, com ou sem moldura.

CONTUDO, TENHO UMA FORTE QUEIXA: Não entendo porque as casas de revelação com equipamentos tão sofisticados não tenham alguém que vendo que possivelmente vai ter um corte da imagem quando for revelar não dizem antes, não orientam a pessoa, o consumidor. Ou, o que seria muito mais digno, ao notar essa possibilidade de problemas de revelaçao por causa do tamanho, por que não podem fazer uma rápida edição dessa foto em um programa gráfico lá mesmo na casa de revelação antes de revelar?? Isso é tão fácil!! Eles vendem tecnologia, mas aparentam estar distantes de fazer um uso adequado e humano dela!!

Considere também que existem diversos tamanhos de fotografia. Infelizmente nem sempre tenho tempo de lembrar de colocar o tamanho das que faço, geralmente opto por fazer 15X10 cm. Assim, se for revelar uma foto com outra dimensão, é necessário fazer ajustes de tamanho.

É preciso, se quiser mexer com isso, procurar conhecer um pouco melhor sobre tamanho de fotografia. Ultimamente tive que me reavaliar quanto a isso também. Meu Photoshop já tá configurado pra 15X10. Mas, se passar algum centímetro, não custa em casa você esticar ou diminuir um pouquinho a moldura pra ficar exatamente no tamanho de revelação; não vai perder muito a proporção da foto nem da moldura. Da foto nem tanto; nesse caso, opte por esticar ou reduzir a moldura. A foto, preserve a parte principal e, se necessário, corte o que estiver passando.

Se usar o Photoshop (eu já falei sobre isso) verifique o tamanho, vá em Imagem > Tamanho da Imagem (atalho Control + Alt + I). Onde tem largura e altura, veja se está 15X10. Se não tiver O Photoshop use algum outro programa de edição gráfico, por exemplo, o Photoscape e o Gimp que são programas gratuitos podem ajudar. Sugiro ainda Artweeaver e Paint.net. Como unidades eu uso polegadas, exatamente 6X4 polegadas.
Se notar uma pequena diferença de tamanho, experimente reduzir, desmarque as opções Restringir proporções e redimensionar estilos. Veja a figura seguinte:



A seguinte tabela é do site: http://www.imaginacaodigital.com.br. Dê uma olhada, uma lida atenta a esse artigo e vai entender os aspectos principais pra revelação de fotografias.

TamanhoProporção
10 x 153 x 2
9 x 1313 x 9
13 x 1818 x 13
15 x 217 x 5
20 x 255 x 4
20 x 303 x 2
24 x 305 x 4
15 x 453 x 1
25 x 3838 x 25
30 x 404 x 3
30 x 453 x 2


Tem um artigo ótimo sobre tamanho de fotografia. Obviamente, tudo começa na sua câmera.

http://www.imaginacaodigital.com.br/id/artigos/parametros.php

Minha intenção básica nem sempre é fazer uma moldura para o tamanho de uma foto, algumas vezes é pra calendário, outras pra cartões, cartazes pequenos, etc. Algumas não são feitas por mim, são gratuitas encontradas noutro sites. Considere que existem diversos tamanhos de fotografia.
Quando baixar, considere: vai imprimir em casa ou na reveladora?
Se imprimir em casa, compre papel fotográfico (se quiser, depende de você) ou cartão, a escolha é sua. Eu sugiro papel fotográfico fosco, porque perde menos seu aspecto, cor e brilho ao ter contato com as nossas mãos. Certamente em uma folha de A4 vai caber tranquilo. Num vai ter essa de tamanhos padronizados. Mas ocorre que se for colocar em álbuns, os tamanhos dos álbuns também são padronizados, então é difícil fugir a essa regra.

Quaisquer informações que venham somar, melhorar essas informações, por favor falem; assim todos nos ajudamos uns aos outros!
Obrigado!

AGORA VOU RELEMBRAR UMA POSTAGEM MINHA ANTERIOR A ESSA QUE PODE AJUDAR.


Nesse texto vou expor minhas razões básicas para usar molduras na revelação de fotos ou mesmo para exposição digital. E também vou procurar deixar claro o tamanho padrão das fotografias, e alguns passos básicos para elaboração de arquivos de molduras e montagens.
Apresento ainda alguns conceitos básicos de fotografia, úteis para se ter uma idéia do que estamos fazendo e trabalhando nos editores gráficos, no meu caso, o Photoshop.

1 - Por que usar molduras nas fotografias?

Primeiro, veja sas fotos lá embaixo e diga: as fotos ficaram muito bonitas com molduras não é verdade?! Imagine essas fotos sem as molduras. Ficariam bem legais também.
A questão de usar ou não moldura é opcional! As molduras físicas sempre existiram como uma decoração externa à foto, e convenhamos sempre foram muito bem elaboradas. As molduras digitais, por sua vez, colocam a decoração para dentro da foto. Assim, se formos imprimir uma capa de caderno de matéria com uma foto da gente, com uma moldura pode ficar muito mais bonita e personalizada. Além de que podemos até combinar várias fotos em uma moldura.
Esse tipo de composição gráfica pode nos ajudar a fazer vários objetos personalizados: chaveiro, capas de CDs e DVDs, caixa de fotos, caixas de presentes, fotolivros, etc.

Увеличить
Увеличить Увеличить Увеличить

Aí a gente pode personalizar à vontade com o Photoshop, imprimir cartões, convites, no tamanho que a gente quiser. Coolocar textos, decorar esses textos. As possibilidades são quase infinitas, e podemos exercitar bastante a imaginação.
E cá entre nós, fica tão bonito, não é mesmo?
Uma foto bonita já é uma maravilha! A roupa certa, o lugar certo, o sorriso certo, a pose certa, o ângulo correto, e com uma moldura a mais! É outra história!

2 - A questão do tamanho padrão das fotografias e da elaboração da moldura digital

A medida padrão das fotografias é um aspecto crucial na elaboração de molduras, montagens e gráficos para scrapbooking, uma vez que esses objetos vão ser direcionados para as fotografias. Quando a gente tira uma foto e corta uma parte ou outra, geralmente, desconhece que quando for revelar as máquinas de revelação irão trabalhar com medidas padronizadas. Se o corte feito na foto deixar a foto fora deses padrões, a foto vai sair cortada.
As máquinas de revelação trabalham com medidas padronizadas e essas medidas (tamanho padrão) são os seguintes:

10x15cm (que mede exatamente 10, x 15,2cm, segundo o site: http://www.hmeyer.com.br/index.php?option=com_content&view=article&catid=34%3Adicas-fotograficas&id=97%3Atamanho-defotografias&Itemid=100)

Увеличить

Exemplo de foto no tamanho 15x10 cm (sentido horizontal)

Увеличить

Exemplo de foto no tamanho 10X15 cm (sentido vertical)

Os outros tamanhos são seguintes (fotos maiores, segundo o site http://www.hmeyer.com.br/index.php?option=com_content&view=article&catid=34%3Adicas-fotograficas&id=97%3Atamanho-defotografias&Itemid=100):

13x18cm (mede exatamente 12,7 x 17,8cm)

15x21cm (mede exatamente15,2 x 21,0cm)

20x25cm (mede exatamente 20,0 x 25,4cm)

20x30cm (mede exatamente20,0 x 30,4cm)

30x40cm - (mede exatamente 30,4 x 40,0cm)

Então, ao iniciar o processo de edição de uma moldura a partir do zero, considere estas medidas padronizadas.
Assim, se for fazer uma moldura para foto 15X10 cm no Photoshop, faça assim:

Clique em Novo (Ctrl+N)
Na caixa de configuração escolha a configuração mostrada conforme figura abaixo:

Width é a largura da fotografia em centímetros (preste atenção nisso). Height é altura da fotografia em centímetros (ok?!). Color mode (modo de cor) eu geralmente escolho RGB de 8 bits. Background (fundo da imagem) escolha transparente para já trabalhar direto com camadas. Se quiser salvar essas medidas clique em save preset e atribua um nome que você possa facilmente identificar depois.
Feito isto, comece a pôr os elementos desejados para a montagem. Veja os outros tutoriais do blog que explica alguma coisa do processo de fazer molduras (por enquanto só o básico, depois ponho tutoriais mais trabalhados).
A questão da resolução é onde geralmente todo mundo se enrola um pouco. Como a foto é formada digitalmente por pixels (quadradinhos que juntos compõem a imagem), quanto mais pontos em uma área da imagem, melhor a resolução da imagem, o que melhora muito também a impressão da fotografia.
Segundo a Wikipedia:
"[...] a resolução de uma imagem digital é a sua definição. Como a imagem na tela é formada pela justaposição de pequenos pontos quadriculados, chamados "pixels", a resolução é medida pela quantidade de pixels que há na área da imagem. Logo, sua unidade de medida é o "ppi", que significa "pixels per inch" ou pixels por polegada.
A nomenclatura "DPI" - "dots per inches" é utilizada pela indústria gráfica e se relaciona com a quantidade de pontos necessários ´para uma impressão de qualidade, por isso, em termos fotográficos digitais deve-se utilizar a nomenclatura "ppi", que traduz a quantidade de pixels por linha do sensor ou da ampliação da fotografia.
Dessa forma, em uma imagem de tamanho definido, quando maior sua resolução, mais pixels haverá por polegada em ambas as dimensões - altura e largura -, levando a conclusão que imagens de "alta resolução" possuem "pixels" pequeninos, até mesmo invisíveis a olho nu, e, imagens de "baixa resolução" possuem "pixels" grandes que acabam por dar o efeito "pixelation", que deixa imagem quadriculada pelo o tamanho exagerado de seus pontos. Isso é comum acontecer quando tentamos ampliar uma imagem de "baixa resolução". Porém, esse conceito vem sendo discutido atualmente, já que sabemos que a quantidade exagerada de pixels por linha do sensor nem sempre corresponde a qualidade efetiva de captação. Já se admite que o sensor deve conter muitos pixeis para ampliações maiores e melhor qualidade e nitidez, porém, se esses pontos/pixels registradores de luminosidade forem demasiadamente pequenos, sua qualidade pode ficar alterada e sua resolução subexplorada.
Para otimizar o uso da resolução de imagens temos que atentar ao meio, ou mídia em que ela será veiculada. Algumas dicas: -Imagens para web e mulmídia: 72 pixels por polegada (ppi, em inglês) -Imagens para impressão: 300 pixels por polegada (ppi, em inglês) -Imagens para impressão de banners, gráficas especiais ou gigantografia: acima de 600 pixels por polegada (ppi, em inglês).
Nas câmeras digitais a resolução é dada por "megapixels", que nada mais são que "milhões de pixels", dados pela multiplicação da resolução da altura pela da largura da imagem. Por exemplo: -Imagem com 120 px X 160px = 0.019MPX chamada também de padrão QSIF.
-Imagem com 480px x 640px = 0.0307MPX chamada também de padrão VGA.
-Imagem com 4.200px x 2690px = 11.298MPX chamada também de padrão WUQSXGA."

3 - Dá para revelar as fotografias junto com as molduras?

Claro que dá pra revelar, é bastante que as fotos e molduras estejam nos tamanhos padrões de fotografia, isto é, que elas tenham uma resolução adequada (recomendo sempre acima de 150 DPI; esse valor é configurado pelo editor gráfico, no meu caso, o Photoshop).
Geralmente uma foto comum tem tamanho 15X10 cm ou 10X15 cm. Essa medida é padrão e é preciso configurar essa medida toda vez que for fazer uma moldura pra uma fotografia. Do contrário, vai haver uma desproporção entre o tamanho da fotografia batida e a moldura.
Assim pense bem já no início da fotografia, antes de bater a foto, verifique pelo menos a taxa de resolução da fotografia. Geralmente as câmeras digitais dispõem de três configurações de resolução: Fine (300 dpi), Normal (150 dpi) e Basic (72 dpi). Essas configurações conservam o mesmo tamanho de imagem, porém quando mais dpi maior será a qualidade, a nitidez da fotografia.
No último instante, no ato de salvar o arquivo da moldura junto com a foto, ou seja, na finalização de todo processo de montagem, verifique a melhor opção de salvamento pra você:
- Se for para usar no Orkut, enviar por e-mail, compartilhar em sites, MSN e coisas do gênero, salve no formato jpeg. O Photoshop, por exemplo, tem a opção de salvamento pra Web (save for Web e Devices), escolha jpeg, com qualidade de até 50%, por exemplo. Isso vai garantir uma qualidade de imagem média, leve, fácil pra enviar pela internet e para baixar também. O tamanho, defina em pixels: 640X480 pixels já é um tamanho bom para essa finalidade; nesse caso, defina a resolução para 72 ppi (pra usar na internet tá legal).
- Se for para impressão ou revelação, salve no formato jpeg com qualidade máxima (100%), e com 300 PPI. O jpeg é um formato aceito por qualquer editor gráfico; assim, se você for revelar ou imprimir não vai precisar ficar formatando formato de arquivo.

Recomendo ler os seguintes artigos online:

PIXELS vs DPI - ENTENDENDO AS IMAGENS DIGITAIS, disponível em: http://www.macrofotografia.com.br/artigos/pixelsvsdpi.shtml

Parâmetros de impressão, disponível em: http://www.imaginacaodigital.com.br/id/artigos/parametros.php

Espero ter ajudado!

Tutorial de Jackson Angelo (há citações de fontes)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

30 fontes que todo designer deve conhecer e deveria possuir

Essa postagem possui observações e conhecimentos meus, informações baseadas na Wikipédia e sites sobre tipografia, bem como conta com um pouco de tradução e adaptação livre, feita por mim, da postagem " 30 Fonts That All Designers Must Know & Should Own" (ou seja, as 30 fontes que todo designer deve conhecer e deveria possuir), do site http://justcreativedesign.com/. Esse artigo é a base dessa postagem e teve como fonte de informações o livro "30 tipos essenciais para uma vida", de Imin Pao e Joshya Berger. A história da tipografia também se encontra neste livro, bem como mais informações sobre cada tipo de letra e do designer.
Desculpem se ficou longa, mas ela pode ser extremamente útil para quem tem dificuldades de escolher fontes apropriadas para diferentes tipos de trabalhos. Eu mesmo passo por isso quando faço alguns trabalhos pra mim mesmo.
Nessa texto você vai conhecer os tipos de fontes existentes, um pouco da história e características desses tipos, e conhecer 30 (trinta) fontes indispensáveis para a prática do design gráfico, isso inclui diagramação de jornais, revistas, cartazes, boletins, cartões, livros, etc.

Primeiro, acho conveniente entender o que seja um tipo (as chamadas fontes de computador).

A fonte de computador ou fonte fonte tipográfica (ou simplesmente fonte) é um padrão, variedade ou coleção de caracteres tipográficos com o mesmo desenho ou atributos e, por vezes, com o mesmo tamanho (corpo). Assim, dizemos corretamente tipo Garamond, tipo Arial, tipo Baskerville, ou tipo redondo, tipo itálico. A utilização errônea do anglicismo fonte com o sentido de tipo tem sido principalmente disseminada desde a década de 80 por usuários de computadores anglicizados e por programas Microsoft deficientemente traduzidos para português, a partir do termo inglês font (do latim fundita, do verbo fundere, fundir), que nada tem a ver com a palavra fonte do português (do latim fonte, a que corresponde fount ou fountain em inglês). O processador de texto Microsoft Word em versão portuguesa de Portugal usa a expressão tipo de letra em vez de fonte. (Wikipédia, 2009).
Em inglês, os tipos também são conhecidos como typefaces.

Eu talvez ainda não tenha dito, mas sou apaixonado por tipos (vulgo fontes) de computador e também por tipos dos antigos cartazes, missais, manuscritos medievais, entre outros.
O uso e manuseio das fontes sempre foi e sempre será um dos eixos fundamentais do design gráfico. Tipos/Fontes podem expressar momentos, sentimentos, períodos, eles se casam com o significado, legibilidade, compreensibilidade, estética e funcionalidade do texto.
Assim, se o cartão é pra crianças, deve ser escolhido um tipo/fonte alegre, que case com a imagem que uma criança nos passa, que o contexto da mensagem quer passar.
Existem diversos padrões que devem ser seguidos no tocante ao uso das fontes em diferentes produções gráficas. É o que essa indicação de tipos pretende ajudar: indicar tipos muito comuns e famosos que devem ser conhecidos por um designer, mesmo um simples produtor caseiro como eu, até pelos mais sofisticados profissionais.

Compõem essa seleção 15 tipos do tipo serifado e 15 tipos do tipo semi-serifado (em inglês, sans-serif). O gráfico abaixo especifica a diferença da forma entre dois tipos de tipos:


Na imagem, o primeiro tipo é semi-serifado.
O segundo é serifado.
As serifas estão destacadas em vermelho.

Conceitualmente, pode-se dizer que:
[...] as serifas são os pequenos traços e prolongamentos que ocorrem no fim das hastes das letras. As famílias tipográficas sem serifas são conhecidas como sans-serif (do francês "sem serifa"), também chamadas grotescas (de francês grotesque ou do alemão grotesk). A classificação dos tipos em serifados e não-serifados é considerado o principal sistema de diferenciação de letras.Tipicamente, os textos serifados são usados em blocos de texto (como em um romance) pois as serifas tendem a guiar o olhar através do texto. O ser humano lê palavras ao invés de letras individuais, assim as letras serifadas parecem juntar-se devido aos seus prolongamentos, unindo as palavras. Por outro lado, os tipos sem-serifa costumam ser usados em títulos e chamadas, pois valorizam cada palavra individualmente e tendem a ter maior peso e presença para os olhos ("chamando a atenção"), já que parecem mais limpos. (Wikipédia, 2009)

Os tipos serão expostos em ordem alfabética. Posso dizer que este resumo pode muito bem servir como referência para eventuais trabalhos que envolvam o uso de fontes. Na dúvida sobre qual fonte usar melhor seguir o que convencional.
A escolha dessas fontes é também importante, porque essas ESPECIFICAMENTE não apresentam problemas no momento da impressão, todas possuem os caracteres da língua portuguesa e de várias línguas existentes.
Muitos fontes/tipos gratuitos disponíveis da net são incompatíveis para trabalhos profissionais, e a maioria se ocupa do alfabeto básico utilizado na língua inglesa. As representações á, é, â, Ã, entre outros, encontradas unicamente em nossa língua escrita não existem nesses tipos.
Agora, vamos à tradução livre (bem livre mesmo) da referida postagem.

I - 15 Tipos/fontes serifados (serif, em inglês)

1. Adobe Caslon - indicado para revistas, jornais,livros didáticos, comunicação corporativa.
Obs.: a comunicação corporativa, segundo Ana Beatriz B. Mansour:
[...] a expressão “corporativa” entrou na moda. Enquanto até uns anos atrás se usava organização ou empresa para nos referirmos ao conjunto de todas as divisões de uma instituição, hoje, em função da ascendência inexorável das multinacionais, que geralmente são de origem estrangeira e que têm cada vez mais filiais espalhadas pelo mundo, passou-se a dizer corporação. Em termos de Brasil, nada mais natural. Afinal, não é necessário sermos grandes analistas antropológicos e lingüísticos para sabermos que as expressões americanas, ou, pior, americanizadas, são uma verdadeira febre nacional. Em inglês, corporation nada mais é do que “uma empresa de negócios”, conforme o velho e bom dicionário Oxford (5th edition, p. 260). (Sinprorp, 2009)
"A Caslon é uma família tipográfica, uma variação das serifadas clássicas, criada pelo tipógrafo inglês William Caslon em 1732. Esta fonte foi utilizada na primeira versão impressa da Declaração da Independência Americana." (Wikipédia, 2009)



2. Adobe Garamond - indicado para livros didáticos, de texto e revistas.
"A palavra garamond refere-se aos tipos originais criados por Claude Garamond para sua tipografia em 1530. Atualmente, várias famílias tipográficas são comercializadas como interpretações dos tipos originais de chumbo, bastante populares e muito usadas na composição de texto corrido. Considerando-se que estas famílias são a própria Garamond, esta é uma das fontes mais antigas ainda em uso.A Garamond divide com a Times New Roman o posto de fonte serifada mais popular do mundo (sendo o tipo serifado mais utilizado na França, seu país de origem)." (Wikipédia, 2009).


3. Bembo - Indicado para cartazes, livros didáticos, embalagens.
"Bembo é o nome dado a um antigo estilo de tipo serifado, com base em um tipo criado por Francesco Griffo, primeiramente impresso em Fevereiro de 1496. Griffo trabalhou na imprensa do humanista veneziano Aldus Manutius. O tipo chamdo Bembo foi utilizado pela primeira vez no cenário do livro intitulado De Aetna, um pequeno texto sobre uma viagem ao Monte Aetna escrito pelo Cardeal italiano Pietro Bembo. O tipo poderia servir como uma fonte de inspiração para tipos da editora parisiense Claude Garamond, que são coletivamente chamadas Garamond. O tipo Bembo atualmente visto é um renascimento projetado por Stanley Morison para a Monotype Corporation em 1929." (tradução livre minha, Wikipédia, 2009).



4. Bodoni - indicado para logotipos, manchetes de jornais, textos.
"Bodoni é o nome de uma família tipográfica ou fonte. A Bodoni foi criada por Giambattista Bodoni, considerado um dos maiores tipógrafo do Século XVIII." (Wikipédia, 2009).


5. Clarendon - indicado para dicionários e manchetes/títulos.

A Clarendon é um tipo do tipo serifa grossa, criado na Inglaterra por Robert Besley de Fann Street Foundry em 1845. O tipo foi reformulado pela Fundação Monotype, em 1935. Ela foi revista em 1953 por Hermann Eidenbenz.
A Clarendon foi amplamente utilizada pelo governo alemão durante a Primeira Guerra Mundial I. Ela foi utilizada também pelos Estados Unidos nos sinais de trânsito do National Park Service, porém depois foi substituído. Em 2008, o tipo foi utilizado extensivamente pela cadeia de restaurantes Ruby Tuesday no relançamento da sua identidade corporativa. (Wikipédia, 2009).
Sobre tipos/fontes classificadas como serifa grossa, consulte a página: http://tipografos.net/tipos/egipcios.html. O site é sensacional, mostra e explica de modo detalhado e claro cada tipo de fonte.
Esse tipo serifa grossa é conhecido também como egípcio (em inglês, Slab-serif, Egyptian; Serifbetont, alemão, Mécane, Égyptienne, francês). Letra de serifa grossa. Tipo de letra criada no advento da Revolução Industrial, em meados do século XIX. Estas letras têm as seguintes características:
  • Grossura uniforme; o traço já não sofre os extremos contrastes das romanas classicistas, grossura igual (ou quase igual) para todos os traços e elementos dos glifos.
  • Serifas bem pronunciadas, frequentemente rectangulares.
  • Na variante Italienne, as letras são alongadas e condensadas.
  • Em outras variantes, é igualmente forte o ênfase dado às serifas. Em todas os tipos Egípcios, o acentuamento das serifas é o elemento distintivo, mesmo quando as serifas não são rectangulares.


6. Courier - indicado para trabalhos envolvendo tabelas, documentação técnica e processador de texto.
Observação minha: o que mais gosto dessa fonte é que todas as letras nela possuem a mesma dimensão: o a é do mesmo tamanho do b, do c, o c do mesmo tamanho do b e assim por diante. Inclusive as maiúsculas têm todas o mesmo tamanho.
Essa característica faz com que ela seja classificada como monoespaçada (em inglês, monospace). Em uma fonte monoespaçada o espaço horiontal ocupado por todas as letras é o mesmo. Quando o espaço é diferenciado, de acordo com a forma natural da letra, diz-se que é um tipo/fonte proporcional.
Utilizei bastante essa fonte para fazer palavras-cruzadas em um jornal da minha igreja alguns anos atrás: o "Levando a Semente". As palavras-cruzadas faziam muito sucesso entre as crianças e alguns jovens, acho que eram a úncia coisa no jornal que elas liam.
Courier foi projetada para ser semelhante a um tipo de saída de uma máquina de escrever. O tipo foi concebido por Howard "Bud" Kettler em 1955. O design original da Courier foi encomendado em 1950 pela IBM para uso em máquinas de escrever, mas não comprou juridicamente exclusividade para o tipo e depressa se tornou um padrão de fonte utilizado em toda máquina da indústria. Como um tipo monoespaçado, tem encontrado recentemente renovado utilização no mundo eletrônico em situações nas quais colunas de caracteres devem ser consistentemente alinhadas. Ela também se tornou um padrão da indústria para todos os roteiros que devem ser gravados em 12 pontos da Courier ou variante.
A fonte foi mais tarde redesenhada por Adrian Frutiger para uma série de máquinas elétricas da IBM Selectric Composer.
O tipo Courier New com 12 pontos era também o padrão tipográfico do Departamento de Estado dos Estados Unidos até janeiro de 2004, quando foi substituído, pelo tipo Times New Roman com 14 pontos. (Wikipédia, 2009)


7. Excelsior - indicado para boletins, relatórios e documentos de propostas comerciais (proposal).
Excelsior é um tipo serifado, desenhado por Chauncey H. Griffith, e apresentado pela Mergenthaler Linotype, em 1931. É um dos cinco tipos do Griffith's' Legibility Group, que contém caracteres tipográficos especialmente adequados para jornal. Antes de conceber essa fonte, Griffith consultados os resultados de um levantamento dos optometristas em relação à ótima legibilidade. (Wikipédia, 2009)



8. Lucida - Baixa resolução para impressão, pontos de tamanhos pequenos.
Lucida é uma conhecida família de fontes concebida por Charles Bigelow e Kris Holmes, em 1985. A Lucida Console é o tipo de letra utilizado na tela azul do Windows XP e Windows CE. (Wikipédia, 2009).



9. Minion - Edição limitada de livros, boletins, embalagens.
"Minion é o nome de um tipo desenhado por Robert Slimbach em 1990 para a Adobe Systems. O nome vem do tradicional sistema de nomeação para dimensões de caracteres tipográficos (tipos)." (Wikipédia, 2009)



10. Perpetua - indicado para displays com letras refinadas e esteticamente agradáveis; páginas de texto longas e textos com aspecto esculpido, como se fosse alto-relevo. Procure no Google imagens por chiseled text e vai ver do que se trata.
"Perpetua é um tipo que foi concebido pelo escultor britânico e designer tipográfico Eric Gill (1882-1940)." (Wikipédia, 2009)


11. Sabon - indicado para livros e comunicação corporativa.
"Sabon é o nome de um antigo estilo serifado desenhado pelo tipógrafo e designer alemão Jan Tschichold (1902-1974), no período 1964-1967. O tipo foi lançado conjuntamente pelas companhias tipográficas Linotype, Monotype, e Stempel, em 1967. (Wikipédia, 2009).



12. Stempel Schneidler - indicado para displays e publicações requintadas que precisam de um texto legível.
"F. H. Ernst Schneidler, designer tipográfico e professor, originalmente concebeu a Schneidler Old Style em 1936 para a fundição Bauer. O tipo Stempel Schneidler baseia-se nos caracteres tipográficos das impressoras venezianas do período da Renascença e possui a sua graça, beleza, e clássicos proporções. " (Adobe, 2009).



13. Times New Roman - indicada trabalhos científicos (monografias, relatórios), documentos em geral (memorando, ofício, etc.), jornais, revistas e comunicação corporativa. Ela é totalmente multiforme quantro ao uso.
Essa é a fonte mais utilizada no Brasil, acho eu. Acho também que foi porque durante muitos anos a Times New Roman foi a fonte padrão do editor de textos da Microsoft. A gente abria o editor e lá estava a Times New Roman.
Quanto a monografias, sei que as universidades recomendam a Times ou Arial. A primeira é serifada, a segunda não tem serifa. Então, acho que também não existiu um critério muito bem definido pra escolha dessas fontes. A arial é ao lado da Times a mais conhecida entre nós simples usuários dos programas de computador.Por experiência, sei que para aumentar o número de páginas de uma monografia usa-se a Arial porque ela aumenta o texto em relação à Times.
"A Times New Roman é uma família tipográfica serifada criada em 1932 para uso do jornal inglês The Times of London. Hoje é considerada um dos tipos mais conhecidos e utilizados ao redor do mundo (em parte devido ao fato de ser a fonte padrão em diversos processadores de texto). Seu nome faz referência ao jornal (Times) e ao fato de ser uma releitura das antigas tipografias clássicas (new roman). Os desenhos originais foram feitos por Victor Lardent, sob a supervisão de Stanley Morison, no próprio jornal The Times. A fonte então passou por um extenso período de aperfeiçoamento e revisão no escritório da Monotype, uma empresa especializada no desenho de tipos. Times New Roman é uma fonte que foi adaptada de tal forma que possui excelente legibilidade, misturando curvas clássicas e serifas, o que permite que seja usada tanto em livros e revistas quanto em textos publicitários e até relatórios de empresas. A relação com a Microsoft Uma versão da Times New Roman foi produzida pela Monotype para a Microsoft e foi distribuída em todas as cópias do Microsoft Windows desde a versão 3.1. Era utilizada como fonte padrão em muitos aplicativos de software, especialmente navegadores e processadores de texto. A Microsoft, no entanto, procura substituir a Times New Roman com uma nova fonte sem serifa, a Calibri, que acompanha o Microsoft Office 2007. (Wikipédia, 2009).



14. Trajan - indicada para Livros, revistas, cartazes, painéis.
Trajan é um velho estilo serifado em tipografia, desenhado em 1989 por Carol Twombly para a Adobe. O design é baseado na forma conhecida como Capital, tal como é utilizado para a inscrição na base da Coluna de Trajano a partir da qual o tipo leva seu nome.



A imagem abaixo é a Lápide de Trajano, conservada no Museu de Roma.


15 - Walbaum - indicado para revistas, jornais, livros, comunicação corporativa.
Mais informações: http://tipografos.net/historia/walbaum.html (em inglês)


II - 15 tipos/Fontes não-serifadas

1. Akzidenz Grotesk - Sinalização larga, para todo tipo de mídia impressa.
"Akzidenz Grotesk é uma antiga tipografia criada em 1898 pela type foundry Berthold em Berlim. Esta Sans Serif tornou-se um grande sucesso e foi muito imitada por várias fundições de tipos. Como todas as sans serif da época, Akzidenz Grotesk era principalmente usada como um tipo display, entretanto foi incluída uma caixa-baixa bastante aceitável para textos. Akzidenz Grotesk foi provavelmente cortada por algum experiente porém anônimo puncionista (artífice que grava punções, em inglês: punchcutter) da Berthold. Esta tipografia está relacionada com o aparecimento da fonte Helvetica." (Wikipédia, 2009)



2. Avenir - Para livros com muita quantidade de textos.
"Avenir é uma fonte geométrica do tipo sans-serif (sem serifa) desenhado por Adrian Frutiger em 1988, e lançado pela Linotype GmbH, hoje uma filial da Monotype Corporation. O nome Avenir é francês e significa "futuro", e teve início a partir de inspiração na fonte sans-serif Erbar (1926) concebido por Jakob Erbar, e Futura (1927), concebido por Paul Renner." (Wikipédia, 2009). Obs.: tradução livre minha, com adaptações.



3. Bell Centennial - indicada para listagens e condições deficitárias de impressão.
Bell Centennial é uma fonte san-serif e foi desenhada por Matthew Carter no período 1975-1978.
Mais informações: http://en.wikipedia.org/wiki/Bell_Centennial.



4. Bell Gothic - indicado para quantidades de texto muito pequenas com muito volume de informação.
Pessoalmente, acho feia essa fonte. Mas... funciona!



5. Din - indicada para letreiros, cartazes e displays.
É uma das minhas fontes preferidas. Aliás, gosto de todas as variantes dessa família.
DIN é um acrônimo para Deutsches Institut für Normung (Instituto Alemão de Normatização), e é também o nome de uma família cada vez maior de fontes sans-serif. Em 1936, o Comitê de Normas escolheu a fonte DIN 1451 como o padrão tipográfico para uso nas áreas de engenharia, tecnologia, tráfego, administração e negócios.
Mais informações em: http://en.wikipedia.org/wiki/DIN_(typeface).



6. Franklin Gothic - recomendado para jornais e onde o espaço existente é limitado para o texto desejado.
Franklin Gothic é uma fonte sans-serif desenhada por Morris Fuller Benton (1872-1948) em 1902. É um dos mais de 200 caracteres desenhados por Benton. "Gótico" é uma expressão cada vez mais arcaica, utilizada com o significado de sans-serif, e é encontrado principalmente no Canadá, Reino Unido e Estados Unidos. (Wikipédia, 2009)


7. Frutiger - indicada para grandes letreiros e todo efeito de fonte para mídia impressa.

"Frutiger é uma fonte tipográfica sans-serif desenhada por Adrian Frutiger. A fonte foi solicitada em 1968 para a sinalização do aeroporto Internacional Charles de Gaulle, em Roissy, na França, que precisava de uma novo e moderno sistema sinalético. Ao invés de utilizar uma previamente desenvolvida por ele, como a Univers, ele preferiu criar uma nova fonte. Originalmente chamada Roissy, foi concluída em 1975 e aplicada ao local no mesmo ano." (Wikipédia, 2009)



8. Futura - grandes displays, pequenos textos em livros.
"Futura é uma família tipográfica sem-serifa considerada como um dos símbolos do modernismo no design gráfico. A fonte foi desenhada em 1927 por Paul Renner baseado em princípios rigidamente geométricos, inspirada nos ensinamentos da Bauhaus.A futura foi uma das fontes mais populares do século XX, especialmente nas décadas de 1950 e 60 devido à sua limpeza e impacto. Apesar disso, o tipo não é indicado para textos longos (especialmente textos literários como romances) devido ao cansaço de sua leitura prolongada. De qualquer forma, a fonte ainda é bastante eficiente em identidades corporativas, títulos, etc. Empresas como Volkswagen e Shell, por exemplo, fazem uso extenso da futura. O diretor Stanley Kubrick também é conhecido por fazer vasto uso desta família tipográfica em seus filmes. A futura foi uma das fontes mais populares do século XX, especialmente nas décadas de 1950 e 60 devido à sua limpeza e impacto. Apesar disso, o tipo não é indicado para textos longos (especialmente textos literários como romances) devido ao cansaço de sua leitura prolongada. De qualquer forma, a fonte ainda é bastante eficiente em identidades corporativas, títulos, etc. Empresas como Volkswagen e Shell, por exemplo, fazem uso extenso da futura. O diretor Stanley Kubrick também é conhecido por fazer vasto uso desta família tipográfica em seus filmes. (Wikipédia, 2009)



9. Gil Sans - indicada para sinalização e todo tipo de mídia impressa.



10. Helvetica - Indicada para textos grandes ou pequenos, logotipos, etc.
"A Helvetica é uma família tipográfica sem-serifa, considerada como uma das mais populares ao redor do mundo. Devido às preocupações que originaram seu desenho, é uma das fontes mais associadas ao modernismo no design gráfico. Ela foi desenvolvida por Max Miedinger em 1957 para a tipografia suíça Haas’sche Schriftgießerei. Seu título é derivado de Helvetia, o nome latino da Suíça. A fonte é baseada em uma tipografia mais antiga chamada Akzidenz Grotesk, criada em 1898. A Helvetica, originalmente chamada Haas-Grotesk, é uma fonte sem serifa bastante limpa e um dos princípios de seu projeto foi a máxima legibilidade." (Wikipédia, 2009)]
Mais informações: http://aulas.pro.br/blog4/?p=14 (um estudo sobre a fonte Helvetica)
Há um grande número de organizações internacionais bem conhecidas que utilizam a Helvetica: 3m, AGFA, BASF, American Airlines, Lufthansa, Microsoft, Mitsubish Electric, Nestlè, Panasonic, Parmalat, Saab, Samsung, Seagate, Target e Texaco, entre outras.



11. Meta - indicada para textos, números, especialmente em comunicação corporativa.
FF Meta é um fonte tipográfica do tipo humanista sans-serif (sem serifa), desenhado por Erik Spiekermann. Ela foi originalmente desenvolvida em 1986 e serviria como uma fonte corporativa para a Deutsche Bundespost (Correios da Alemanha), contudo nunca foi aprovada para uso.
Mais informações: http://en.wikipedia.org/wiki/FF_Meta.



12. Myriad - indicada para grandes displays e todo tipo de mídia.
"Myriad é uma família de fontes, sem-serifa, concebida por Robert Slimbach, Carol Twombly, e a equipe de design da Adobe Systems. É uma das muitas fontes semelhantes à Frutiger de Adrian Frutiger.A Miriad Pro, uma família de fontes criada mais tarde, por volta de 1998, inclui mais variantes da Myriad, desde o Light ao Black, do Condensed ao Extended, e também caractreres do alfabeto grego, cirílico e da europa central."
"No lançamento do computador eMac, em 2002, a Apple alterou a fonte que usava na imagem corporativa, no caso a Apple Garamond, para a Myriad. Quer dizer, agora a Myriad está presente em todos os seus produtos e aplicações de marketing. Os iPods mais recentes também a usam (substituíndo a Chicago) na interface gráfica." (Wikipédia, 2009)



13. Trade Gothic - indicada para jornais, anúncios de classificados, publicidade, multimídia, etc.
Ela foi projetada em 1948 por Jackson Burke (1908-1975). Mais informações: http://en.wikipedia.org/wiki/Trade_Gothic.



14. Univers - indicada para embalagens, letreiros e livros.
Ela foi criada em 1954 por Adrian Frutiger. Mais informações: http://en.wikipedia.org/wiki/Univers.



15. Vag Rounded - indicada para manuais de instrução e publicidade impressa.
A Vag Rounded foi projetada em 1979 para a Volkswagen AG. Mais informações: http://en.wikipedia.org/wiki/VAG_Rounded.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Tamanho padrão de papéis A4 e similares, no padrão ISO 216

O tamanho dos papéis é uma grandeza matemática socialmente aceita, baseada em padrões internacionais.
Sempre adorei esse assunto de medidas e padrões. O gráfico acima pode ser compreendido como um comparativo entre os diferentes tamanhos de papel do padrão internacional ISO 216.
Para quem trabalha com gráficos, é bom conhecer um pouquinho mais a fundo essa história.
Abaixo se encontra uma tabela com medidas padrões dos papéis A4, A1, A2, A3, A5, A6, A7, A10 e Legal.
Essa tabela é útil para se certificar dos tamanhos padrões adotados pelo ISO 216. Esse conhecimento pode nos ajudar a entender melhor como formatar os documentos quando utilizamos editores gráficos ou até editores de texto mais arrojados como o Word da Microsoft.
Na verdade, os próprios editores possuem um mecanismo próprio de medidas que obedece rigidamente essa padronização. Porém, muitos sequer prestam atenção nisso. Nos editores, o mais comum é que as medidas sejam dadas em centímetros. Mas, obviamente, podem ser adotadas outras medidas.

A0

84,1 x 118,9
A1 59,4 x 84,1
A2 42,0 x 59,4
A3 29,7 x 42,0
A4 21,0 x 29,7
A5 14,8 x 21,0
A6 10,5 x 14,8
A7 7,4 x 10,5
A8 5,2 x 7,4
A9 3,7 x 5,2
A10 2,6 x 3,7
Legal 21,59 x 35,56


A Wikipédia oferece uma base bem ampla de conhecimentos a esse respeito. Através dela é legal conhecer um pouco mais

Houve muitos padrões de tamanho de papel em diferentes locais e épocas, mas hoje há basicamente dois sistemas em vigor: o sistema internacional (A4 e derivados) adotado na maioria dos países, e os formatos adotados nos EUA e Canadá (como o Letter).

Tamanhos de papel das séries A, B e C,
da norma ISO 216 (em milímetros)
:

série A série B série C
4A0 1682 × 2378
2A0 1189 × 1682
A0 841 × 1189 B0 1000 × 1414 C0 917 × 1297
A1 594 × 841 B1 707 × 1000 C1 648 × 917
A2 420 × 594 B2 500 × 707 C2 458 × 648
A3 297 × 420 B3 353 × 500 C3 324 × 458
A4 210 × 297 B4 250 × 353 C4 229 × 324
A5 148 × 210 B5 176 × 250 C5 162 × 229
A6 105 × 148 B6 125 × 176 C6 114 × 162
A7 74 × 105 B7 88 × 125 C7 81 × 114
A8 52 × 74 B8 62 × 88 C8 57 × 81
A9 37 × 52 B9 44 × 62 C9 40 × 57
A10 26 × 37 B10 31 × 44 C10 28 × 40

A tolerância especificada pela norma é de:

  • ±1.5 mm para dimensões até 150 mm,
  • ±2 mm para medidas de 150 a 600 mm, e
  • ±3 mm para dimensões acima de 600 mm.
Tamanhos de papel padrão nos EUA e Canadá:
nome em polegadas em milímetros razão
Carta (Letter) 11 × 8½ 279 × 216 1.2941 próxima ao A4
Ofício (Legal) 14 × 8½ 356 × 216 1.6471 próxima ao A4
Ofício 2 (Folio) 13 × 8½ 330 × 216 1.5294 próxima ao A4
Ofício 9 12,4 × 8,46 315 × 215 1.4651 próxima ao A4
Tablóide 17 × 11 432 × 279 1.5455 próxima ao A3

Padrão ISO 216

O padrão internacional para tamanho de papéis ISO 216 é baseado no padrão alemão DIN 476. Partindo do sistema métrico, o formato-base é uma folha de papel medindo 1 de área (A0). O grande trunfo é a proporção entre os lados do papel, a mesma em todos os tamanhos do padrão, aproximadamente igual a 1:\sqrt{2} (raiz quadrada de 2, igual a 1,4142…), que tem a propriedade de se manter quando a folha é cortada pela metade ou dobrada. Sucessivos cortes definem a série A de tamanhos A1, A2, A3, A4…, cujas medidas são arredondadas na ordem dos milímetros. Manter a mesma proporção entre diferentes tamanhos, propriedade inexistente nos formatos tradicionais de papel, facilita a ampliação e redução de um tamanho para o outro e a confecção de folhetos e brochuras com duas páginas em cada folha, na qual o tamanho do papel deve ser, na série, de uma ordem acima do tamanho da página, p.ex., folhas A3 são dobradas para fazer brochuras A4.

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