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Coração mole x coração duro: conflitos internos para tomar decisões

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Montagem de Jackson Angelo 

Eu tenho dois corações: um mole e um duro. Ainda não tenho certeza se todo mundo é assim também. Você já se viu assim: duelando entre dois ou mais pensamentos, como se tivesse um diabinho e um anjinho dentro de você? Um apelando ao amor, à caridade e outro apelando à frieza, a um julgamento que sentencia à morte ou desprezo. 
Muitas vezes sou assim. Olha o que aconteceu comigo semana passada. Eu tava num ônibus e uma senhora entrou vendendo doces, balas e distribuindo um papel com uma mensagem pedindo que a ajudasse a criar, alimentar seus filhos. Fato muito comum, muito batido, mas meu coração começou um intenso duelo.

Coração duro: - Ela tá querendo dinheiro fácil ou precisando de dinheiro mesmo pra dar de comer a seus filhos como tinha escrito no papel? Uma mulher dessa idade podia tá trabalhando, conheço um monte que prefere trabalhar a se prostituir ou pedir.

Coração mole: - Talvez não seja assim tão fácil entrar em um ônibus com a cara fechada, distribuir sua lista de necessidades, sem pagar passagem contando com o favor dos motoristas e a piedade dos passageiros. Deve levar tantos nãos! Não cansa ficar o dia todo assim?

Coração duro: - Sei lá! Tem tanta gente pilantra Já dei dinheiro a tanta gente em ônibus, nas ruas. Cadê o Programa Fome Zero? Zerou? Por que ela não vai pedir nas Prefeituras? Talvez ela ganhe um bom trocado que nem se motive a ganhar um salário mínimo de carteira assinada.

Coração mole: - Acho que vou comprar sim, depois pensarei que fiz minha parte, ajudei alguém necessitado comprando algo dela.

Coração duro: - Você não é obrigado a fazer nada, nenhuma lei te obriga a isso, fora que devemos valorizar ao máximo cada centavo do nosso bolso. Você não sabe se ela diz a verdade. Que provas ela tem que os filhos estão precisando de comida etc? Faça como a maioria, não compre. A voz do povo é a voz de quem?

Coração mole: - Essa mesma voz do povo já mandou assassinar vários inocentes, inclusive Jesus. Mas é só um real! Um real!

Coração duro: - De grão em grão, a galinha enche o bico. Já esqueceu de quantos ajudou? Quantos deles mudaram de vida?

Coração nem mole nem duro: - Mas ela tá vendendo Mentos a um real e eu adoro Mentos. Pronto! Onde compraria Mentos se saísse do ônibus nesse trânsito infernal? Dane-se todo questionamento, eu quero Mentos e esse preço é o preço mesmo.

Sei que é meio besta essa história totalmente real de minha vida, eu agi assim. Mas me fez ver que ficar toda hora questionando, amolecendo ou endurecendo o coração pode fazer com que a gente esqueça de uma coisa muito boa: do que precisamos pra nos agradar, pra nos sentir bem, pra aproveitar a vida sem neuras. Uma coisa tão simples assim e tantos pensamentos duelando na cabeça. Ah! Não!

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