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Você acredita em antivirus ou internet seguros?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Vou expor algumas razões pelas quais não acredito em nenhum sistema antivírus com firewall ou não, programa ou ambiente de internet totalmente confiável e seguro:
1- Existe um monte de sites que oferecem senhas de usuários com seus nomes de usuários correspondentes, fato que permite que qualquer internauta se apodere destas senhas e atualize seus antivírus. Isto ocorre com vários deles, mesmo os considerados, tão alardeados como mais seguros.
Faça uma busca no Google ou outro buscador por sites com senhas (passwords) e nomes de usuários (usernames) de antivírus e achará muitos deles. Talvez na hora de acesso o antivírus bloqueie o site, mas o processo de desbloquear ou permitir acesso online é muito fácil, bastando configurar o programa de proteção.
Como alguns conseguem estas senhas e nomes de usuários deve ser muito simples, pois muitas listas são atualizadas diariamente.
Isto não acontece apenas com programas. Mesmo os sites que oferecem serviços comerciais sofrem este tipo de ação. Nas redes sociais, como no Orkut, por exemplo, há até comunidades que compartilham senhas haqueadas de sites comerciais. Fora um grande número de sites que oferecem senhas, principalmente para sites pornôs, que são, conforme o que tenho lido, os mais procurados neste tipo de acesso indevido.
2 - Até os hospedadores de arquivos sofrem com isto. Já há sites, principalmente em língua inglesa, que disponibilizam o email e nome de usuário que permite acesso a algum destes serviços, tais como Filseserve, Letitbit, entre muitos outros. Já houve casos de programas que geravam links do tipo premium para estes serviços. O link premium é o link de quem compra uma conta em um destes serviços. Este link premium não possui limitações. Outro método recentemente adotado por estes sites é o de inserção de cookies destes hospedadores de arquivos.
3 - Existe um monte de sites do tipo "hackers" que disponibilizam informações de como quebrar proteção de programas, de sistemas de segurança, de como invadir redes, como fazer vírus, etc. As constantes notícias de sites invadidos dá uma ideia do que seja este fenômeno.
4 - Instalar um programa do tipo keylogger em uma máquina é muito simples. O keylogger é um tipo de programa que armazena todas as informações digitadas no computador, sites acessados, conversas de msn, e até captura as imagens dos processos ativos do computador, etc. O usuário da máquina desavisado dificilmente notará a presença deste programa.
5 - Existem sites que capturam senhas com métodos de captura de hash. Não entendo como se dá isto, pelo que pesquisei há programas específicos paraesta captura. Pelo que se torna menos difícil vincular esta senha a um nome de usuário. Veja esta site: http://hashash.in/. Ele é a maior base de hash da internet, crescendo continuamente. Acesse e note como as bases de dados possuem junto ao hash algo parecido com senhas. Centenas de milhares destes "algos parecidos"!!
6 - Para usar os programas do tipo shareware, trial, ou que tenham proteções e limites de uso quando são comprados, há um monte de sites que disponibilizam ferramentas como:
6.1 keygen - é um gerador de códigos de ativação para o programa desejado; basta colocar o nome de usuário e o keygen (gerador de chave) cria um código de ativação.
6.2 crack - é um programa utilizado para craquear o programa, isto é, remover as limitações do programa, de modo que não se precise fazer mais nada, basta seguir as instruções. Alguns deles exigem a cópia de alguma dll para o programa.
Todos estes dispositivos criam uma cultura bem singular. Os cracks e keygens geralmente vêm acompanhados por um arquivo do tipo info. Neste arquivo estão dados importantes, como versão do programa, modo de craquear, etc. Alguns grupos de hackers se unem apenas para isso: disponibilizar o acesso deste programas como forma de diversão ou até curiosidade intelectual (opinião minha). Nestes arquivos do tipo info geralmente vem o nome do grupo hacker. O nome é feito com um tipo de ascii art. Sabe aqueles "desenhos" feitos apenas com letras?!!
É comum ainda que alguns destes arquivos como o keygen ou crack venham com um tipo de arquivo musical chamado midi embutido no programa. O midi é muito leve e, neste contexto, geralmente são do tipo dance ou pop.
7 - Alguns sites da internet, do tipo redes sociais, não conseguem ter controle sobre o uso das senhas dos seus usuários; assim, por exemplo, alguém obtém sua senha de uma certa rede social e usa noutro computador ao mesmo tempo, nem isto é avisado ou impedido.
Deve haver muito mais coisas que permitiriam dizer que o universo digital ainda é muito inseguro. Tanto para as empresas que perdem milhões com vendas de produtos, quanto para os usuários, vamos dizer, sérios, que compram seu antivírus, pagam suas assinaturas, pagam pelo serviço de um hospedador de arquivo, pelo acesso e um site, etc.
Até com o chamado comércio digital é preciso tomar muito cuidado com as fraudes, com os serviços oferecidos, com as promessas de enriquecimento e ganho fáceis.
Por estas coisas aparentemente pequenas, é possível dizer sem medo de errar que o mundo da internet ainda é muito inseguro. Tanto mais se se levar em conta que até os programas de proteção são passíveis de serem craqueados, e até as senhas dos usuários que pagam pelos serviços não parecem ser bem monitoradas.
Quão fácil é uma pen drive ser contaminada com um alguma praga digital.
Pior do que toda esta periculosidade inerente ao meio, quando até o que deveria nos proteger de invasões demonstra sistemas ineficazes de resguardar seu próprio usuário, é a falta de conhecimento em questões de segurança do usuário de internet e de computador.
Mesmo nas escolas, pelo pouco que vi e pelo que costumo conversar com alguns estudantes, não há informação nas escola sobre a questão de segurança, de como se proteger dos vírus, de como contornar uma infecção, etc.
Assim mesmo, acredito que o pouco que se conquistou em termos de segurança na internet se deve ao "estranho sucesso" de pessoas que roubam senhas, nomes de usuários, infectam o computador de alguém, etc. Isto é, há todo um processo do mal, mas é possível um processo evolutivo do bem por conta desse mal. Se as falhas não fossem mostradas, se as possiblidades não fossem friamente expostas e as vulnerabilidades postas à prova, não se teria evoluído na questão de segurança na internet e nos computadores de modo geral.
Creio que a educação das crianças deva englobar todas as questões possíveis de segurança, não só na internet e com o computador, mas na sua vida pessoal e social, principalmente porque os tempos atuais são marcados por muitas fraudes, violência, pelas piores más intenções, etc.



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