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Posso chorar

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Nem sei o que me levou a escrever esse texto. Tento falar nele que precisamos viver nossas vidas e de modo verdadeiro. Como a vida é curtinha, logo, logo, entendemos que é preciso conhecer o nosso ser, e com esse conhecimento definir e admitir nossos posicionamentos na vida. Por isso, é preciso aproveitar o tempo do melhor modo possível. Viver nossa história. Buscar e lutar pelas melhores páginas.
Cada segundo que passamos vão se tornar horas, meses e anos que virarão a colheita de tudo que fizemos nesse tempo. Obrigações todo mundo tem, se eu ou outro alguém pretende viver em sociedade é preciso respeitar suas normas e muitos padrões. Desobedecer regras é fácil, contudo, existe o ser chamado outro que, assim, como eu/você também possui padrões. Existem as punições, existe a justiça. Existe a consciência, ainda que ouvi-la ou não ouvi-la nos tome o tempo que parece imperdível. Só não se pode deixar de viver o próprio ser, de emitir as verdadeiras visões e opiniões. De buscar o que é mais precioso para nosso viver, contudo que seja de modo sincero, sem passar por cima de ninguém.
Há decisões e situações muito difíceis que exigem um certo cuidado ao dizer a verdade; ser sincero com você mesmo e com quem lhe cerca exige muito equilíbrio, juízo e discernimento em tudo que a gente faz e diz.

As lágrimas tantas vezes representam nossa alma falando conosco mesmo, chamando atenção, é o sentimento expresso, o que a situação representa para a alma. A porção do nosso eu mais profunda está ali se manifestando, indicando que temos coração. Não deixe seu coração morrer.


Posso chorar bem baixinho, só pra mim saber que nada sei do que estou sentindo
Posso chorar como palavras que se perdem na busca de um sentido
Posso chorar ao relembrar meus feitos e tudo que por medo nunca fiz
Deixando o coração acuado,
Experimentando algo pior do que morrer: não viver
Posso chorar com as dores dos acidentes do trânsito da vida e dos sonhos
Posso chorar debaixo da chuva de momentos que parece que sempre estou vivendo
Ou nos desertos que não levam a lugar nenhum, apesar de gritarem e ostentarem alegria
O certo é que o coração ainda fala
O certo é que o coração ainda sente
Já joguei muito formol nas minhas emoções
Embriaguei-me de páginas não escritas por mim nem para mim e me tornei meu próprio vômito
Já deixei de ser autor da minha história entrando em histórias que nunca foram minhas
Interpretando personagens que só enganaram a mim mesmo
Depois das lágrimas ainda insistirem, chorando alto, chorando baixo, chorando sozinho
Decidi deixar de me aprisionar e colocar arame farpado no meu grito

Neste mundo o tempo passa cada dia mais rápido
Quero ser diferente pra não me ser um hóspede em meu próprio quarto
Um locatário em minha casa, um estranho no meu corpo e na minha alma

Posso sorrir mesmo chorando
Porque estou vivendo o que acredito ser minha vida

(Jackson Angelo, em 06.10.2011)

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