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O passado não importa?

domingo, 17 de julho de 2011

Sei o que as pessoas querem dizer quando se referem ao passado desse modo: "o passado não importa!". Mas, o que somos sem o passado? O que teríamos para lembrar? Cada segundo que passa passou. Vamos acumulando segundos de tal forma que chegamos a acumular anos e nestes anos se desenrolam nossas histórias, fantasias, erros, acertos e experiências.
Sem esse tempo passado nada somos. Se sei ler e decodificar as letras do alfabeto é porque no meu passado aprendi a ler. Rápido ou não, com falhas ou não, de modo perfeito ou não, certamente errei muito até chegar a um domínio competente e seguro de leitura. O fato que importa é que aprendi a ler. Ainda mais importante é o uso que faço dessa leitura, desse aprendizado. Esse aprendizado tem que ser significativo, muito mais se minha existência e minhas relações pessoais precisarem dele.
Assim, se passa com tudo o que vivemos, é o que acredito.
Muitos ainda dizem: "quem vive de passado é museu!", quando nos referimos a algum fato passado. Entendo esse tipo de relação com o passado, principalmente se ele envolve erros e coisas para serem consertadas, que machucaram ou prejudicaram profundamente alguém.
Pois são justamente esses erros que merecem ser criticados por nós mesmos, de modo que o aprendizado resultante seja edificante, seja encarado de tal modo que possamos ser melhores pessoas para nós mesmos e para os outros.
O que alguém terá para lembrar de nós, a não ser o que pôde viver e visualizar no passado? Nada né? É preciso entender que a vida real oferece pontos de dor e prazer, coisas que alegram e coisas que entristecem.
Tem tanta coisa que com palavras não conseguimos justificar. Só Deus, só Ele mesmo para entender e é com Ele que podemos seguramente conversar... sobre esses erros e sobre pontos de nossa história que nos dão tristeza e escapam ao nosso controle.
Como encarar o passado que pode perturbar nosso bem-estar psicológico? Não sei responder, mas acredito que primeiramente devemos encarar essa nossa história como um processo de aprendizado. Estamos aprendendo a ler/fazer/viver em certas situações da vida. Então, essas situações de experiência envolvem confundir letras (pessoas, coisas, situações, etc), confundir textos (falas, significados, mensagens, o que queremos, o que precisamos), até que conquistemos o poder de leitura, que neste sentido significa o aprendizado de modo geral.
Deste mesmo modo, ocorre com as pessoas ao nosso redor. Muitas estão em fase de aprendizado. Outras não, já aprenderam, mas infelizmente muitos aprendem e sabem o que é correto, contudo não o praticam, preferem o que é incorreto, preferem ignorá-lo para buscar e ainda multiplicar o que é incorreto, injusto e vil.
Eu acredito que devemos acreditar sempre que é possível a tranformação das pessoas, por mais impossível que pareça, independente de qualquer tipo de coisa que tenha praticado no passado. Enquanto essa necessária tranformação não dá sinais de que vem, obviamente, dependendo de nossos elos com alguém, devemos procurar um afastamento saudável, com aproximação dentro do que é seguro para nós mesmos, se não for inevitável.
O passado é uma inesgotável fonte de aprendizado para mim, principalmente o meu, contudo não é para que eu saia conversando tudo sobre ele com todo mundo. De outro modo, não posso ficar testemunhando o passado de alguém, do qual nem participei; muito menos fazendo especulações. Ou imaginando o que certo alguém fez ou deixou de fazer no seu passado. Posso até imaginar, porque a cabeça da gente pensa e imagina muita coisa.
Lembrar o passado apenas para criticar de modo doentio, querendo gerar culpa em mim mesmo e em outra pessoa só traz angústicas e desprazer. Certas memórias podem ser comparadas a lixo e como lixo devem ser tratadas, jogando-as fora da mente. Contudo, todo aprendizado deve ser valorizado.
Enfim, o passado importa muito e é tudo o que temos, mas a forma de encará-lo e cobrá-lo ou não das pessoas é que precisa ser bem refletida e medida.

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