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sábado, 31 de outubro de 2009

Essa é apenas mais uma poesia que, mais uma vez, fala sobre o comum, sobre a pessoa comum, comum, comum; que não é manchete nos jornais, que leva uma vida comum, normal, com problemas, qualidades e modo de vida dentro do esperado, do conhecido e que, por isso mesmo, não se torna assunto, não se torna tema, não se torna livro. Apesar da primeira pessoa (eu), busquei uma universalização do sujeito.

ATUALIZADO EM 03/11/2009
EXPLICAÇÃO:
O que realmente eu queria era levar as pessoas a questionar que quando se é uma pessoa comum muitas oportunidades desaparecem da lista de possibilidades de realização na vida.
Eu não tenho preconceitos contra pessoas comuns, até porque sou comum, no sentido do texto.
Especiais todos somos. Somos todos únicos e feitos por Deus. Imagine isso: Deus me fez e me fez para as melhores finalidades possíveis, porque Deus é sobretudo amor. Deus mesmo afirma de si: Sou benigno!
Vou ver se consigo ser mais claro. Por exemplo, quando se é um craque no futebol, um amplo mercado de trabalho com muito dinheiro e privilégios se abre. Mas quando alguém, apesar de gostar muito desse esporte, não tem habilidade suficiente para figurar entre os melhores (ficar no topo), ela fica limitado a salários conforme o seu nível de habilidade. Ou até desempregado.
O que chama atenção na produção cênica??? Vou arriscar responder: Beleza, talento e feiúra.
Tem pessoas que marcam pela feiúra. Outras pela beleza. Dependendo dos níveis e dos tipos de beleza alguém pode ter profissões bem rentáveis, ganhar fama, ter mais facilidade para arranjar namorada(o), etc.
Muitos jogadores, com talento comum (digamos) terminam condenados ao esquecimento, a ambientes e clubes muito aquém dos considerados.
Os fatos divulgados pela mídia na televisão, nas rádios, nos sites noticiosos de internet, muito dos assuntos retratados nos blogs, todos eles costumam noticiar coisas de interesse público, mas as coisas incomuns, as coisas bizarras, as pessoas que estãso no topo geralmente têm muito mais espaço. Uma pessoa comum não é assunto, nesse contexto.
Então, nas primeiras páginas de jornais o que figura são as pessoas conhecidas e os fatos importantes para o contexto geográfico, social, blablablau abrangido pelo veículo de comunicação.
Vejamos, algumas imagens da primeira página do IG (site que sempre entro, respeito e com o qual não tenho nenhum tipo de ligação).
As pessoas comuns não figuram como assuntos, elas não são assunto. Isso é natural da sociedade. Nos livros uma vida comum não se torna um best-seller. Claro que um talentoso escritor pode fazer essa façanha: uma história comum de uma pessoa comum se transformar em um livro não comum, de sucesso.
Quando aparecem em notícias, capas, etc., as pessoas comuns são personagens de um caso incomum, de algo que chama atenção, gera interesse das pessoas em saber. Passada a euforia do consumo de informação, elas voltam a ser esquecidas.
Se eu disser "eu fui a um bar e tomei cerveja", por exemplo, fato muito corriqueiro na vida de milhaaaares de brasileiros, isso não é comum, não gera assunto. Mas se tiver um fato bem diferente: uma briga, uma discussão, um flagra em algum famoso, algo fora do comum, então tem grandes chances de render uma boa história.
As novelas brasileiras em sua maioria, apesar da maioria do povo ser pobre, apresenta os personagens principais como ricos. Ou o final feliz de um pobre é ficar ricão, etc. Sei que existem exceções. Ultimamente tem havido uma ligeira mudança, pois há mais personagens pobres em papéis mais importantes.
Então, expliquei o que é ser comum, nesse contexto, em termos de talento, por exemplo no futebol. Esse exemplo pode ser levado para a música, para a dança, etc.
Em termos de mídia, destaquei como elas podem aparecer na mídia. Teria muita cosia pra falar, mas queria só dar essa pincelada e o restante alguém que imaginasse, raciocinasse. É por aí.

O topo

Em que você é o melhor do mundo?

Não sou nem o mais normal do mundo
Não sou o mais alto
Não sou o mais baixo
Sou comum
Mas nunca o mais comum do comum
Não sou o mais rico do mundo
Não sou o mais pobre
Não sou tema de TV
Nem de filme nem de livro
Nem sou o mais banal dos banais
Não sou canibal nem vegetariano
Não faço milagres nem fui ressuscitado
Nunca fui o gênio nem o mais burro
Nunca fui o mais engraçado
Nem o que mais chorou
Nem o que mais sorriu
Sou apenas mais um entre milhares de uns
Nada de mais
Nada de mal nem de bem
Minha vida não dá livro, não dá novela
Apenas mais uma vida
Com problemas normais
Com anormalidades já conhecidas
Não vou ser adotado
Não vou ser nomeado
Apenas alguém qualquer
Não sou o mais belo
Nem o mais feio
Nada marcante
Nada que falte muito ou tenha em excesso
Nada muito desigual nem totalmente diferente
Nem o mais falso
Nem a melhor ou pior cópia
Apenas um eu a mais
Nada acrescento nem nada tiro
Nada que faça falarem de mim
Nem gero polêmica
Nem gero problema
Nem sou a solução das multidões
Apenas um ponto
Quão grão de areia na praia
Engolido pelas ondas azuis
Admirando a infinitude do céu
 

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