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Minha esperança

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Tenho pensado ultimamente sobre as características do corpo humano, no que se refere ao seu certo e inequívoco envelhecimento, perda de força, sujeição a várias problemas de saúde, doenças, deformações. Bem como das coisas negativas que podem acometer nossa alma: angústia, remorso, amargura, tristeza, sentimentos de perda, abandono, solidão, decepção, dores muito profundas.
Uma faca, um instrumento pontiagudo podem nos deixar cicatrizes que nunca sairão da pele.
Um tiro pode me matar. Uma queda, um acidente de carro, uma gripe nova; ma bactéria minúscula e desconhecida, com poder para me fazer sofrer muito e até matar.
Uma angústia pode perturbar a alma por anos e nos roubar a vida, a visão, as amizades.
Palavras que ferem podem ecoar em nosso interior, nos fazendo não ouvir mais nada.
Podemos começar a agir como pessoas sem cura para um monte de vozes, gritos e ecos que nos condenam a só sentir dor e tristeza.
O que me consola é saber que há em Cristo a certeza de um corpo incorruptível.
Vou envelhecer, não sei o que sofrerei, que doença poderei ter, se sofrerei algum acidente. Espero que não e sei que tenho como obrigação pensar na minha velhice, de modo que ela seja a mais suportável pra mim e pras pessoas com quem convivo.
Mas a vida pode reservas surpresas. Ninguém está imune aos infortúnios. A gente sempre acha que certos problemas nunca vão acontecer conosco.
Sei que o que digo é tudo muito óbvio. Como já disse várias vezes, o óbvio é tão desvalorizado em tantos discursos. É como algo que não precisa ser dito, já que a pessoa mais idiota sabe, conhece o óbvio. Só que o que perturba é as pessoas ignorarem e desvalorizarem esse óbvio, de tal modo que prejudicam suas vidas e de outras pessoas, seus múltiplos relacionamentos, sua saúde.
Vejo, muitas vezes, um certo medo do óbvio.
Por que então me consolo com esse corpo incorruptível prometido por Cristo?
Porque primeiro não terei mais carne que apodrece, que se mancha, que busca prazeres de perdição, que se engana com carinhos comprados, que engorda, adoece, que sabe que vai morrer certamente.
Segundo, porque não terei mais dores, angústias, tristezas mórbidas que machucam a alma. Tristeza mórbida, remorso, amargura, angústia, sofrimento, tudo isso é coisa desse mundo e da natureza corruptível.
Em 1 Cor 15.52-53 está escrito: "num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta (porque a trombeta soará). Os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. É necessário que este corpo corruptível se revista da incorruptibilidade, e que este corpo mortal se revista da imortalidade. "
Então, quando vem a dor, quando pego uma gripe, quando sinto pontadas de inveja, quando vejo os efeitos dos meus maus pensamentos, quando lembro dos cortes, das quedas, das muitas doenças pelas quais já passei, sinto saudades do que nem posso imaginar: incorruptibilidade e imortalidade.
Esse mundo é passageiro, tudo passa tão rápido, a vida terrena é muito curta.
É loucura, mas essa esperança é certa.

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