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De artista todo mundo tem um pouco

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O momento mais cinematográfico que assisti essa semana foi com a reportagem da visita do presidente Lula ao complexo de estúdios da Rede Record, o RecNov. É pra recordar mesmo.
Sei que é bobagem falar isso, mas record é um anagrama de credor.
A encenação de Lula. A encenação de Dilma Roussef. O fato de um orientar o outro. Os dois se olhando, se movimentando. A completa harmonia do olhar, do diálogo.
As cenas, o palco, o contexto não poderiam ter lugar semanticamente mais apropriado: um estúdio de televisão.
Ao ser interrogado sobre a encenação, Lula responde que: "De artista todo mundo tem um pouco". Mais especificamente, acho que de ator todos temos um pouco.
Quantas e quantas vezes não estamos encenando algo que não somos, que não queremos, escondendo nossas reais intenções, escondendo nossas recusas, desejos? Olhando para o feio e horrível e reverenciando sua beleza?
Concordo plenamente. Na televisão, no comércio, na vida social, na política, há muito de encenação; os múltiplos relacionamentos exigem dissimulações, aumentam desconfianças e descréditos. Quantas coisas falamos de outro que odiaríamos se falassem a nosso respeito.
Quantas vezes ficamos frente à frente com o nosso pior inimigo e sorrimos., apertamos as mãos? Quantas vezes o algoz não beija a face do condenado?
Essa arte viva do dia a dia, as encenações diárias a que somos submetidos. O grito tantas vezes contido. O silêncio tantas vezes mortífero.

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