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O olhar devassador do Amor

domingo, 26 de julho de 2009

my loving eyes are always on u
my loving eyes are always on u Imagem concedida para uso pela Polyvore.com


O olhar devassador do amor


Por ser amor, é um devassar diferente. Não para intrometer-se, indo ao que não é chamado, invasor de santuário, gatuno de segredos únicos, obrigando a confissões inéditas. Não é.
Devassar aqui é buscar o que se esconde, sem direito de esconder. É ir atrás do irmão, que fugiu, que se decretou abandonado de todos. Devassar é socorrer, dando e tornando a dar a fiança, que o amor emite; a esperança que o amor teima em editar a respeito de qualquer um. Se algum dia morrer a mesma esperança, o amor ainda, insiste ainda, junto de quem se quer convencer de que é nada e está no fim.
Devassar com o olhar do amor é buscar o âmago de cada pessoa, dentro da qual ela se refugia, amedrontada pela vida, batida pela existência, ofendida, saturada de ofensas, desenganada já. Vai e busca. Vai e dialoga, convencendo, sem querer impor-se.
Devassa quem encontra o centro secreto da pessoa do irmão, no qual ela se define, do qual consta em derradeira análise. É ir ao ponto, em que Deus foi quando resolveu amar a pessoa, que ora amamos. Encontrando nela fartos motivos de dar-lhe amor. Achando que vale a pena toda a pena do mundo, contato que a pessoa do irmão nasça de novo, creia novamente; comece, com letra nova, o diário das esperanças na vida.
Devassa quem teima, do lado de fora, ao encontrar trancada a porta do coração, porta que se abre do lado de dentro apenas. Devassa e aguarda, sem datas, nem prazos. Devassa, como quem vive ao lado, numa vigília de certeza irmã. Devassa quem não se impressiona com o rol das coisas ruins, feitas pela pessoa amada, buscada agora, na teima do paciente amor. Devassemos, dando-lhes todo tempo, que só é nosso, para ser deles; só tem sentido em nós, se empregado em favor, só não pesará e de desenvolverá, nas contas finais, se doado a quem carecia, a quem se escondia, a quem fugia de si mesmo.
Devassemos “dando uma de Deus”, que sabe o que valemos. Devassemos, sem contabilizar os anos da devassa, certos de que a única memória do amor é a certeza de que nosso irmão vale.

P.C. Vascocelos Jr (1971)

Obs.: texto enviado por e-mail por Cleidinha Santos.

Envie textos legais, edificantes, que possam ser lidos por qualquer pessoa, que publico aqui nesse humilde espaço.

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