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Minha cahorrinha Cyndie e montagem para foto de um cachorrinho (PNG)

domingo, 14 de junho de 2009

Eu tinha uma cachorrinha chamada Cyndie. Ela era poodle. Pretinha, brincalhona, adorava chupar bala. Gostava de correr.Ela dançava com minhas irmãs, sempre balançando muito o rabo. Digo dançava pois ela costumava imitar minhas irmãs dançando na sala. Nesse tempo, anos 80, as minhas irmãs dançavam break music e o rock'n'roll nacional, pois ambos estavam em alta e a música era de muito boa qualidade.
Cyndie dormia toda noite na minha cama. Eu nunca entendi, acho que ela gostava muito de mim, pois toda noite, ela entrava no meu quarto e dormia comigo. Nesse época, eu e meu irmão dormíamos no mesmo quarto, e ela sempre escolhia dormir do meu lado. Eram seis pessoas na casa. Acho que ela achava o meu corpo quentinho. Ela sentia quando eu me acordava e geralmente eu não a flagrava, raras vezes. Mas via seus pêlos, ainda bem que na época eu não tinha alergias, e ela era muito limpa.
Por incrível que possa parecer, ela adorava tomar banho de praia. Ela ia sozinha, sem que ninguém mandasse. Cyndie nadava pra valer, velozmente avançava no mar com um batido forte de patas, ela adorava a liberdade. E ninguém poderia impedir isso dela, ela fazia questão e era pontualíssima, quase sempre perto do cair da tarde.
Bem, certo dia, ela veio a falecer. Como ela era querida por toda multidão da rua e mesmo do bairro, muitos brincavam com ela. Tinha até uma certa senhora que todo dia, sabendo que ela gostava de bombom, trazia um pra ela. Talvez seja difícil de crer, mas ela chupava o bombom até o fim. Nem eu teria tanta paciência. A senhora fazia isto com tanto amor, ela sempre se lembrava de Cyndie. Hoje, eu teria mais receios, pois há muita gente maldosa. E uma dos meninos que sempre brincavam com ela começou a brincar de correr com ela. Lá iam os dois correndo pra lá e pra cá, até que, ela foi bater um pouco longe de casa e foi atravessar a linha ferroviária. É isso: o trem passou sem que ela percebesse sua proximidade e acabou sendo atropelada e morreu.
fizemos até um enterro pra ela. Eu estava na escola quando isso aconteceu. Foi muito rápido o intervalo da sua morte e do enterro. Hoje, talvez ninguém fizesse esse enterro, mas toda a família e até alguns vizinhos gostavam dela como parte da família. Não foi um enterro religioso, foi uma demonstração solidária de respeito a um ser que só nos trouxe alegrias.
Fiz essa moldura pra todo mundo que gosta do seu cachorrinho. Se leu até aqui, obrigado!

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