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Coisas que não tenho como responder 1 - o amor

sexta-feira, 17 de outubro de 2008


Coisas que não tenho como responder 1 - o amor (Em 10/08/2008 e 17/10/2008)

Enquanto eu não aprender a amar, sequer desfrutarei dos sentimentos e momentos únicos que ele, o amor, pode proporcionar ao meu viver. Se esperar que esse aprendizado venha só dos exemplos que vi, só dos textos que li, dos contos de Carochinha, das obras imortais, dos filmes, das novelas, das idealizações e pregações, do ouvir, do tocar, do que experimentei dos meus vizinhos, dos meus pais, poderei ficar confuso por contradições e faltas, que vão de pequenos egoísmos meus e deles a inconsequentes, repudiantes, vis e monstruosos gestos, palavras e atos.
Se me contentar só com que o mundo parece entender e expressar dele, poderei ser um mero repetidor da mesma superficialidade e, tantas vezes, incômoda falta de sinceridade que ele pode vir a me provocar. Posso chegar a um profundo e doloroso descrédito em relação ao amor. E a me afastar cada vez mais da sua essência (como se eu a conhecesse inteiramente). Pessoalmente, estou em contínuo processo de superação da minha capacidade de entender e tentar onde a vida me exigir demonstrar alguma forma real do quanto já consigo entender dele: do amor. Isto, inclusive isto! está bem descrito na bíblia, quando afirma que quando vier o que é perfeito, então compreenderei, verei, com perfeição. Esse meu ser é inacabado, incompleto, precisa ser sempre reconstruído. Meu tecido é frágil, costumeiramente se rasga com facilidade. Os fios são facilmente rompidos. Ainda que alguém ostente a mais pura seda, a vida e suas facadas consegue rasgar, cortar suas partes. Minhas mãos nem sempre conseguem remendar, muitas vezes nem posso comprar outro. Por isso, há um alfaiate que está sempre alerta para costurar os fios, refazê-los até, pois tem todo o material necessário para fornecer novos tecidos e novas vestes. Sabe qual é seu nome? Jesus Cristo!
Se me orientasse só pelo que me agradou, pelo que me satisfez em termos de expectativas, há muito o meu próprio corpo e ser eu teria abandonado, a própria divindade eu teria esquecido, a própria família, os que tenho por amigos. Se me orientasse só pelo que é racionalmente aceitável... É possível que surpreendam momentos da vida, em que quando mais desacreditei do amor, mais tive oportunidades de dar ou fazer algo que mesmo a mim foi tantas vezes negado. Quando mais quis ser carregado, mais tive que carregar, e... quem? A quem menos desejei, imaginei ou pensei que precisasse.
Enquanto eu não aprender como ter, demonstrar, expressar minhas raivas sem destruir e ofender, sem desprezar todos os princípios e ideais da justiça, nunca estarei seguramente capacitado para falar sobra essa mesma justiça. Por isto, devo ter humildade e reconhecer minhas próprias limitações para saber reconhecer em mim o que de melhor posso dar, sem esquecer minha falibilidade múltipla, para que eu não me culpe. Essa balança vale ainda mais para os que convivem comigo. Muito mais ainda para aqueles que estão completamente cegos e distantes de qualquer noção de amar.
A natureza é linda de se ver e viver, embora, certamente, grandes catástrofes naturais já mostraram sua força destruidora, ceifando milhões de vidas; contudo, a natureza não raciocina e não planeja suas ações. Já o homem e sua natureza variável é capaz de destruições ainda maiores; assim como a natureza do planeta, a natureza do homem tem brisa, cachoeira, rios, pássaros cantantes, mas os monstros de seu coração têm ceifado sua vida, dos seus semelhantes, e têm tirado a chance de sobrevivência do próprio planeta. Existe gente que ama o outro por qualquer motivo, e gente que odeia sem qualquer razão. Existe gente que compreende suas falhas e quer ser compreendido, mesmo em erros e atitudes cruéis e desproporcionais ao que ela interpretou como ofensa; contudo não tolera as dos seus semelhantes.
As lágrimas. Precisamos entender delas que podem dizer para nós mesmos que apesar das dores, estamos com a alma viva. Que a dor é forte naquele momento, e talvez em outros dias, demorados dias! mas ainda há vida na alma, e ainda não acabou a história. Ainda não foi o fim.
Todos estão vivos fisicamente, mas considerando a condição de terem uma alma, uma vida interior, é estranho e pessoalmente acho inaceitável que alguém tenha prazer na maldade, seja insensível com a dor de outro ser humano, seja arrogante em sua inteligência, classe social, e se comporte como se fosse superior aos outros e por isso crê que pode apoucar a quem ou o que ele julgar ser inferior a ele. A consciência do erro existe, a consciência pode falar, gritar, mas não é ouvida.
O amor é como um membro da vida interior, na verdade, um coração, tão útil e fundamental como a mão é pro corpo físico. O amor como coração da vida interior bombeia os sentimentos e as emoções. Se os sentimentos e as emoções são bombardeados sob sua luz, poderemos ver e sentir o que só ele pode operar em nosso ser.
Ouvindo o cristão que teima e luta para estar em mim, só posso dizer que Jesus Cristo pode dar um novo coração.
Deus é amor!
(Jackson Angelo)
 

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