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EQUILÍBRIO

domingo, 25 de novembro de 2007


EQUILÍBRIO

Você vê um pântano fétido e sem vida, onde estou vendo a minha nova morada
Eu admiro pássaros lindos por toda extensão dos céus, você vê abutres e se esconde
Eu mergulho nas águas cantantes do mar, você tem medo de se afogar até mesmo numa chuva
Eu tenho medo de raios, mas você suporta todos eles quando caem em sua cabeça
Eu não sei cozinhar, enquanto você me mostra pratos secretos que você inventou só pra mim
Eu sempre me perdi no trânsito, você confiante nos conduz por todas as ruas da cidade
Enquanto eu sempre cheguei atrasado, você sempre se adiantou
Assim no meu atraso, na tua pressa, encontramos um equilíbrio pra ter segurança na vida

DE ONDE CONTINUAR SE NEM SABEMOS ONDE PARAMOS?

DE ONDE CONTINUAR SE NEM SABEMOS ONDE PARAMOS?


Como parar algo que nem sabemos o que é? Como conseguir ver algo que nos cega? Como escapar de um bandido que busca nos matar se ele está dentro de nós? Como acreditar em uma verdade fundada apenas em mentiras? Já se sentiu vencido pelas palavras? Quando o destinatário da mensagem parece que nunca compreendeu o que se quis dizer? Eu me senti um completamente sem sentido, sem noção, sem exatidão, sem visão. Cego na imensidão de imagens, visões e sonhos. Incoerente por existir, por tentar existir. Já se sentiu estranhamente em um labirinto de fatos, palavras, silêncios, sem explicação, sem conexão? Como um estrangeiro no próprio ser, no próprio sentimento, no seu próprio mundo? De repente, nada sei, não conheço ninguém. Uma onda inunda uma ilha já sem vida, mesmo assim, insisti em me refazer. Como viver mergulhado nas mesmas lembranças, como se o futuro e o passado não passassem de fragmentos do mesmo ponto geométrico? O mesmo do mesmo do mesmo do mesmo, do que não sei, do que pensei saber, do que pensei conhecer. Já se sentiu vencido pela tremenda mudez de esperança e perspectivas? O cálice é sempre o mesmo, o dissabor o mesmo, a falta de alegria ainda pior. E...pra que explicar tudo isto?

O modo de ver

Gráfico By jacksonangelo.
A mensagem é a primeira versão desta poesia.


A ECLIPSE DA FELICIDADE

Mesmo sendo verdade parece sempre imaginação
Mesmo acordado, parece um sonho
Um sonho que, mesmo acontecendo, dá a sensação de sonho não-realizado
Mesmo estando parece apenas ter passado
Mesmo falando parece um eco distante
Mesmo sendo mais do que real, parece inalcançável
Mesmo estando abraçado, só consigo vê-la no pensamento
Mesmo tendo descoberto uma verdade, continuo imerso em desconfiança
Mesmo acontecendo


Mesmo brilhando como o sol, refulgente e esplendorosa,
A felicidade parece estar eclipsada pela nossa forma de ver

Por que essa teimosia em esperar que o perfeito seja mais do que perfeito?

Por que no que é tão simples a gente põe tanta barreira?

Penso, logo tenho medo de mim mesmo!

Penso, logo tenho medo de mim mesmo!!!!!!!!!!!!!!!!!

As esquinas
A ruas
A encruzilhada
O precipício
As multidões
Os indivíduos
Esta cidade
O banheiro público
A estação de trem

Vai ter gente lá?
Vai te gente que pensa?
Que vê?
Eu não quero estar lá

O circo
O cinema
A Disney
Hollywood, Paris, Tóquio
Vai ter alguém humano lá?

No presídio
Na liberdade
Na História
No céu
No inferno
Vai ter gente lá?
Gente que investiga, questiona?
Gente? Vai ter gente?
De carne e osso como eu?
Judeu, ateu, budista?
Safado, santo, corrupto?
Mágicos, bêbados, equilibristas?

Eu não quero ir lá

Se eu me isolar?
Se existir uma ilha só pra mim?
Eu sou gente também!
Como escaparia de mim mesmo?
Dos meus próprios questionamentos?
Das coisas que projeto em minha mente?

Penso, logo tenho medo
Medo de outra pessoa
Medo de mim mesmo!

CONTRA VOCÊ

Louis Icart - Salomé

CONTRA VOCÊ!!


Cuidado com o que você diz
Tudo pode ser usado contra você,
Até mesmo quando elogiou a cor de uma roupa
O tom de uma voz
A entrada e a saída de alguém
Suas brincadeiras que fizeram alguém rir
Este mesmo alguém pode detestar depois
E misturar a verdade com a fantasia
Cuidado! Se o conselho for seguido e não tiver sucesso
E alguém jogar na tua cara o fracasso da própria vida
Até mesmo um versículo bíblico, por mais infalível
Alguém pode te apedrejar por ele ser correto
Nem toda hora as pessoas querem justiça

Até mesmo um consolo,
Uma declaração de amor,
O teu silêncio, quando nada dizes
Alguém pode te ter por covarde
Até mesmo teu olhar,
Ou um gesto, o mais gratuito, sincero, bondoso e formidável
Até a pessoa que você salvou
E carregou nos braços

Cuidado!

ESTÁTICO

DIAS QUE PASSAM,

HORAS QUE PASSAM,

PARECE SEMPRE O MESMO MOMENTO

DA MESMA COISA.

NEM MONOTONIA,

VIDA SEM TONIA,

SEM SINTONIA!

Jackson Angelo

Vulcanização


Vulcanização

Nunca deixe ninguém apagar sua identidade. A liberdade é um bem fundamental pelo qual todos devem lutar por mantê-lo e valorizá-lo. Reveja a causa de sua tristeza e descontentamento e, se possível, tire de sua vida tudo o que lhe entristece e tudo o que, mesmo trazendo alguma alegria passageira, você vê que lhe traz angústias, discussões e conflitos. Amanhã é outro dia e toda mudança para melhor pode ser iniciada.
Já sente o vento levando tudo embora?
Sabe que os vulcões mesmo com aparência destrutiva dão origem a ilhas e lugares magníficos?

BREAK IT DOWN AGAIN (Acabar com isso de novo)

domingo, 18 de novembro de 2007

Break It Down Again (tradução)

Tears For Fears

Acabar com isso de novo

Então aqueles são meus sonhos
E esses são meus olhos
Fique em pé, alto como um homem
Cabeça erguida, forte como um cavalo

Quando está tudo uma bagunça
Melhor acabar com isso
No mundo de segredos
No mundo de sons

Isso acontece por você estar sempre se escondendo da luz
Veja você mesmo, você tem estado sentado numa bomba-relógio
Sem necessidade pra revolução, talvez alguém em algum lugar
Possa te mostrar algo novo sobre você e sua canção íntima
E todo o amor, e todo o amor do mundo
Não empedirá a chuva de cair
De se perder escoando no subsolo
Eu quero acabar com isso

Acabar com isso de novo

Então aqueles são meus esquemas
E esses são meus planos
Gorjetas generosas para os garotos
Notícias frescas da força

Quando está tudo uma bagunça
Melhor acabar com isso
No mundo de silêncio
No mundo de sons

\"Sem sono para sonhar\" dizem os arquitetos da vida
Grandes bebês saltando, pão e manteiga, eu posso ter uma fatia?
Eles não mencionam a beleza da decadência
Guarda-chuvas azuis, amarelos, rosas, o salvam de um dia chuvoso
E todo o amor, e todo o amor do mundo
Não empedirá a chuva de cair
De se perder escoando no subsolo
Eu quero acabar com isso

Cavalgando ao redor
Reze por poder
Toque para a multidão com sua grande música
E eles não esfriarão, não esfriarão, não esfriarão
Toque para a multidão
Toque para a multidão
Toque yeah yeah

Isso acontece por você estar sempre se escondendo da luz
Super rápido para o céu, como Moses numa moto
Sem necessidade pra revolução, talvez alguém em algum lugar
Possa te mostrar algo novo para te ajudar
Com os altos e baixos
Eu quero acabar com isso
Acabar com isso de novo

Acabar com isso de novo
Sem mais sonhos adormecidos
Sem mais construções
É hora de dissolver
Acabar com isso de novo
Sem mais sonhos adormecidos

Break It Down Again

Tears For Fears

Composição: Roland Orzabal

Break it down again
So those are my dreams
And these are my eyes
Stand tall like a man
Head a strong like a horse

When it's all mixed up
Better break it down
In the world of secrets
In the world of sound

It's in the way you're always hiding from the light
See for yourself you have been sitting on a time bomb
No revolution maybe someone somewhere else
Could show you something new about you and your inner song
And all the love and all the love in the world
Won't stop the rain from falling
Waste seeping underground
I want to break it down

Break it down again

So these are my schemes
And these are my plans
Hot tips for the boys
Fresh news from the force

When it's all mixed up
Better break it down
In the world of silence
In the world of sound

\" No sleep for dreaming\" say the architects of life
Big bouncing babies, bread and butter can I have a slice
They make no mention of the beauty of decay
Blue, yellow, pink umbrella save it for a rainy day
And all the love and all the love in the world
Won't stop the rain from falling
Waste seeping underground
I want to break it down

Horsin' around
Pray to power
Play to the crowd with your big hit sound
And they won't simmer won't simmer, won't simmer down
Play to the crowd
Play to the crowd
Play yeah yeah

It's in the way you're always hiding from the light
Fast off to heaven just like Moses on a motorbike
No revolution maybe someone somewhere else
Could show you something new to help you
With the ups and downs
I want to break it down
Break it down again

Break it down again
No more sleepy dreaming
No more building up
It is time to dissolve
Break it down it again
No more sleepy dreaming


Em um e outro lugar I

sábado, 10 de novembro de 2007

O palhaço tirou sua face habitual e pôs uma nova máscara, porque esta máscara é sua principal identidade. Ele jogou suas vestes para o alto, como quem dá descarga em uma bolo fecal de mentiras. Este bolo foi por toda vida uma tremenda dor de barriga, só lhe trouxe aflição e dor.
A criança acordou e não havia mais uma mão pra lhe acolher. Seu corpo cresceu, e ela não entendeu porque não estava mais andando nos braços que tanto lhe afagaram e oferecerem proteção e abrigo.
A criança procurou o palhaço que tanto lhe alegrou. Ao vê-lo chorando ficou ainda mais confusa. O palhaço chorava, mas era de alegria. E a criança não entendia porque o palhaço chorava com alegria.

O fogo da vela de jantar foi apagado porque não havia ninguém pra jantar. Ninguém foi convidado. Não se sabe por qual razão o jantar foi feito. As coisas funcionavam por força de convenções.
Quem ia jantar sabia que a comida não teria gosto algum, que o horário era péssimo, que nã o iam comer o que queriam, que não estariam juntosm, mas apenas próximos.
A comida que sobrou do jantar ficou sobre o fogão. E lá mesmo alimentou bactérias, fungos, ratos, baratas e formigas. Alimentou, não foi tempero, marca, horário, conquista, sedução, etiqueta. Eles foram naturalmente convidados pela própria natureza e se serviram pra valer.

A debutante se vestiu de luto quando ela permitiu ver o que seus olhos há muito viam, porém não conseguiam definir. Neste instante, saiu correndo pelo corredor pulando agitada, envolvida por um novo e desconhecido contentamento. Ora, ora, ora!!! Finalmente, ela não ia ter que tolerar tanta gente que ela odiava. Não ia ter que ouvir músicas que ela nunca ouviu nem nunca iria querer ouvir. Ela debutou para si mesma.

Um cego que não quer ver, pois ele sabe o que verá. Um aleijado que não quer andar, porque sabe a estrada que lhe espera.

O palhaço acordou, já sem obrigação de ser espetáculo, já sem ter que tolerar crianças mimadas que não querem crescer, que não toleram a verdade a vivem apenas de fantasias.

Em um e outro lugar, há sempre um amostrado, um rebelde, um alguém que todos desprezam, um louco, retardado, de idéias desconexas, sem juízo, há sempre alguém que merece ser apedrejado. Há sempre um santo falando com prostitutas, um bandido que rouba para o sustento dos pobres. Em e outro lugar...
 

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