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Maturidade II

quinta-feira, 16 de março de 2006


Se eu voltasse a pensar como uma criança, a sentir o mundo como uma criança, eu ergueria meus braços para cima, eu brincaria até desfalecer, se isto fosse possível: cansar-se. Sei que seria um analfabeto de letras, de sentimentos, de mim mesmo em todos os sentidos. Não estaria pronto pra sofrer, não teria independência, antes buscaria os cordões umbilicais, seria egoista e bobinho. E eu não chatearia as pessoas por ser bobão. Ou por soltar um...punzinho. Ou por comer sem a menor educação. Todo instante haveria novidades, mesmo num grãozinho de areia. Totalmente emocional. Inocência. A lagoa estaria sempre azul, ainda que mudasse de cor diversas vezes. Eu mergulharia num tonel e estaria no meio do Pacífico parando embarcações e assoprando as tempestades.
Bom é que o destino lhe seja generoso e sua criança não se perca, que não se desencante com a vida, com as pessoas, que sorria demais e alto, que festeje, adore brincar, passear, olhar tudo em volta. Que seja inquieta e descubra coisas novas todo segundo, principalmente, que toda monotonia tem cura. Você vai crescer ainda na velhice, a vida vai te conceder perdas e vitórias. A mesma vida que te trouxe, que deu tua mãe, teu pai, teus amigos, levará esta mãezinha noutro instante. É duro não lembrarmos, na maior parte das vezes, como vimos os seus rostos pela primeira vez. Qual foi a primeira palavra. O tempo levará também tuas poesias ou pro esquecimento, ou pra agenda de um amigo, ou para a eternidade, te trará amargas e também maravilhosas recordações. Chegará um momento em que não seremos tão diferentes, muito menos iguais. Você terá já seu CPF, RG, receberá uma codificação única na sociedade, e muitas vezes se questionará sobre si mesmo. Ou tentará nada questionar, fugirá de qualquer controle alheio ou de si próprio. Tanta coisa vai entrar no coração, lá mesmo vai se acabar, lá mesmo irá se juntar a outros elementos. Vai amar outro alguém, noutro instante pode até desejar que esteja morto, nunca ter conhecido. Vai prometer a si mesmo que nunca mais. E num piscar de olhos toda carne e alma se derretem perdidamente em incontroláveis e contidos desejos. Haverá muita coisa mais forte que você, seus princípios e seus pensamentos. Bom é que exista uma noção mínima do que esteja acontecendo.
"Kelo sê méudico. Pa tatá duss dodói. Vou encher tia de jóias. Eu quero um carrinho. Bora brincar!
Quando eu crescer..."

Salmo 3.5


Salmos Cap. 5 , Vers. 3
Eu me deitei e dormi; acordei, porque
o SENHOR me sustentou.

Alexsander de Carvalho, meu amigo

Alexsander de Carvalho Silva, meu amigo, este simpático e humaníssimo menino, cidadão cabedelense, com o qual tive a bendita sorte de estudar e concluir o curso de Jornalismo na UFPB. Ele simplesmente ganhou o prêmio de melhor livro geral e melhor livro na categoria Vida Cristã, no PRIMEIRO CONCURSO LITERÁRIO EMILIO CONDE (CONEC), promovido pela CPAD (Cada Publicadora das Assembléias de Deus), cuja premiação ocorreu durante as solenidades da 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, na cerimônia de comemoração dos 66 anos da editora, com o livro "A Jornada".
Segundo Alexsander (Sandrinho) o livro foi escrito com a intenção primordial de participar do concurso, porém o projeto foi sendo mudado gradativamente à medida que ia sendo escrito, num período de basicamente dois meses até sua concretização, quando "A Jornada" tomou um rumo bem diferente do que ele imaginava. Concorreram ao prêmio 573 trabalhos em 7 categorias diferentes. Uma honra para a Igreja Assembléia de Deus de Cabedelo, para sua família, seus amigos e todos os que o conhecem e também para o próprio município de Cabedelo, onde reside, carente de jovens vencedores e de referenciais em termos de perspectiva intelectual, uma vez que a maioria dos jovens rapazes da cidade depositam sua esperança em ganhar os mares (e dinheiro) com embarcações intercontinentais, e onde também a atividade cultural e intelectual costuma ser desprezada, quase inexistente. Alexsander estava ainda cansado quando nos encontramos e disse estar extremamente surpreso com a premiação, porque, dentre outros obstáculos, no processo de criação houve contantes problemas com o computador que quebrava insistentemente e que por um milagre voltou a funcionar. O prêmio além de uma melhoria na auto-estima, lhe rendeu um chequinho de cinco mil reais. Um bom estímulo. Após a divulgação do resultado perante uma platéia de quase 300 pessoas, houve uma sessão de autógrafos. Alexsander destaca dois momentos deste sonho mais do que realizado: quando seu nome foi anunciado como sendo o vencedor do prêmio. Segundo, quando do seu retorno ao lar, onde no aeroporto lhe esperavam mãe, irmãos, avós, tios, primos, amigos, todos gritando apaixonadamente seu nome. O nome deste pequeno Davi, que venceu os terríveis Golias que ultimamente se levantaram em sua vida. Sua família chamou tanta atenção que os funcionários e demais passageiros ficaram todos curiosos e confusos sobre o que estava acontecendo. "Pra mim foi um momento maravilhoso, inesquecível!", conta Alexsander. Mas, Deus é aquele que surpreende e reserva tesouros inesgotáveis, conforme sua multiforme sabedoria. Deus lhe deu resposta. Alexsander conta que de agora em diante precisa se acostumar com coisas que sempre temeu: a exposição e o contato com o público, já que, consequentemente, muitos vão querer conhecê-lo e ouvi-lo falar de sua experiência. Não é sempre que um paraibano ganha um prêmio de reconhecimento nacional, mesmo que seja de cunho evangélico, pois é incontestável que a nação evangélica do Brasil já atingiu um significativo percentual numérico. O livro "A Jornada"já está à venda no site da CPAD por R$ 25,02.
Para terminar, uma palavra do próprio Alexsander: "Relembrando tudo o que passei de janeiro pra cá, eu vejo que tudo foi um momento de preparação da parte de Deus para uma reflexão sobre minha própria vida, para receber de Deus este presente. Porque tudo foi um presente de Deus pra minha vida!"

Felicidades

Felicidades.
Sem palavras. Todas escaparam, se esconderam,
Pediram um tempo, pediram pra pensar,
Outras se danaram, outras jamais existiram.
Felicidades. Toda palavra se cansou,
Meus olhos começaram a pesar
A imaginação e o pensamento escorregaram,
As ideias apagaram.
Não sei o que fazer, não sei como começar.
Não sei como terminar.
Felicidades.
 

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