Pesquisar neste blog

Páginas rasgadas

sábado, 21 de outubro de 2006


Houve um dia em que deixei de ir a um enterro de alguém a quem nunca mais veria e eu sempre saberei o quanto ela era especial pra mim.
Houve um dia em que resolvi me vingar de um amigo querido por algum erro; em outro um dia gritei minha mãe, gritei meu pai, censurei os meus avós no meu coração, no meu pensamento. Houve um instante em que cogitei minha própria morte, mesmo tendo certeza QUE ESTA NÃO ERA MINHA VONTADE.
Também escondi meus erros por capricho e orgulho, no mesmo instante em que falava sobre coragem e sinceridade.
Achando-me hipócrita, em algum outro dia resolvi ser eu mesmo totalmente e em nenhum instante consegui me ver ou me notar. Talvez, nem eu mesmo soubesse como ser eu mesmo ou o que eu estava me propondo ser.
Já dei muitas desculpas. E em algumas delas muito de invenção e mentira.
Houve um dia em que não atendi ao convite de um casamento, e o próprio noivo veio atrás da minha presença. Contudo nem isto me motivou, e ele certamente se entristeceu. Ficou a mancha de não ter compartilhado com ele um momento tão único e importante.
Recordo ainda que não aproveitei quando pude abraçar algumas pessoas quando vieram se alegrar comigo, vieram me cumprimentar ou parabenizar por uma vitória.
Sei que também fui egoísta quando não correspondi alguns sorrisos. Minha cara ficou um tijolo seco e sombrio. Houve um dia em que o sol brilhou e eu não dei a ele o valor de uma vela. Preferi a escuridão. Dias em que me senti mísero... E não foi há muito tempo, foi há pouco, mesmo quando decidi que não rasgaria mais página alguma da minha vida.
E passei as mãos sobre o rosto, não olhei pra cima, não procurei reagir, quando o único impedimento era minha própria vontade. Existiu sempre a possibilidade de escolher. A escolha não vem dela mesmo, vem de dentro de cada um.
Houve um dia em que lamentei não ter corrido ao lado dos meus amigos que me chamaram pra correr um caminho, percorrer uma trilha.
Dias em que a música retumbava altissonantemente e eu não quis dançar.
Dias em que a paixão olhou pra mim, me cercou e eu não me deixei aquecer.
Há tantas páginas rasgadas. Momentos que poderiam ter sido inesquecíveis, momentos que continuam desconhecidos, por medo, timidez, costume até. Rasgadas as páginas, foi rasgado também meu livro. O livro da minha existência.
Eu poderia ter ficado calado e ter permanecido ao lado de vários amigos até o dia de hoje. Eu poderia ter compreendido o cansaço e a debilidade dos meus avós. Compreendido o zelo do meu pai, a expectativa, a esperança da minha mãe. Eu poderia ter acreditado em Deus, no milagre, no amor.
Eu poderia ter visto tantas vezes o nascer e o pôr do sol e ser queimado pelo seu calor. Eu poderia ter dado a mim tantas chances de escrever nas páginas do livro, de colocar imagens novas, de colocar meus sentimentos, experimentar-me, experimentar o viver, o sim, o não, a glória, o fracasso, o desconhecido, o temido, o conhecido.
Assim, tendo as páginas rasgadas, nem posso dizer que me conheço. Nem posso dizer que existo. E são essas páginas que me cobram o empenho dos meus dedos e do meu coração em escrevê-las, porque são a seiva que alimentariam minhas raízes. Por isto sinto que estou definhando.

Eu tenho que ir atrás destas páginas, ir atrás das letras que apaguei, das palavras que de propósito esqueci e omiti. Ir atrás das personagens que minha brutalidade afligiu. Ir atrás das lições que estão pra ser aprendidas. Cuidar melhor do meu livro, de cada página, reconhecendo o que as mancha e corrompe.

Na capa, meu rosto. Páginas escritas, páginas vividas! Páginas que enfrentei, cultivei, pensei, chorei, lamentei, alegraram e trouxeram surpresas.


Conselho final: não rasgue as páginas de sua vida, não deixe de viver o que a vida pode lhe proporcionar e se já não tem lhe exigido. Tenha coragem e se conheça de verdade. Conheça o que é viver, o que é atravessar os montes, suportar os desertos, o que é crer e ter esperança.


Torn pages

There was one day in that I stopped going the a funeral of somebody to who would never again see and I will always know her as she was special now me.
There was one day in that I decided to take revenge of a dear friend for some mistake; in other one day I screamed my mother and my father, I censured my grandparents in my heart, in my thought. There was an instant in that I cogitated my own death, same tends certainty THAT THIS NOT was MY WILL.
I also hid my mistakes for care and pride, in the same instant in that I talked about courage and honesty.
Being hypocrite, in some other day I decided to be me same totally and in any instant I got myself to see or to notice me. Maybe, nor I knew how to be me same or the one that I was intending to be.
I already gave many excuses. And in some of them a lot of invention and lie.
There was one day in that I didn't assist to the invitation of a marriage, and the own fiancé vein behind my presence. However nor this motivated me, and he certainly became sad. It was the stain of not having shared with him such an only and important moment.
I remember although I didn't take advantage when I could hug some people when they came to cheer with me, they came to greet me or to congratulate for a victory.
I know that also went selfish when I didn't correspond some smiles. My face was a dry and shady brick. There was one day in that the sun shone and I didn't give to him the value of a candle. I preferred the darkness. Days in that I felt miserable... And it was not there is a long time, it went there is little, same when I decided that would not tear any of my life more page.
And I passed the hands on the face, I didn't look for top, I didn't try to react, when the only impediment was my own will. It always existed the possibility to choose. The choice doesn't come from her same, it comes from within from each one.
There was one day in that I lamented not to have run beside my friends that called me for running a road, to travel a trail.
Days in that the music resounded high-soundingly and I didn't want to dance.
Days in that the passion looked for me, it surrounded me and I didn't let to become warm.
There are so many torn pages. Moments that could have been unforgettable, moments that continue ignored, for fear, shyness, habit until. Torn the pages, it was also torn my book. The book of my existence.
I could have been quiet and to have stayed beside several friends until the day today. I could have understood the fatigue and my grandparents' weakness. Understood my father's devotion, the expectation, my mother's hope. I could have believed in God, in the miracle, in the love.
I could have seen so many times the to be born and putting of the sun and burned being for his heat. I could have given to me so many chances of writing in the pages of the book, of putting new images, my feelings, to try me, to try living, the yes, the no, the glory, the failure, the stranger, the fearsome, the acquaintance.

Like this, tends the torn pages, nor I can say that know myself. Nor I can say that exist. And they are those pages that collect me the pledge of my fingers and of my heart in writing them, because they are the sap that you/they would feed my roots. For this I feel that am weakening
I have to go behind these pages, to go behind the letters that I turned off, of the words that on purpose forgot and I omitted. To go behind the characters that my brutality afflicted. To go behind the lessons that are for being learned. To take care better of my book, of each page, recognizing what stains them and it corrupts.

In the layer, my face. Written pages, lived pages! Pages that I faced, cultivated, I thought, I cried, I lamented, they cheered and they brought surprises.


Final Council: don't tear the pages of your life, don't stop living what the life can provide to you and if no longer it has been demanding you. Have courage and be known of truth. Know what is to live, the one that is cross the hills, to support the deserts, the one that is believe and to have hope.

Belíssimo! Eu sou belíssimo

domingo, 8 de outubro de 2006

Como fugir do próprio corpo? Fechei os olhos e quando acordei meu corpo era o mesmo: nenhuma asa de anjo, nenhuma asa de imaginação que me fizesse levitar ou levantar vôo. Abri os olhos e continuo vendo as mesmas coisas. A cor dos meus olhos permanece a mesma. E agora vejo que a minha pele começa a enrugar, minha voz está mudando. Ainda que use lentes de contato, as pessoas verão uma nova cor de olho, mas minha visão será a mesma. Então, tenho que mudar o modo como vou dormir, o modo como vou me acordar, o modo como vou viver ou pretendo, necessito, sonho, desejo VIVER. Quanto a morrer, ainda nem sei como começar a decidir. É difícil crer que ela (a morte) virá a mim, mas não sou exceção. Bem, desejo que alguém se lembre de mim como uma boa pessoa, apesar das minhas falhas. Espero que alguém tenha boas lembranças, apesar que por vezes sou brusco, deprimido, chato. Mesmo assim, não meço esforços para dar o melhor de mim pra ajudar a quem necessita. Sei que quase sempre não posso fazer muito.
Ainda que faça plásticas, isto não retardará o processo. E, certamente, de algum modo inesperado, em um momento desconhecido, poderei dar adeus a mim e ao mundo e às pessoas a quem amo.
Mas, enquanto o fim não vem, enquanto este começo eu desconheço, posso chamar de JÁ e desde JÁ:
CANTAR..CANTAR...CANTAR...
ABRAÇAR...ABRAÇAR...ABRAÇAR...
RESPIRAR...RESPIRAR...RESPIRAR...
COMER O SOL....
LAMBER A LUA...
AMAR...AMAR...AMAR..
SENTIR O CORAÇÃO BATER...
FALAR COM VOCÊ!
COMIGO MESMO!
DANÇAR, COMER, ME ACHAR LINDO::

Sabe, tem dias que de manhã, assim que acordo, eu digo be-in, be-in bem altão, uma versão de uma música que nunca encontrei em lugar nenhum, a não ser num programa de humor, cantada (pela caridade, é verdade) por uma drag queen, que era o cão de tão FEIA:
"Belíssimo!! Eu sou belíssimo!"
Certo, é um besteira. Mas, minha família adora. Minha vó por vezes pergunta: "Cadê belíssimo?"
BELÍSSIMO. O VIVER É BELÍSSIMO. AFINAL, O QUE SERIA DO JUIZ SEM O BANDIDO? O QUE SERIA DA CORREÇÃO SEM O ERRO?

VOCÊ É BELÍSSIMO!!!

Sinceras desculpas

domingo, 10 de setembro de 2006

Peço sinceras desculpas a todos aqueles que Deus têm me dado o prazer e a honra de ter algum tipo de "diálogo" no meio digital; desta vez não tenho qualquer justificativa, apenas não consigo fazer sempre a mesma coisa, tanto que, algumas vezes, pareço estar desprezando a mim mesmo e aos que me rodeiam. Na verdade, é algo natural de mim mesmo este isolamento. Há momentos em que ele está mais acentuado. Contudo, não é algo anormal, nem muito menos uma doença. Acho que todo mundo tem suas peculiaridades. Ultimamente, eu me senti um pouco cansado de tudo, preferi a cama. Às vezes, é até possível esquecer o quanto um bom sono, uma boa "hibernação" tanto quanto atividades físicas são compensadoras. Por favor, não estranhem minha ausência, principalmente os que eu sempre costumo visitar. Eu nem quero dizer que amo vocês, prefiro que o tempo mostre isso. Desejo vida longa a todos, e vou postar algumas coisas, talvez mais leves e descontraídas. Minha criancinha, meu jovenzinho querem brincar um pouco. Meu eu adulto está ficando um pouco rãzinza, e eu sei que posso carregar o melhor de cada idade dentro de mim.
Sejam felizes, vocês merecem! Daqui a um poucochinho... talvez até mude de idéia, afinal, não consigo ser racional sempre, por vezes, o instinto, a intuição e as emoções me pregam sustos e controlam embriagadamente o volante do meu carro.

PULAR (Boundin, PIXAR)

quinta-feira, 17 de agosto de 2006

Recentemente, assisti a uma animação da Pixar, de quase 5 minutos, que até agora me faz pensar. Trata-se de Boundin (por Bud Luckey), que no Brasil recebeu o nome "Pular", cujo lançamento ocorreu em 2003, antes do lançamento de "Os Incríveis", tendo sido nomeado ao Oscar de melhor curta-metragem animado, ao lado de Destino (da Walt Disney), Gone Nutty (produzido pela Blue Sky Studios), Harvie Krumpet (da Melodrama Pictures) que foi o vencedor na categoria e Nibbles (da Acme Filmworks) .
O mercado de curtas no Brasil, pelo menos onde moro é inexistente. Resta apenas o consolo dos arquivos compartilhados na Internet ou dos que acompanham produções maiores.
A estória é bem curtinha, mas tem tantos caminhos e modos de interpretá-la. Por isto, eu a considero, na minha humilde opinião, genial. Ela é toda cantada, e a tradução para o português do Brasil ficou perfeita. Embora pareça até infantil, na verdade, toda sua feitura é infantil, ela trabalha com alguns símbolos do quotidiano que ainda são tabus nas conversações com as pessoas, digamos, na fase de infância e adolescência: a questão da identidade. Quero deixar bem claro que tenho uma personalidade bem definida e não possuo qualquer tipo de frustração quanto à minha pessoa. O que escrevo é apenas mera e comum inspiração. Muitas vezes, apenas tento entrar no ego das pessoas que me cercam, sem ao menos conhecê-las direito e tento imaginar o que elas poderiam imaginar e busco até sentir o que elas estariam sentindo. Por isto, é possível compreender que quase sempre não estou falando de mim, e muitas vezes até estou. Por exemplo, quando falei no monstro eu, fiz referências a questões de conflitos internos, mas é possível extrair "X" interpretações, pra ser resumido (uma dificuldade que tenho). Bem...E a questão da identidade pra mim é extremamente atraente, pois as pessoas parecem ter, de modo geral, uma tremenda dificuldade em se auto-definirem, se auto-criticarem, se conscientizarem que podem e até devem se auto-aperfeiçoar, que mudanças são possíveis (acredito na mudança). Eu me critico saudavelmente toda hora, sem terrorismo, pois me amo.
Em "Pular, primeiro, aparece um cordeiro (embora muitos digam que é uma ovelha, isto não tem importância, porque é um sujeito universal, mas é cordeiro mesmo, masculino de ovelha) Ele é orgulhoso do seu estilo de vida e, principalmente, de sua beleza, porque é cheio de uma branca lã, por isto, ele sorri, se alegra, e todos ficam alegres pela alegria dele, pelo modo como ele aprecia a vida. Mas, como todo cordeiro, chega o dia de dar adeus às lãs. Este era o símbolo de sua beleza, de sua alegria e representava a "LEVEZA" do seu ser. Uma vez perdido este símbolo, que também significava sua aceitação diante dos seus "semelhantes", no caso dele em particular, as diferentes espécies de animais, ele se viu diante de uma perda irreparável, o que ele mais amava foi roubado, tomado. Restam-lhe o desespero e o medo, a tristeza. Seus vizinhos que tanto se animavam com ele não lhe deram qualquer consolo. Puxa! Logo eles que dançavam com ele, que se alegravam com ele, não poderiam agora compartilhar a tristeza? Não tinham uma palavra, um agasalho pra o frio de sua vergonha? Não. Fizeram pior, riram de sua pele sem cobertura, exposta a uma nudez indesejável. Solidão do pior tipo: aquela que descobrimos que sempre a temos, até que esta nudez seja seja exposta. A lã, ao meu ver, pode representar aquilo que está por trás da imagem que passamos ao mundo a fim de vivermos bem e em paz. Não digo que exista alguma forma de hipocrisia, mas um esforço em ser útil, em ser agradável, ou até em não ser tão desagradável quanto a situação pode impor, em dizer algo sem humilhar ou de modo a não perder a proximidade de alguém, não por querer ser amigo delas, mas por vê-las como seres humanos, sensíveis, etc, etc. A branca lã pode significar também a pureza e ingenuidade daquele cordeiro.
É possível que exista um dia ou momento em que alguém tenha vontade de mandar tudo ou todos pro inferno. Ora essa! isso é tão humano também. Mas, durante 24 horas do dia, mesmo dormindo, existem pessoas trabalhando em nosso benefício, bem como possivelmente, devemos nos acautelar, pois existem lobos ferozez e famintos à solta. Mas, voltando a Boundin. Ele está no pior momento de sua existência e não sabe o que fazer ou o que pensar, como reagir. Ele sabe que terá que fazer algo, terá que pensar em algo. E até que sua lã cresça novamente levará algum tempo, mas o risco de perdê-la sempre vai existir.
Até que surge um "lebrílope" (animal metade coelho, metade antílope, no caso, um veado). Este último, o veado, possui símbolos antagônicos em diferentes culturas, enquanto no Brasil, por exemplo, ele é símbolo de afeminação e homossexualidade, nos Estados Unidos, ele simboliza a própria virilidade. Em algumas religiões antigas, os deuses da fertililidade e virilidade adotavam o veado como símbolo. Então, tudo bem, a animação foi feita por americanos. Já o coelho é símbolo de procriação, de fertilidade também.
Mas, o que intriga é que este lebrílope (jackalope) se aproxima do cordeiro e procura saber qual a razão de sua tristeza. Este lhe conta sua história e lamenta sua perda, por estar "ridículo, rosa e com frio". Neste instante, os olhos do lebrílope ficam cor-de-rosa e ele diz: "Rosa? \A vida não teria graça se não fosse o rosa\ A pele tanto faz\ se é branca, rosa, preta ou lilás(...) Escute o que eu acho\Seu corpo é saudável dos pés à cabeça\ Agradeça a sua sorte e a tristeza esqueça". Claro, que o rosa é uma cor belíssima!! Neste instante tenho até medo de estar contaminado pelo sexismo que impera na mentalidade do brasileiro, que é a que mais conheço, por isto, me sinto mais habilitado a falar. O rosa (no caso da animação, o pink) é mundialmente relacionado com preferências do público gay. Atualmente, ela está na moda na indumentária masculina, contudo, se usada discretamente, sem exageros. Feitas estas considerações, é possível uma leitura pró-homossexualidade na animação, no entanto, mesmo que essa proposta exista, não tira o brilho de sua mensagem, se ela for universalizada em algo maior. Pois a solução que o lebrílope dá é que o cordeiro aprenda a pular: "DÁ PRA CHEGAR BEM PERTO DO CÉU\ SÓ PRECISA TENTAR IR PULANDO AO LÉU". Deste modo, o cordeiro aceita o desafio e começa a dar saltos bem tímidos, até que ele está realmente tocando o céu, não o celeste, e sim uma posição de leveza a que ele ainda não havia pensado em chegar, significando a recuperação de sua auto-estima. Está saindo do chão em que se isolava e se escondia e agora possuía novos horizontes pra serem vistos. O que simbolizava sua alegria, de repente, foi encarado como um momento de relativo aprisionamento. E, para completo espanto, na verdade, aquela ainda não era sua grande alegria. Foi no pior momento de sua vida que ele aprendeu a dar saltos maiores. Isto também pode representar uma revisão dos valores que estão em nosso coração. Há coisas e pessoas em que depositamos tamanha, digamos, "adoração", que nos impede de ver que esta fascinação pode se tornar um peso também, pois impede o movimento da visão de vida em coisas melhores, novas possibilidades. A mensagem de Boundin também é de esperança.
Levando para outra esfera, quantas vezes não estamos nos lamentando de incidentes e faltas no dia a dia, nos entristecemos, decaímos de nossa firmeza, nos decepcionamos, nos sentimos em estado de vergonha até e isto não é necessário que seja diante das pessoas, é diante de nós mesmos. E pode ser esta a nossa oportunidade de darmos um salto maior, um salto qualitativo. Reagimos de um modo selvagem, brusco por conta de algum insucesso, fracasso ou com alguém que nos trai cruelmente, seja no trabalho, no lar, no relacionamento afetivo, mas é possível dar aquele salto. Um salto que alcance o céu.
Comece a saltar hoje. Acredite na mudança. Tenha esperança. Não tem coisa mais linda do que a vida, apesar das pessoas más e sem coração que insistem em praticar bobagens, em acabar com a vida e a paz dos outros. Mas, isto não é culpa da vida.
"DÁ PRA CHEGAR BEM PERTO DO CÉU\ SÓ PRECISA TENTAR IR PULANDO AO LÉU"

Monólogo

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Tenho medo, medo de voltar e não te ver. Medo de te ver, mas não ser visto. Pior ainda: não ser sequer notado. Medo... Me bate um desespero. Um desespero calado e angustiado de não poder dizer nada, porque nunca houve nada, apenas olhares fugitivos. E não dá pra fugir do sentimento sem perda de identidade. Medo, estou com medo. Medo de nunca mais te ver e saber que te amo loucamente. Ou pior ainda, que inventei este sentir e ainda nada senti por ninguém, recaindo em ti minha expectação, minha invenção. Tenho medo de voltar e saber que nunca estive lá. Talvez, eu ainda não tenha nascido e ainda não possa saber o que é existir e o que penso seja só imitação. Mas, e o que sinto? Certo é que sinto algo, mesmo que seja incerto. Inseguro...talvez, esta insegurança seja só uma armadilha, parte de um show que se quer esconder, que eu quero esconder, ainda que seja possível apenas aparentemente. E não mostrar, de jeito algum. O show de esconder, show de inventar. Imaginar, para aproximar o viver do sentir, o ser do existir. Para afastar-me de uma temida monotonia.
Voltar. Pra onde mesmo? Onde foi que eu comecei? Tenho eu que caminhar de trás pra frente e refazer o percurso, refletindo sobre cada passo dado? E me pergunto sobre o que fiz com minhas pernas, principalmente as da alma.
Tenho medo de ser feliz de um modo que todos digam ser impossível. Na verdade (em alguma verdade), acho que esse medo também não existe. Seja só mais um modo de me fazer menos diferente. Se é que sou diferente.
Há situações em que nos damos ao direito de agir e reagir igual aos demais e nisto podemos não ser nós mesmos. Deste modo, representamos a extensão dos outros, e estes nada mais são do que o mesmo outro ser histórico que se formou com o tempo na sociedade.
O outro do qual poucos se atrevem a fugir, refletir, debater. O outro tão somente igual, tão normal.
Liberto pela normalidade, escravo da normalidade.

Monstro meu

segunda-feira, 24 de julho de 2006

Monstro meu, monstro meu
Mostre-me, mostre-me
Mostre-me

Mostre-te, mostre-te

Morte on me

Morte-me

Monstro eu, monstro eu

Dentro de mim

Quer me matar, me ferir

Quer-me, me quer, mal me quer

Nenhum bem me quer

Monstrouros, monstouros

Estouros, do inferno cruéis besouros

Esconde-te, esconde-me

Leva-me longe de mim
Leva-me pra si em mim
Não sou eu, sou eu, sou eu

Não eu,

Monstro meu

Eu!
Sou eu
Que não quero te ver

Não quero me ver
Eco do ego
Ego sou
Cego ser quero ser

Ruge, grita, aflige,
Amargamor
Amargor
Amargura

Agrura

Gruta de dor

Culpa

Desamor

Monstro meu

Solidão sólida
Meu monstro eu
Jackson Angelo

Jesus, eu te adoro!!!!!!!!!!!!!

sábado, 22 de julho de 2006


Hoje, me sinto simplesmente feliz
Não preciso explicar a razão
Não consigo querer explicar
Não consigo ter raiva
Sinto-me aquecido
Não pretendo fazer poesia ou prosa
Não sei fazer tais coisas
Nem seguir paradigmas
Estou feliz
Feliz! Feliz!
Quiseram me machucar
Mentiram, maquinaram males e destruição
Em vão, pois Deus me protegeu de tudo
Travei renhidas guerras
Venci, nem sei como
Gênio, ignorante sem humildade
Clichê de mim mesmo, imitativo
Criativo ou sem originalidade,
Que importa isto?
Sou escolhido por Deus do jeito que Ele, o próprio Deus, quis
Que posso fazer?
Comemorar minha garantia de eternidade ao lado do meu criador e salvador
Jesus, esta é a luz da minha vida
Esta é a minha alegria
A minha força
A minha proteção, auxílio
Pai, irmão, companheiro fiel
Libertador
Estou feliz!
Não como este mundo impõe
Só Ele importa!
Jesus, eu te adoro!!!!!!!!!!!!!
Jackson Angelo

Recortes bêbados: O Grito

sexta-feira, 14 de julho de 2006


Pena que não posso gritar aqui o que quero
Não que não exista confiança
Porque não tenho uma resposta ABSOLUTA
Se é que existem respostas absolutas
Hoje eu queria mergulhar na mais densa cachoeira
E ouvir o canto dos pássaros que nunca ouvi
Os tão falados pássaros das florestas e bosques
Que povoam e voam em jardins oníricos:
Quimeras e fantasias, desejos e quereres
Eu sei que existe o grito da liberdade
O grito da vitória
O grito do silêncio
O grito da dor
O grito da alma
E já não sei se vale à pena gritar

Gritei! Eu pude ouvir o meu grito
Eu tremi quando gritei
Eu inchei, peguei fogo, esfumacei
Eu olhei tudo ao redor
Apesar de ter ficado cego
O grito ecoou...

O problema, então, pode estar nos ouvidos
Ou no que foi gritado
Indiferença...............


Queria hoje mergulhar em um infindo mar
Nele me misturar e pra sempre navegar

Como um bolha informe e alegre
Ainda não cheguei no porto
Onde me esperam família e amores
E a minha caminha em que tranquilo repousarei

Bêbado! Sei que estou bêbado
Eu bebi meu veneno
Eu me envenenei
Eu hibernei no meu sepulcro
E de lá enviava meu espírito pra me apavorar
Bêbado de mim mesmo
Do meu "euismo", egoismo,
Dos meus nojos, vômitos e vertigens
Febril, sem saber como agir
Grito
Engolido grito, bebido grito, sumido grito
Não sei o que falo
Não sei falar mais
Não sei se falo
Não sei se calo
Não sei se grito
Porém, GRITO!

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!!!!!
OOOOOOOOAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAIII!!!!!!
AAA!
AHHHHH!!!!

Simples ser

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Pessoas não são como arquivos que puxamos para o nosso computador. E, então, guardamos em pastas e na hora que queremos usamos conforme nossa própria vontade. Se não desejamos mais, não tem mais utilidade para nós, deletamos. Ou podemos até pensar em armazenar em cds e compartilhar com outras pessoas ou apenas saber que possuímos este "amigo".
Vírus assustam, spam chateiam, quedas de tensão elétrica... animações em flash, em powerpoint, coisas assim divertem bastante, mas pessoas, pessoas. Sem elas...como dar sentido!
Olho para os cachorros quando vão dormir, eles procuram o calor um do outro quando estão com frio. Confiança, segurança! Carinho!
Uma poesia de amor pode falar muito e enebriar a alma com a doçura de suas palavras, porém, nada se compara a um abraço real, dado de coração e intensamente sentido por ambas as partes.
Um texto pode explorar magistralmente toda potencialidade e riqueza das palavras, e nos levar a lugares nunca dantes sequer mencionados, mas um simples e vivo olhar de alguém muito amado, de um grande amigo, de uma grande paixão, de uma maravilhosa companhia, de um parente incomparável, ou de uma pessoa totalmente desconhecida que num instante único chega pra ficar para sempre. Nada se compara.
Um simples olhar!
Um simples sorriso!
um simples ser!
Um simples estar!
Um simples doar-se! A quem?
Um simples dar-se! A quem?
Só o fato de estar ao lado diz muito mais, verdadeiramente este fato fala! não numa foto, não em um vídeo, não em um desenho!
Sozinhos, parece sempre estarmos em terra estrangeira, em corpo estrangeiro.
O diferente! O estranho! O louco! O inominável! O inqualificável! O simples! O clichê! O tardio! O estupefato! O criativo! Alguém de um jeito ou de outro.
A festa sempre está pronta! Mas, se os convidados não chegarem, se não ficarem, se não se agradarem, se não se alegrarem, se não se despedirem? Pra que(m) será a festa?
Há abundância, mas pra quem?
Ou me alegro e aproveito cada segundo sabendo que a falta me tragará a alegria e definharei, sabendo que a saudade deixará cicatrizes..
Ou nada aproveito e a dor será sempre a mesma!
Pouca inteligência nas palavras, mas palavras de verdade, falando a verdade, sem culto ao poder ou ao ego.
Uma paisagem de Monet, Dali e outros gênios têm um valor único, muito além do estritamente material, mas ao sair de casa, ao sair do báratro, ao sair de si/mim mesmo quero ver o sol que ninguém nunca fará igual ou parecido, quero ver os céus, ouvir os pássaros, quero ficar distante do papel pintado. A vida não tem comparação.
Simplesmente viver, simplesmente ser, simplesmente alguém.
Jackson Angelo

Dias, meses, anos, vida

domingo, 28 de maio de 2006

<span class=

Há dias em que há poucas palavras, não que estejamos sem palavras, não que estejamos tristes, é um momento de silêncio: é outra forma de falar, de se comunicar com o mundo, conosco, com as pessoas. Até na escrita, um pontinho só, um oizinho só pode querer dizer muito mais do que aparenta, só que não é a hora das palavras. Isso é tão normal.
Há dias em que não quero blogar, dias que não quero sobre mim o peso da responsabilidade (ela cerca natural e forçosamente, necessária ou inutilmente todo o viver.
Há dias diferentes dos demais, começando pelas circunstâncias deles mesmos e podendo ainda se iniciar no nosso próprio processo de existir, de ser, de sentir, de pensar. Isso é tão normal.
Há dias em que quase tudo incomoda, desde a desarrumação da casa, do meu quarto, até os problemas bestas com que sou conscientemente inconsequente.
Há dias estranhos, não parecem ser dias da existência, são alguma coisa diferente da vida, tem algo incômodo, contudo não traz dor, só é estranho.
Há dias que são lindos, lindos, lindos, o sol brilha intensamente e a imensidão celestial está entrecortada por nuvens frágeis e sonhadoras. Os ventos sopram, páram, trazem esperanças e sonhos, quietude.
Dias em que me lembro do país do Pinta-Aparece. Você pinta o ar com um lápis imaginário e o que vem à mente irrompe em forma, cor, matéria, cheiro, imperfeição, tamanho, sabor, enfim, você de tão completo se endeusa. Parece que não vamos precisar de ninguém, que não dependemos de ninguém.
Dias em que vejo o espectro das mãos miraculosas que tudo o que tocam viram ouro. E não podem mais ser tocadas as pessoas que dão sentido à nossa própria vida. Pra que esse ouro?
Dias em que se mergulha em Oz e o mágico
Dias em que O Lobo mau também cansa e até quer brincar de verdade com Chapeuzinho Vermelho.
Dias em que Hitler ainda ainda é um embrião.
Tem dias que a realidade não dá trégua: tudo o que tem que ser resolvido está no limite, tudo o que tem que ser pago, o que tem que ser construído, reformado ou desfeito, tudo o que tem que ser revelado, dito, escondido, tudo grita: agora! agora! agora!
Tem dias pra tudo que é gosto e desgosto.
Dias em que todas estas situações estão juntas numa única vida.
Dias em que o totipotente Superman perde todo combate contra o Pequeno Príncipe.
Dias, meses, anos, vida.

É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta de espada

quinta-feira, 25 de maio de 2006

"É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta de espada." (William Shakespeare)

Rapidamente, pois há muito a se pensar. Existem pessoas que sempre tecem as suas alternativas e pontos de vista, tirando lições das experiências de fracasso, do "lugar nenhum" e dos sucessos de outras pessoas. Outras têm dificuldade em extrair reflexões, em formular problematizações e projetar soluções a partir de certas verdades, simplesmente porque nunca se deram a esse trabalho. Para estas é possível dizer que:
O sorriso, isto é, o bom humor, a conciliação, a tentativa diplomática de aproximação e entendimento, em muitos casos, é a alternativa ideal à reação de raiva natural ao nos vermos desapontados, indignados ou temerosos com as atitudes e ações de alguém. Ao invés de primeiro gritar e esbravejar, por que não refletir com bom senso no que vai ser dito? Por que não dialogar mesmo sabendo que isto pode ser inútil? Porque às vezes podemos nos enganar com as pessoas e elas podem não ser tão más e incompreensivas quanto julgamos ou seus atos nos fazem ver. O acordo conversado com a devida empatia e discernimento pode garantir resultados satisfatórios ao querer se alcançar um objetivo que envolva a mudança de comportamento de outra pessoa, até em casos nos quais se exija uma aceitação de normas, princípios, obrigações de sua parte.
Quando entramos carrancudos, com a cara fechada, isto já gera uma imagem, uma expectativa de negação, de "fechamento" e retraimento; ao entrarmos em um ambiente com bom humor, alegria, ao sermos positivos, sem o carrancudo pessimismo e derrotismo que muitas vezes nosso pensamento e interpretação submete as situações e fatos da vida, somos mais felizes conosco mesmo e, provavelmente, com os demais.
Sorria ao entrar na sala, ao começar seu dia de trabalho, ao rever seus amigos. Sorrir pode libertar e encurtar tantos caminhos e palavras, além de fazer muito bem à saúde. Sorria com o rosto, com a boca, com som, com vontade, sem medo e preguiça, sorria com dentes escovados, sorria com suas palavras e amabilidade, sorria com suas roupas, sua postura, seu comportamento, fazendo bem às pessoas, sorria como se fosse o último e melhor dia. Alegrai-vos sempre, diz a bíblia. Obviamente, existem os dias e situações difíceis, mesmo assim, com otimismo, força de vontade, fé e com a ajuda de todos nos quais você plantou ternura e afeto é possível encarar com mais forças e sem um desespero assassino as suas dificuldades.
Há tanto a falar, mas espero que este bocadinho alcance alguém, pelo menos uma pessoa em algum dia.

Retrato de um a vida I

terça-feira, 23 de maio de 2006

Já procurou aquecer as pessoas que estão com frio? Já procurou entender por que elas estão com este frio? Ou se isolou delas para lavar as próprias mãos? Estão todas elas crucificadas pelo desprezo, pelo isolamento, pela rejeição. As escórias leprosas, que já não são mais parte de nossa família, nosso sangue, nosso povo. Fez-se de cego para não querer ter qualquer responsabilidade? Não estendeu as mãos para não ser contaminado? Não há nenhum cobertor por perto? Um que não esteja usando? Algum que esteja encostado? Já não consegue entender o olhar dos pedintes, dos carentes? Não vai passar por perto para não ser mal-falado? Para não ofender teu olhar? Afinal, hoje é dia de sol, e é preciso apreciar sua beleza, e também das árvores, da sensualidade humana, pra que se importar, justo agora? O endeusamento de sua imagem não pode sofrer uma só mácula? Não pode ajudar ninguém a se levantar quando ela está caída? Quando alguém está alegre, forte e lhe visita tudo bem! Se ela lhe faz rir com suas graças, está então útil ao teu bem-estar! Se ela está triste, tem alguma palavra? Procura sentir a dor dela? Ah! Se ela se importou com você, ainda vai, né? E se ela nunca quis saber de você, se ela já te prejudicou, te desamou, então, viva! Que se dane esta alma miserável e inimiga!? É! Você se lembrou de alguém e agora foi visitá-lo num dos restos do seu tempo? Não estava nada planejado ou programado. É um pouquinho de tempo, não custará nada! E ela pensará que você se importa mesmo com ela. Na caminhada, prosseguiu em frente, fez sua parte, ninguém tem o que dizer de você. E quanto aos que começaram a caminhada com você? Muitos caíram no meio do caminho e você, por sua própria regra, não podia olhar pra trás nem de lado. Não chegaram aos teus ouvidos os gritos mudos de socorro? Não se lembrou dos que caíram pois você precisava chegar e vencer. Você chegou, no entanto, nunca começou de verdade. Quando...Estes quandos nunca tiveram importância pois foram momentos que não existiram em tua vida muito menos quiseste saber deles, dar lugar a eles em teu coração. Existiram muitas fantasias irrealizadas, muitos sonhos pelos quais você lutava intensamente e lutou a todo custo pra conquistar e muitos deles realmente conseguiu. Já para as queixas, muitos momentos de reflexão, amargura, angústia, temor, dias, meses, anos. Para a gratidão, um cartão, um obrigado, um abraço. Pronto. Estava ali simbolizada toda a tua gratidão.

Perdoe seu amigo

"Perdoe seu amigo"

Perdoe seu amigo por não corresponder às suas expectativas
Por se importar demais com suas palavras e opiniões
Perdoe seu amigo por ser confuso demais
E te chatear com suas confusões
E querer respostas que você acha tolices
E ficar triste ao ver que seus lábios pesam pra dizer qualquer coisa
Perdoe seu amigo por ser arrogante em algum instante
Por dizer palavras ou tirar brincadeiras inconsequentes
Perdoe seu amigo por nunca acertar
E ter baixa-estima
Necessitando sempre de sua aprovação
Perdoe seu amigo por não ser o amigo que você quer
Perdoe seu amigo por existir
E às vezes te incomodar pedindo conselhos e ajuda
Mendigando abraço, beijo, carinho, afeto, compreensão
Perdoe seu amigo por amar demais você
E se isso te deixou triste, perdoe-o
Perdoe seu amigo pelos erros constantes
Perdoe seu amigo por querer ouvir sua voz
Por se alegrar com sua presença
E com sua atenção, perdoe-o
Perdoe seu amigo pela insegurança
Por ele não lhe entender
E não merecer sua confiança
Perdoe-o por ele cobrar demais de você
Querendo colocar sentimentos no seu coração
Que não merecem estar ali
Perdoe seu amigo por estranhar sua falta de alegria
E se incomodar com os seus lábios fechados
Ele te perturba tanto, não é?
Nem o desprezando você consegue fazê-lo entender
Perdoe seu amigo se ele quer o melhor pra você
Perdoe seu amigo se ele ainda não sabe do grande erro
O erro de ser seu amigo
E se humilhar ainda crendo que pode
Que pode ganhar uma cadeira na sala do seu coração
Onde ali serves algum banquete
Ou passas alguma fome secreta e angustiada
Perdoe seu amigo por fazer tanta coisa em vão
Por querer sensibilizar seu coração
Ele ainda não viu que és frio
Ou viu e ainda tenta aquecer essa geleira
Perdoe seu amigo se ele te causa vergonha ou embaraço
Se ele não te dá paz
Ainda que esteja em silêncio
Por sua presença parecer um castigo
Perdoe seu amigo por ele ser quem ele é
Foi o que ele tentou ser
Errando, errando, errando
Diga assim da próxima quando abrir a porta:
Aqui jaz um amigo

"É a interpretação que damos aos acontecimentos e situações que nos leva ao sofrimento. É quando esperamos algo que nunca vai chegar. "
Rosemeire Zago
Psicóloga clínica
com abordagem
jungiana. Desenvolve
o auto conhecimento
e ministra palestras
motivacionais.

Miragem

segunda-feira, 22 de maio de 2006

<span class=
Ela nunca esteve aqui!
Ela falava alguma coisa
E eram apenas sons
Agora nada mais fala
Ainda que ensaie sons guturais
"Testando!. Testando!" "Oi!". "Oi!"
Porque, na verdade, nunca falou coisa alguma
Um monólogo sem riqueza
E ainda infeliz
O acaso
Meu monólogo
Não há nada pra falar
Acho que sempre falei sozinho
Ou falei com uma invenção
Sou como um móvel velho
Mofado
Porém ainda dava pra pôs os pés
Sua voz é como o vento do deserto
Onde ela estava quando você gritou?
Quando desfaleceu nas areias quentes?
Não há pegadas dela nos passos do seu caminho
Procure
Será em vão e você já sabe
Não há dígitos de seus dedos em lugar nenhum
Nenhum cartão, nenhum objeto
É a própria extensão do deserto!
Que pobreza!!
De repente viu-se um mar
E ao se tentar entrar nele
Era apenas um chão rachado
Como aquela pintura que de longe reluz
E ao se aproximar é apenas
Manchas de tinta sem o valor esperado
Mas, a força da miragem não estava no deserto
Estava dentro do próprio coração
Esta tinta falsa que engana os olhos

A semente da escolha


"Ele pôs uma pá de barro sobre a outra, até que surgisse no chão uma forma inanimada.
Tudo estava silencioso, enquanto o Criador penetrava em si mesmo, e retirava algo invisível. "Chama-se 'escolha'. A semente da escolha."
Dentro do homem, Deus plantou a semente divina. Uma semente dEle próprio. O Criador havia criado, não uma criatura, mas outro criador. AquEle que escolhera amar criou aquele que, em troca, podia amar. Agora, a escolha é nossa." (Max, Lucado - In the eye of the Storm).

A vida é feita de escolhas, isto é característico da liberdade. A melhor escolha é Jesus. E ele espera de cada um de nós uma resposta positiva. Ele é a melhor escolha porque TODAS AS BUSCAS NELE TÊM O SEU FIM: o amigo fiel, o que tem a palavra certa, o melhor conselho, o caminho, a verdade. O Pai, a Utopia, o Paraíso, os mistérios, o poder, a glória, a sabedoria, a ETERNIDADE, nosso ser. Amor, misericórdia, transformações, força pra vencer. Justiça, alegria, convicção. É o único que pode dizer "não chores".

POR QUE TE PREOCUPAS TANTO?

Ele convida os cansados e abatidos.
Ele liberta.
Ele acalma os corações.
Ele protege, livra do mal.
Ele ilumina na escuridão.
Todas as respostas.

Um abração.

Só jesus

Só Jesus (Léa Santana Praxedes)

Só Jesus pode ajudar-te na tua solidão
Jesus pode livrar-te da tua aflição
Se choras desesperado
Ele te estende as mãos
Só Jesus pode ajudar-te
E dar-te a salvação
Só Jesus responde ao teu problema
Só Jesus dá alívio ao teu dilema
Só Jesus socorre o coração aflito
Não temas
Ele há de ser contigo

Só Jesus pode ajudar-te
Se estás desanimado
Ele é o Rei dos Reis
A suprema majestade
Só Jesus foi quem sofreu
A mais forte tempestade
Poderoso, ele venceu
Confia nele e vencerás
Só Jesus pode te dar a vitória
Para ti, e tudo então será de glória
O Espírito Santo vai te consolar
E no céu tu conosco entrarás

Teatro do amor próprio


Teatro do amor próprio

Sarcino, Sarcino
(olhando-me ao espelho)
Queria muito te ver
(Com os olhos já se fechando de dor)
Queria muito, muito te dar calor
(Com as mãos sobre o reflexo)
E te amar demasiadamente
(Olhando intensamente nos próprios olhos)
Sem me desprender um só momento
(Já encostado à imagem)
Abraçar-te, meu fiel companheiro
(Já querendo chorar)
Encontrar-te sempre
(Com a cabeça baixa)
E rolar contigo pelas cordilheiras da imaginação
(Já chorando)
Voar até os mais altos céus
(Abrindo os braços)
E de lá cair no infinito
(Sentindo o calor da primeira lágrima)
Caindo, rolando por onde o acaso levasse
(Com as mãos unidas sobre o estômago)
Meu amigo, meu amigo
(Olhando pra cima, com as mãos sobre os cabelos)
Que me ajuda
(Sentindo sua imensa solidão)
Que sofre comigo
(Sentindo a dor de não ter mais pras onde olhar)
Que se alegra quando sorrio
(Abraçando seu próprio corpo)
Queria tanto ter todo poder de te ajudar
(Parando um bom momento na tela do silêncio)
E te mostrar que nunca estás sozinho
(Gritando sem nenhum barulho)
Preciso sempre de ti
(Entrando no próprio reflexo)
Eu me perdôo, eu te perdôo
(Eu me perdôo, eu te perdôo)

Ninguém chega até você por acaso

"Se Alguém Te Procura...

Com Frio... é porque você tem o cobertor
Com Alegria... é porque você tem o sorriso
Com Lágrimas... é porque você tem o lenço
Com Versos... é porque você tem a música
Com Dor... é porque você tem o remédio
Com Fome... é porque você tem o alimento
Com Beijos... é porque você tem o mel
Com Dúvidas... é porque você tem o caminho
Com Orquestras... é porque você tem a festa
Com Desânimo... é porque você tem o estimulo
Com Fantasias... é porque você tem a realidade
Com Desespero... é porque você tem a serenidade
Com entusiasmo... é porque você tem o brilho
Com Segredos... é porque você tem a cumplicidade
Com Tumultos... é porque você tem a meditação
Com Confiança... é porque você tem a fé
Com Medo... é porque você tem o Amor
Se alguém lhe confidencia segredos, é porque você possui a discrição.
Se a mágoa lhe traz alguém, é porque você tem o perdão.
Se lhe apresentam a fantasia, é porque você tem a realidade.
Quando lhe trazem versos, é porque você tem a melodia.
Quando lhe estendem as mãos sangrando, é porque você tem o remédio.
Quando alguém lhe chega com a indecisão, é porque você conhece o rumo certo.
Quando alguém lhe chega com carências, é porque você tem a ternura.
E se alguém lhe busca com dúvidas, é porque você tem a fé.
Quando alguém se aproxima com passos vacilantes, é porque você tem a firmeza.
Se alguém se apresenta com a vontade paralisada, é porque você tem o dinamismo.
Quando alguém chega com a mente confusa, é porque você tem a lucidez.
E se alguém se aproxima com os braços abertos, é porque você tem o abraço.
E, por fim, quando alguém lhe apresenta um frasco vazio, é porque você tem o perfume.
Por todas essas razões, nunca deixe alguém que lhe busca partir sem uma resposta, pois ninguém chega até você por acaso.
Ainda que você pense que nada possui para oferecer, isso não é verdade. Se alguém lhe apresenta uma necessidade qualquer, mesmo que velada, é porque você tem algo para oferecer.

Ninguém chega até VC por acaso!!!"

Autor desconhecido

Vida: tantas respostas prontas, tanta falta de resposta!

domingo, 21 de maio de 2006

Vida!
Tantas respostas
Tantas respostas prontas,
Tanta falta de resposta!
Tantas perguntas
Sempre as mesmas perguntas
Mania de perguntar
Mania de não viver
Tantas respostas já nas perguntas
Tantas respostas que entristecem
E matam, destroem a fantasia
Tantas perguntas engolidas e não ditas
Tantas respostas disfarçadas de verdade
Tantas mentiras!
Há uma imensa coragem para perguntar
Contudo, o medo parece sempre vencer
Tantas respostas perdidas no tempo
Que não mais chegarão aos ouvidos
Viraram pergaminhos apodrecidos
De um tempo completamente apagado
Tantos lábios receosos
Sedentos de uma pergunta
Uma pergunta só
Os olhos miram o chão
Porque já se acham
Mesmo escondendo,
Mostrando toda verdade
E toda mentira
As lágrimas derramadas às ocultas
E se falou de alegria
Tão perto, mas tão longe
Tão simples...tão complicadas
As respostas da vida
Muitas vezes duríssimas
Fazem perecer todo o tempo vivido
Na ilusão de um sonho
Que fez ninho em um só coração
Os segredos ocultos,
Os segredos revelados
O esconderijo
O sussurro ao vento, o uivo da alma
A respiração difícil
A porta em que não se quer bater
A luz que se evita acender
O animal que se evita soltar
A escada de que não se quer descer
O barco ancorado
As miragens passando e repassando
Brilhando e piscando
Enebriando
Não responda!
Não pergunte!
Não responda o que não perguntei!
Não evite falar!
Não procure falar!
Não diga pra si mesmo que já sabe!
Não acorde agora!
Não vá dormir agora!
Não desça do balão!
Tantos gritos no interior da alma
Tantas almas nos gritos perdidos
Quantidades, quantidades que incomodam
Tantos ecos abafados
Uma quase obsessão
A resposta sempre esteve ali
Bem ao lado
Obscurecida
Mas, é hora de acordar
Tantas respostas contraditórias
Tantas respostas
Nenhuma resposta
Nenhuma pergunta mais
Nenhuma
Morte?
Jackson Angelo

Perfume do vale

sábado, 20 de maio de 2006

GRÁFICO: Wallpaper.ru

Ainda há algumas roseiras,
no meio de tanta sarça e espinheiro
e dentre estas roseiras,
algumas ainda têm pétalas,
e em algumas destas pétalas
ainda há algumas que não murcharam,
e entre estas ainda há um pouco,
um pouquinho de perfume,
mas o suficiente
para perfumar gentilmente todo o vale
Jackson Angelo

Deus prometeu e só Ele pode dar

Se pudesse voar para a mais alta altura. Se pudesse tirar minha alma e a guiasse para o desconhecido infinito deste universo que está pra ser desfeito. Se pudesse imergir no não-entender, no simples-ser e existir. A imensidão, a luz, a cor, a negridão do Cosmos, de estrela em estrela, de forma em forma, viajando rapidamente. Se toda alegria existente e vindoura invadissem meu ser de uma só vez. Se não existisse o "se". Mas, Deus tem um sonho melhor e nos conduzirá ao cerne deste sonho. Durma e acorde sempre em paz.

Alguns pensamentos de Sêneca - NÃO ESQUECI DO BLOG

Alguns pensamentos de Sêneca. São pessoas assim como ele e tantos outros que perfumam a história com suas experiências e visões na forma de palavras imperecíveis e podem perfeitamente propiciar condições ou nos acordar para estas condições, para ter alegria de ver, viver e enriquecer nossa personalidade. Palavras que nos ajudam a existir de modo melhor e mais completo, se lhes dermos alguma atenção. Eles conseguem colocar um espelho da nossa própria alma e do mundo à nossa frente.

"Não se pode formar bom conceito de quem não tem boa opinião de pessoa alguma."
"Em diversas épocas de nossa vida somos tão diversos de nós mesmos como de outros homens."
"A virtude, se encurta a liberdade, alonga a felicidade."
"São as plantas humildes as que produzem as mais belas flores."
"Em vão procuramos as verdadeira felicidade fora de nós, se não possuímos a sua fonte dentro de nós mesmos."
"A virtude é uma guerra perene conosco por amor de nós."
"É tão fácil enganar quanto é difícil desenganar os homens."
"Ninguém nos aconselha tão mal como o nosso amor próprio, nem tão bem quanto a nossa consciência."
"A nossa consciência desmente muitas vezes os louvores que nos dão."
"Os velhos ruminam o pretérito, os moços antecipam e devoram o futuro."
"Desprezos há, e de pessoas tais, que honram muito os desprezados."
"Um século condena o outro século, como em nossa vida uma idade condena a outra idade."

Momentos de verbo, momentos de silêncio

sábado, 13 de maio de 2006


Momentos de verbo
Para cada sentido mil palavras,
Para cada palavra mil sentidos
Para cada segundo um novo caminho no pensamento,
Movimentos múltiplos da alma
As palavras correm...................correm.............
E caem dos dedos como cachoeira
No papel, na tinta, na tela,
No diálogo
É preciso falar, falar, falar
Expressar
"Expressionar"
"Expresseguir, expressentir, expressuar,
Expressaturar, expressatirizar, expressaber"
Há tanto a falar que se inventam novos verbos
E novos significados afluem ao mundo

Momentos de silêncio
Nenhum idioma que atende
Este momento que surpreende
E até entristece
Porque nenhuma palavra conhecida ou imaginária
Nenhuma sílaba, nenhum som
Conseguem dar conta
Do pensamento
É um momento contrário à torre da Babel
Pois os símbolos, os idiomas sumiram
É preciso reencontrar os pulmões, o coração
É preciso reaprender a respirar e a sentir
Reaprender o aprender
Revisar
Olhar pro que sempre me fiz de cego
Escutar aquele estrangeiro
Cujos idioma e mímica desconheço
Nenhuma música, nenhuma companhia
O momento é dele:
Silêncio!

É certo que se faz silêncio enquanto se fala
Falamos silenciando, silenciamos falando

Quando se oculta algo, decerto existem tabus e termos proibidos. Não é difícil reconhecer coisas que vivenciamos sozinhos, sofremos sozinhos, nos regozijamo sozinhos, por escolha e imposição muitas vezes só nossas. Existe medo de rejeição, medo de machucar. Ah! Esse histórico medo da dor que acompanha fielmente a vida...Todo livro tem um processo próprio de "parto". Quando está aberto não mostra totalmente todo seu processo. Por isto, o silêncio como os vulcões por vezes entra em erupção e lança lavas pesadas de dentro da voz da alma.

"Não existiria som se não houvesse o silêncio (Lulu Santos)"

Jackson Angelo

Vamos fazer Ginástica?! Um, dois, três...

sexta-feira, 12 de maio de 2006


Amigos, estou fora de forma.
Que tal fazermos uma ginástica todos os dias pela manhã???
Vamos lá: 1, 2, 3...

Ginástica para a cabeça:

Incline-a em adoração.

"Então o homem encurvou-se em adoração ao Senhor "(Gn.24:26),

Ginástica para mente:

Exercite-a com idéias construtivas.

"Finalmente, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo que é nobre, tudo que é correto, tudo que é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se houver algo excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas" (Fp.4:8).


Ginástica ocular:

Veja só o bem em seus semelhantes

"Nada façam por ambição egoista ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos "(Fp.2:3).

Ginástica respiratória:

Respire a atmosfera de paz, amor e felicidade

"Acima de tudo, porém, revistam-se do amor, que é o elo perfeito. Que a paz de Cristo seja o juiz em seu coração, visto que vocês foram chamados para viverem em paz, como membros de um só corpo" (Col.3:14-15).
Ginástica auditiva:

Escute a voz de Deus

" Aquele que pertence a Deus ouve o que Deus diz." (Jo.8:47).

Ginástica para o coração:

Irradie sentimento de amor

" O amor deve ser sincero.Odeiem o que é mau; apeguem-se ao que é bom"(Rm.12:9).

Ginástica para língua:

Fale palavras edificantes e criativas

" Seja o seu sim, sim, e o seu não, não; e o que passar disso vem do Malígno" (Mt.5:37).

Ginástica facial:

Sorria, sorria, sempre!

" Alegrem-se sempre" (1Tes.5:16).

Ginástica para mãos:

Una-as diariamente em oração

" Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem iras e sem discussões" (1Tm.2:8).

Ginástica para os joelhos:

Dobre-os em oração, para se tornarem flexíveis

" para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra" (Fp.2:10),

Ginástica para pernas:

Ande humildemente pelos caminhos do Senhor

" Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratiques a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com seu Deus "(Mq.6:8).

Um poucochinho fora de mim

Resolvi fazer downloads de mim mesmo na vida real. Assim, me despluguei um poucochinho da net.


Resolvi queimar resquícios do que não era EU e estavam sobre mim, em mim, fiz um upload para minha lixeira, deletei muitos arquivos inválidos da minha memória.

Foi só um poucochinho de tempo e sinto-me vivo.

"Eu não sou juiz de ninguém"

sexta-feira, 5 de maio de 2006

"Eu não sou juiz de ninguém", foi o que minha orientadora, Sandra Regina, no projeto de conclusão de jornalismo me disse quando eu fazia referências a mim mesmo e ao meu procedimento, lamentando-me pelo tempo perdido em lhe entregar as pesquisas, e parecendo querer entender e expressar o que podia se passar na cabeça dela. Isto é, eu estava julgando o seu julgar. "Eu não sou juiz de ninguém. Não posso me colocar nesta posição e dizer que você fez isto e aquilo, é isto e aquilo, você tem seus problemas pessoais, tem suas circunstâncias. Eu tenho que lhe respeitar, procurar lhe entender", Sandra completou. A palavra para ser boa não precisa ser grande. Bastam poucas palavras. E até hoje eu fico ainda surpreso como ainda esboço uma tendência a julgamentos, sempre do pior modo, com desconfiança, insegurança e intranquilidade. Interessante notar como as pessoas com que trato diariamente sempre se sentem receosas, preocupadas com o julgamento alheio, frases do tipo: "Por favor, vá desculpando os erros de ortografia", quando alguém lhe entrega uma poesia, um texto, uma carta, algo que ela criou; "Não olhe pra minha roupa, eu não tive tempo de me trocar direito, estava tão ocupada". "Por favor, não me leve a mal no que eu vou dizer". E os pensamentos: "Não posso ir com esta roupa, gosto muito dela, mas está tão decotada". "Ai! se alguém me vê com este traje justo aqui!"; "Puxa! o que vão pensar de mim, eu conversando com uma prostituta! Ela se aproximou de mim! O que eu podia fazer?". "Caramba, sou um homem de bem, não posso ter amizade com esse cara: ele é gay! Vão pensar o quê?"; "Já faz tanto tempo que não falo com aquela pessoa, acho que ela pode até pensar que eu não gosto dela, que ela não tem importância pra mim."; "Amigo, foi o melhor que eu pude comprar, se eu pudesse comprar algo melhor, lhe dar algo melhor, eu o compraria."
Mas, quando eu tirei de mim toda responsabilidade de julgar, eu passei a me sentir muito mais leve, verdadeiramente libertado. Obviamente, existe a responsabilidade de um julgamento crítico, coerente, correto, mas toda justiça, nisto acredito intensamente, deve ser feita com muita misericórdia, pois esta NATUREZA QUE NOS DOMINA e que tentamos (se alguém tenta...) dominar e de que somos feitos é bem conhecida nossa (até que ponto? ela nunca nos surpreende?)!
E foram poucas palavras! Como um alimento que mastigamos por horas, dias, meses, toda vida...
Há tantas coroas postas sobre as cabeças!
Neste momento, só preciso dos meus cabelos.

Procura-se! Procuro-me!

quinta-feira, 4 de maio de 2006

Procuro dentro de mim
Procuro fora de mim
Procuro no meu coração
Procuro em algum coração
Olho no espelho do quarto
Olho no espelho do olho
Olho no espelho da alma
Procuro na minha mente
Procuro na minha fantasia
Procuro em fotos e livros do passado
Procura-se minha identidade
Procuro meu eu
Meu não-eu
Meu alter-eu
Meu eu
Procura-se um bandido
Procura-se um juiz
Procura-se Peter Pan
Procuro a Fera
Procuro o primeiro pedaço do muro
Procura-se uma procura
Procuro um nome esquecido
Procuro esquecer que sei
Procuro esconder
Procuro mostrar
Procuro perder-me
procuro o que nunca perdi
Procura-se
Procuro nas gavetas velhas
Procuro nas roupas rasgadas
Procuro nas latas de lixo
Procuro nas cinzas e ruínas do chão
Procuro-me
Procura-se

Mamãe, mamãe, mamãe!

quarta-feira, 3 de maio de 2006


"Mamãe, mamãe, mamãe
Não há palavras
Nem silêncio
Não há letras
Nem imagens
Nem filmes
Não há poesias, livros,
Estudos científicos
Devocionais

Nem tudo nem nada

Que defina
Teu Dom
Tua Missão
Teu Amor

Pena que somos tão falhos e erramos tanto, por querer acertar demais. Pena que somos tão limitados no tempo e no entendimento e parecemos não dar conta do que somos um para o outro."
Pena que nem tudo é flores e este papel tão lindo é interpretado como um monstro. Pena que se mate a missão antes mesmo dela se iniciar. Pena que se evite, perturbe e até se odeie o papel de filho como submisso, dependente e como alguém tolerante. Pena que haja tanta crueldade nas relações mais básicas, e o que poderia ser a mais linda demonstração de ternura e doação de si mesmo vira uma doença, um terror, um câncer que corrói e mata. Pena que o diálogo fique tão raro. E rapidamente o ambiente vira um sepulcro fechado, assustador e emudecido. Os que residem no mesmo teto pouco ou em nada se conhecem. Pouco ou em nada se tocam. Pena que as poucas palavras sejam vazias e repetitivas. E, hoje em dia, eles se matam uns aos outros: de raiva, de ódio, de facadas, de hipocrisia, de tiros, de pedradas, de acusações, de palavras ríspidas, de desprezo. Eles se matam a si mesmos. No fim das contas, na vida de tanta gente, o que deveria ser a mais bela e emocionada comemoração vira um pesadelo, do qual dificilmente acordará.

1 de Maio - bom dia para se divertir e refletir

segunda-feira, 1 de maio de 2006

Dia Internacional do Trabalho

<span class=

Bom dia para se divertir e refletir. A escolha é pessoal. Eu preferi repousar. Pensei em fazer uma faxina no meu quarto. Ah! Deixei pra outro dia. Sem querer comecei a pensar em mim mesmo. Estou precisando de uma faxina por dentro também. Vou começar por onde?? não importa. O importante é começar. Comecei a pensar sobre tudo o que falo com as pessoas e comigo mesmo. Da porta do meu coração não consegui passar direito porque há tantas sujeiras para serem varridas, tantos panos sujos, tantos vestígios de refeições mal feitas. Resolvi limpar primeiro a língua, pois a Bíblia diz: "A boca fala do que está cheio o coração". Medindo o que sai dos nossos lábios para os outros e dos lábios internos (o falar em silêncio, o diálogo interno) temos uma boa medida do que temos em nosso ser. Vou limpar até onde eu puder, pois a Bíblia também diz "Filho meu, dá-me o teu coração". Se Deus pede para si mesmo Ele sabe o que fazer com cada coração.

Ezequiel 36.26: "E vos darei um coração novo...e tirarei o coração de pedra...e vos darei um coração de carne."

"Muda-me
Muda o meu coração
Quero ouvir tua voz
Entender teu querer
Muda-me
Muda o meu coração
Como o vaso nas mãos do oleiro
Dá-me um coração de carne
Tira o coração de pedra
Quero estar no centro da tua vontade
Muda-me, Senhor
Muda o meu coração
Molda-me, Senhor
Troca o meu coração
Prostrado aos teus pés
Me rendo, Ó! Pai!
Cumpra em mim teu querer
Muda meu ser"

("Muda o meu coração", Alda Célia)

Árvore à beira do caminho

Image Hosted by ImageShack.us

Se olhas pra tua vida e vês uma estrada deserta, e te vês como uma árvore sem fruto, lembra-te que em algum momento pudeste e podes ser sombra. Algum viajante errante pode, de repente, fazer morada debaixo de tua sombra por alguns instantes, alguns dias. E alguém pode descansar à tua sombra e relaxar. E até dormir. Em algum momento, algum pássaro fez ninho em teus galhos. Em algum momento, os passarinhos podem nascer nos teus galhinhos. E alguém pode usar tuas folhas para fazer obras de arte: uma colagem, um modelo para uma pintura. Alguém pode te pesquisar e extrair uma substância nova que salve milhares de vida. São os frutos silenciosos da existência.

Jackson Angelo, com amor.

Seres humanos produzidos em série

<span class=

Não é isto o que a ideologia consegue fazer: homogeneizar os indivíduos, tornando-os uma massa amorfa? Ainda batalhamos como David, o Pinóquio futurista de Spielberg em Inteligência Artifical, para ser "único e especial"? A batalha silenciosa da ideologia é uma máquina ruidosa de produção em série. Ela faz com que os olhos possuam a mesma visão e vejam as mesmas coisas, de modo que ninguém note que está usando lentes que não são suas. Lentes que ao se apropriar e impor uma visão, cegam totalmente. As habitações podem ser faraonicamente belas, mas ainda não se achou uma saída da caverna, muito menos consciência da mesma. Até o badalado e endeusado ser diferente fica dentro de padrões, vira uma luva e uma utopia.

Amor verdadeiro: o maior presente!


O amor verdadeiro sempre será maior que nós mesmos!
É sempre o maior presente que podemos dar!

Mamãe


M A M Ã E

Mamãe, sou um segundo teu, um dia teu,

uma pessoa tua, uma face tua, uma vida tua.
Sou livre, sou independente, sou capaz
Espero sempre corresponder a tua maior ansiedade:
"Seja bom e honesto"

Dissecação II

Se arrancarem toda nossa pele, pra onde irá nossa atração? Esta atração que abateu e abate reis e rainhas! Que abateu personagens bíblicos como Davi (eleito pelo coração de Deus: "Achei Davi!"), Sansão (quem lhe fez cortar os cabelos? Dalila!), Abraão (que ansioso antes foi à sua escrava do que esperou o filho da promessa). E abate os personagens irreais do livro "Realidade"! E os personagens reais do livro "Fantasia"! Nossa beleza é tão superficial, ainda assim tão dominadora. As vaidades são tão rápidas e nos consomem tanto tempo, dinheiro, pensamento e a própria alma! É tão superficial nossa quimera, nosso "Narciso". Rapidamente murchamos, isto é inevitável. E o mundo está aí: ou aproveitamos tudo que este mundo oferece, procurando saciar tudo o que nos apetece e cremos trazer imenso, incomparável, irresistível gozo, ou nos afundamos no conhecimento que nunca será suficiente, pois quanto mais conhecemos mais temos uma vaga noção da própria ignorância: é outra quimera! Cada coisa a seu tempo no seu tempo. Equilíbrio! A única esperança verdadeira é a eternidade!
Se arrancarem toda vaidade do nosso eu, o que sobra? Do nosso lar o que sobra? Do nosso viver o que sobra?
Se arrancarem nossas vestes estaremos nus? Apenas superficialmente! Se virem nossos músculos, veias e sangue expostos, verão nudez? Repulsa! Onde nosso olho está a maior parte do tempo? No que é superficial! E nossa consciência quando julgamos? Até que ponto podemos julgar com isenção, justiça? E até que ponto nossos próprios delitos permitem que nos coloquemos como juízes infalíveis?
Ah! Se pudéssemos ver o que há dentro do coração! O olho se assustaria? Sentiria repulsa? se é que este tipo de visão é aceito, valorizado! Ao ver a inveja, o homicídio, a maldade, o preconceito, a amargura, a mágoa, a tristeza, a solidão, a perturbação, a sanguinolência, que figuras não veriam estes olhos por baixo da beleza fascinante?
Não tenho muito a acrescentar. As coisas mais óbvias são tão esquecidas que parece nunca foram óbvias!

Datas especiais para 29 de abril

sábado, 29 de abril de 2006

Dia Mundial das Associações Cristãs Femininas
Nascimento do pintor Pedro Américo (1843)
Nascimento de João Osório Duque Estrada, autor do Hino Nacional Brasileiro (1870)
O filme"O Cangaceiro" do diretor Lima Barreto é eleito o melhor filme em Cannes (1953)
Morte do mestre do suspense, o cineasta Alfred Hitchcock, diretor de Psicose (1980)
Morte do cantor e compositor Gonzaguinha, filho de "mestre do baião", Luiz Gonzaga (1991)

Dia Internacional da Dança e profissionais de dança na Classificação das Ocupações


O dia Internacional da Dança foi criado em 1982 pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) e definida para 29 de abril, como homenagem ao nascimento do escritor e coreógrafo francês Jean-George Noverre (1727-1810), reformador do balé clássico francês, considerado o pai do "balé de ação" (ação, movimento, alma e expressão).
Por que esse desconhecido?
As idéias e modo de trabalho de Noverre influenciaram o mundo inteiro. São palavras dele ao falar sobre a duras e intangíveis regras do balé clássico: "Será preciso transgredi-las e delas se afastar constantemente, opondo-se sempre que deixarem de seguir exatamente os movimentos da alma, que não se limitam necessariamente a um número determinado de gestos".
Noverre defendia, entre outras coisas, a reforma do traje, especialmente a remoção das máscaras (aliás, se deve a Noverre a remoção das máscaras no balé, excessivamente trabalhadas no século XVIII). Segundo ele, todos os movimentos deveriam ser naturais e facilmente compreendidos. Ele enfatizava que todos os elementos de um balét deverim trabalhar harmonicamente a fim de expressar o tema do balé.
Noverre foi aluno de Louis Dupré (o famoso "Deus da Dança", também chamado Le Grand Dupre). Conhecido também como o "Shakespeare do Balé", e, por conta da influência da sua arte, como "Avô do balé", Noverre estreou no Teatro do Mercado em Paris em 1743. Seu primeiro balé, Les Fetes Chinoises, foi encenado na ópera Comique, em 1749. Seu balé mais famoso foi Medea e Jason, produzido em Stutgard, na Alemanha. Sua última obra foi encenada em Londres, ano de 1793. Seu falecimento se deu em Saint-Germain-en-Laye, em 1810, aos 83 anos. Entre os seus grandes amigos, destacava-se Mozart. Que honra, hein!
Nas página http://www.solcultura.com.br/noticias.asp?id=460, encontramos uma boa explicação para saber como essa data se tornou importante no Brasil:
"No Brasil, esta comemoração tomou maiores proporções a partir de janeiro de 2001, quando um grupo de profissionais de dança, representativos de diversas entidades do país, se reuniram para discutir sobre a situação do artista da dança. Inicialmente motivados por uma ameaça do Conselho Federal de Educação Física (Confef) que, exorbitando de sua competência, tentava coagir os profissionais da dança a se filiarem a seus Conselhos Regionais, esses profissionais da dança deram início a um movimento de luta de caráter nacional, democrático em prol da autonomia da dança. Nasceu então o Fórum Nacional de Dança que aproveitando o Dia Internacional da Dança, 29 de abril, instituiu o Dia D da Dança. O artista da dança integra uma categoria profissional regulamentada por lei específica desde 1978."

Abaixo a Classificação brasileira das Ocupações, referente à área da dança, extraída do site www.dancadesalao.com

"2628-05 Assistente de coreografia
2628-10 Bailarino criador, Bailarino intérprete, Dançarino 2628-15 Coreógrafo - Bailarino coreógrafo, Coreógrafo bailarino 2628-20 Dramaturgo de dança 2628-25 Ensaiador de dança 2628-30 Professor de dança - Maître de ballet
Descrição sumária
Concebem e concretizam projeto cênico em dança, realizando montagens de obras coreográficas; executam apresentações públicas de dança e, para tanto, preparam o corpo, pesquisam movimentos, gestos, dança, e ensaiam coreografias. Podem ensinar dança.
3761-05 Dançarino tradicional - Bailarino de danças folclóricas, Dançarino brincante, Dançarino de danças de raiz, Dançarino de danças folclóricas, Dançarino de danças rituais, Folgazão, Sambista.
3761-10 Dançarino popular - Bailarinos de danças parafolclóricas, Bailarinos étnicos, Bailarinos populares, Dançarino de rua, Dançarino de salão, Dançarinos de danças parafolclóricas, Dançarinos étnicos, Dançarinos populares
Descrição sumária.
Os dançarinos tradicionais e populares dançam, sozinhos, em pares ou em grupo com fins ritualísticos, performáticos e espetaculares, pesquisam e estudam, reinterpretam danças tradicionais e populares; criam espetáculos, ministram aulas e inserem seu acervo cultural em diferentes contextos (sociais, pedagógicos e terapêuticos).
3331-15 Professores de cursos livres
Descrição sumária
Os profissionais dessa família ocupacional devem ser capazes de criar e planejar cursos livres, elaborar programas para empresas e clientes, definir materiais didáticos, ministrar aulas, avaliar alunos e sugerir mudanças estruturais em cursos."

Ballet de peixinhos:

Peixinhos bailando com muito sincronismo em um aquário.

 

Estatísticas

Blogger WidgetsBlog statistics Widget For Blogger

Link-Me

Receber atualizações por e-mail

Enter your email address:

Provido por FeedBurner

Seguidores do blog

Mais lidos

Compartilhe